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1447 itens encontrados para ""

  • Duna Parte Um Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: O Duque Leto Atreides administra o planeta desértico Arrakis, também conhecido como Duna, lugar de única fonte da substância rara chamada de "melange", usada para estender a vida humana, chegar à velocidade da luz e garantir poderes sobrehumanos. Para isso ele manda seu filho, Paul Atreides e seus servos, e concubina Lady Jessica, que também é uma Bene Gesserit. Porém, uma traição amarga pela posse da melange faz com que Paul e Jessica fujam para os Fremen, nativos do planeta que vivem nos cantos mais longes do deserto. Crítica: Quando Denis Villeneuve assinou contrato para dirigir uma versão do clássico romance de ficção científica de Frank Herbert, ele sem dúvida estava ciente da longa e muitas vezes torturada história do livro em Hollywood. Poderia Villeneuve, finalmente, fazer justiça ao conto de Paul Atreides? Não exatamente. Apesar de todas as suas imagens incríveis e boas interpretações, esta versão de 'Duna' não se aglutina totalmente. Denis Villeneuve e seus co-roteiristas Jon Spaihts e Eric Roth tomaram a decisão aparentemente sensata de dividir o romance em dois filmes separados. O resultado dessa divisão não é apenas uma licença para permitir que muitos dos momentos menores do livro ou personagens secundários respirem, mas também para ser mais devoto ao trabalho do autor Herbert. O elenco é sólido e cheio de rostos familiares oferecendo boas interpretações. A escalação de atores carismáticos como Momoa e Brolin ajuda a trazer humor ao filme, aqui o roteiro soube se beneficiar do carisma desses atores para trazer um pouco mais de calor e emoção ao longa. Denis Villeneuve mais uma vez apresenta o feito mais consistente e impressionante de seus filmes: o design. Do fascínio imponente e anônimo das mulheres da Bene Gesserit, às vastas e variadas paisagens, estranhos espaços e aeronaves, à pura emoção de assistir coisas gigantes explodirem ou até mesmo a própria especiaria enquanto brilha na superfície de Arrakis, nenhum detalhe é poupado para nos imergir neste mundo fantástico. Sabemos que o que funciona em um romance literário pode não funcionar em forma de filme e vice-versa, é o maior erro de Villeneuve com 'Duna: Parte Um', é que no ato dois tudo parece disforme e trabalhoso, como se o filme não fosse bem saber como ou onde termina. A história perde o pulso e o sentido de que estamos emocionalmente investidos nele. 'Duna: Parte Um' é um triunfo no que diz respeito a seus visuais e som, mas há uma falta de forma na última parte do filme que o arrasta para baixo e o desvia de sua beleza. Nota: 7 Compre o box completo aqui.

  • Carros 3 Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Veterano das pistas, o campeoníssimo Relâmpago McQueen se vê em apuros após o surgimento de um novato bastante veloz, Jackson Storm, que utiliza de alta tecnologia nos treinamentos. Obrigado a chegar ao limite para batê-lo, McQueen acaba sofrendo um sério acidente durante uma corrida, que o obriga a abandonar o campeonato daquele ano. Prestes a iniciar a próxima temporada, ele se vê em dúvidas sobre se consegue ser rápido o suficiente para bater Storm e, por causa disso, busca ajuda com seu novo patrocinador. Crítica: "Carros 3" surpreende não por ser muito bom, mas porque assisti ele com uma expectativa baixa. A cena do acidente do Relâmpago McQueen é poética. A escolha de fazer uma cena silenciosa faz a tensão brotar quase que automaticamente. Uma cena muito bem pensada e executada. Os diálogos são bem feitos, o roteiro tem uma estrutura que funciona legal no começo e da metade do filme para frente é mais ou menos. Na metade do filme já sabemos como será o final dele, é previsível, principalmente nos dias atuais, onde é normal beberem da fonte de protagonista masculino passarem o bastão para protagonistas femininos. "Carros 3" é exatamente igual ao filme "Logan" em suas primícias. O filme é para os dois públicos crianças e adultos. O filme é dinâmico e colorido, o que funciona para os pequenos. Mas a história de que McQueen está velho e agora precisa se adaptar a uma nova geração, somente quem é adulto consegue se projetar no filme. A Pixar está errando a mão em seus filmes, mas "Carros 3" dá para colar um selo de qualidade Pixar, mas passa raspando. A criançada vai adorar com certeza, um filme que vale a pena principalmente para quem é amante da história. Nota: 6

  • Nada de Novo no Front (2022) Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Paul Baumer e seus amigos Albert e Muller se alistam voluntariamente no exército alemão, movidos por uma onda de fervor patriótico. Mas isso é rapidamente dissipado quando enfrentam a realidade brutal da vida no front. Em meio à contagem regressiva, Paul deve continuar lutando até o fim, com nenhum objetivo além de satisfazer o desejo do alto escalão de acabar com a guerra com uma ofensiva alemã. Crítica: A obra-prima vencedora do Oscar de 1930 sobre a insensatez da Primeira Guerra Mundial, "Nada de Novo no Front" de Lewis Milestone, é um filme quase intocável. Sua visão incrivelmente progressista da Grande Guerra como violência inútil em nome de um país que só via você como um par de botas e um rifle era tão universal e atemporal naquela época quanto é agora. "Im Westen nichts Neues" (Nada de Novo no Front) é um longa-metragem anti-guerra alemão, com coprodução dos Estados Unidos, lançado em 2022, também adaptado do romance homônimo de 1929, de Erich Maria Remarque. Dirigido por Edward Berger, é estrelado por Felix Kammerer, Albrecht Schuch, Daniel Brühl, Sebastian Hülk, Aaron Hilmer, Edin Hasanovic e Devid Striesow. O filme teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto  em 12 de setembro de 2022, e foi lançado mundialmente no streaming da Netflix em 28 de outubro de 2022. Em agosto de 2022, o filme foi anunciado como o representante da Alemanha na categoria de Melhor Filme Internacional para o Oscar 2023. O filme foi indicado a nove categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado. Venceu 4 categorias: Melhor Filme Internacional, Melhor Trilha Sonora, Melhor Design de Produção e Melhor Fotografia. Os roteiristas Ian Stokell, Lesley Paterson e Edward Berger (também diretor) se desviaram significativamente da obra original, mas a estrutura básica da história ainda está em vigor. A versão 2022 de Edward Berger torna-se ainda mais necessária não apenas por suas conquistas cinematográficas, mas porque marca a primeira adaptação cinematográfica em língua alemã do romance de Erich Maria Remarque. "Nada de Novo no Front" de Edward Berger aproveita ao máximo o que a tecnologia moderna trouxe para o cinema, mantendo a exploração assombrosamente íntima da psique desses soldados. Ele não se perde na emoção de filmar grandes sequências de ação, ou organizar todos os componentes no quadro para que tudo flua como dominós em cascata. Em vez disso, ele se baseia inteiramente nos sentimentos de seus personagens e nos mínimos detalhes. O longa-metragem sai do campo de batalha e segue Paul e sua equipe, para um par de histórias complementares focadas em Matthias Erzberger (Daniel Brühl) enquanto ele negocia o armistício, e o cruel General Friedrichs (Devid Striesow) – que luta para encontrar uma identidade fora da guerra. Esses dois arcos parecem um tanto supérfluos quando comparados à atração emocional do impulso principal do filme, mas servem ao seu propósito de adicionar um contexto histórico mais amplo ao filme, bem como transmitir o completo distanciamento entre a realidade horrível da linha de frente e os jogos de poder frio dos homens no comando. "Nada de Novo no Front" é um filme completo, com uma visão clara, uma série de cenas inesquecíveis e uma teia de personagens fantásticos. Ele definitivamente depende mais do poder das imagens e do simbolismo do que das palavras e discursos, o que foi, em última análise, o movimento certo dada a sociedade hiper visual de hoje e a qualidade nítida das câmeras modernas. O longa-metragem é lindamente filmado e evocativo durante a maior parte de seu tempo de execução, mas fica um pouco repetitivo no final. Estica muito para um final que parece um pouco inventado em comparação com tudo o que veio antes. Ao evocar formas mais tradicionais de tragédia, ela vende um pouco as particularidades de sua própria história. Para uma história sobre a insensatez e o absurdo da guerra, a simetria só diminui isso. Esse é um filme de guerra quase impecável que preenche todas as caixas do que o gênero exige, mantendo a abordagem anti-guerra subversiva do material de origem. É visualmente impressionante, acima de tudo, o diretor Berger entrega uma experiência cinematográfica arrepiante que deve se tornar obrigatória. Nota: 8

  • Carros 2 Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Após ganhar a Copa Pistão pela quarta vez, Relâmpago McQueen (Owen Wilson) e sua equipe retornam a Radiator Springs para descansar. Lá ele reencontra Mate (Larry the Cable Guy), seu maior amigo, que aguarda ansioso pelo retorno. Pouco após sua chegada Relâmpago toma conhecimento do Grand Prix Mundial, evento organizado pelo empresário Miles Eixodarroda (Eddie Izzard) onde todos os competidores usarão Alinol, um combustível alternativo. Após ser provocado em um programa de TV por Francesco Bernouilli (John Turturro), um adversário, Relâmpago resolve também competir. Ele decide levar Mate para acompanhá-lo nas corridas, mas logo ele é confundido com um espião americano. Desta forma, Mate precisa lidar com Finn McMíssil (Michael Caine) e Holly Caixadibrita (Emily Mortimer), que tentam descobrir qual é o plano do professor Z (Thomas Kretschmann) e seu enigmático chefe para a competição. Crítica: O que Pixar estava na cabeça ao fazer "Carros 2"? Meu Deus um filme Pixar sem qualidade Pixar é até difícil de se acreditar. A trama de "Carros 2" não é focada e cheio de infelizes clichês em seu roteiro. Colocar o herói McQueen de plano de fundo para deixar aparecer as aventuras de espiões com Mate, não funcionou e o Mate não é um personagem que tem força para sustentar uma história, não uma história de McQueen. Carros falantes é bem difícil de engolir e a Pixar conseguiu convencer no primeiro filme, mas aqui, ela destrói o mundo adicionando aviões falantes também. Os personagens não são explorados e o mundo também não. O foco de "Carros 2" é explosões e cenas de ação. Os pequenos vão curtir demais, mas o filme é superficial. Na verdade, ao ver a quantidade de brinquedos e jogos lançados de "Carros" conseguimos entender o porquê de "Carros 2", sim um filme focado para venda de brinquedos, esse é o motivo dele existir. Nota: 4

  • A Mata Negra Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Numa floresta do interior do Brasil, uma garota vê sua vida mudar terrivelmente quando encontra o Livro Perdido de Cipriano, cuja Magia Sombria, além de outorgar poder e riqueza a quem o possui, é capaz de libertar uma terrível maldição sobre a terra. Crítica: 'A Mata Negra' mostra que o trash é bem vindo e cai super bem no cinema nacional, poderia ser melhor valorizado pelo público. O filme não perde a chance de se divertir com momentos despretensiosos. Há uma boa qualidade técnica em 'A Mata Negra'. O trabalho de maquiagem e dos efeitos práticos, são um show à parte e dão um toque especial ao filme. A violência e o gore típico de filmes trash, fazem presentes na medida certa sem exageros. Por mais que existam tomadas aéreas e planos-sequências complexos, há uma boa direção e habilidade do diretor Aragão e seu estilo é bem forte no filme. E por mais que 'A Mata Negra' seja mais complexo que outros filmes do diretor, aqui está ao avesso dos moldes hollywoodianos, o filme tem uma forte raiz brasileira. A Mata Negra é nada mais, nada menos, que uma história movida pelo amor e a busca pela felicidade. Apresentando um universo único, divertido e sombrio, o filme é mais um belo exemplar de um estilo de cinema brasileiro, apesar de muito desvalorizado por grande parte do público, tem seu valor. Há terror suficiente para nos deixar imersos em uma atmosfera de apreensão e medo, mas sem esquecer a pitada de comédia que chega para romper totalmente com as cenas e subverter nossa percepção daqueles momentos. Além disso é totalmente firmado em nosso folclore o que deixa a trama mais interessante. 'A Mata Negra' é um filme que eu recomendo, com sua pegada de filme B, com ótimas atuações e sua trama cheia de histórias do folclore nacional, tem tudo isso misturado com uma ótima direção de arte. Nota: 7

  • Carros Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Relâmpago McQueen (Owen Wilson) é um carro de corridas ambicioso, que já em sua 1ª temporada na Copa Pistão torna-se um astro. Ele sonha em se tornar o 1º estreante a vencer o campeonato, o que possibilitaria que assinasse um patrocínio com a cobiçada Dinoco. A fama faz com que Relâmpago acredite que não precisa da ajuda de ninguém, sendo uma "equipe de um carro só". Esta arrogância lhe custa caro na última corrida da temporada, fazendo com que seus dois pneus traseiros estourem na última volta da corrida. O problema permite que seus dois principais adversários, o ídolo Rei (Richard Petty) e o traiçoeiro Chicks (Michael Keaton), cruzem a linha de chegada juntamente com ele, o que faz com que uma corrida de desempate seja agendada na Califórnia. Relâmpago é então levado para o local de corrida por Mack (John Ratzenberger), um caminhão que faz parte de sua equipe. Ele quer chegar ao local antes de seus competidores e, por causa disto, insiste que Mack viaje sem interrupções. Mack termina dormindo em pleno trânsito, o que faz com que a caçamba se abra e Relâmpago, que também estava dormindo, seja largado em plena estrada. Ao acordar, Relâmpago tenta encontrar Mack a todo custo, mas não tem sucesso. Em seu desespero ele chega à pequena Radiator Springs, uma cidade do interior que tem pouquíssimo movimento e que jamais ouviu falar de Relâmpago ou até mesmo da Copa Pistão. Porém, por ter destruído a principal rua da cidade, Relâmpago é condenado a consertá-la. Obrigado a permanecer na cidade contra a sua vontade, aos poucos ele conhece os habitantes locais e começa a se afeiçoar por eles. Crítica: Uma história sobre carros que falam parece não convencer muito, mas a Pixar sabe vender uma boa história mesmo sendo tão absurda. Sim, "Carros" é uma ideia criativa, e sim, a Pixar percebe esse mundo de carros em toda a extensão. Mas nem todas as ideias são boas, mesmo que realizadas. Às vezes é estranho ver os carros com alma de seres humanos, por exemplo tentando manifestar gestos afetivos como um simples beijo. No mundo de carros, se carros se beijarem isso não acabará bem! O roteiro traz uma história que parece fugir um pouco da proposta infantil. Aqui não teremos muita comédia e uma super aventura, o filme é um drama, que talvez não funcionará para crianças. O filme tem alguns problemas de ritmo principalmente no meio dele, onde as coisas são paradas como em um engarrafamento, a história fica chata. Essa animação é bonita e desenhada com muito requinte. Os reflexos no capô dos carros, os neons na escura estrada e as paisagens são lindas, um desenho cheio de detalhes e muito bem feito. "Carros" é um filme nostálgico e às vezes lentamente passeando sobre problemas adultos, sua história é fundamentalmente menos atraente. Um ótimo filme para se divertir, mas de alguma forma não tem o impulso extra dos outros filmes da Pixar. Nota: 6

  • O Farol Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Início do século XX. Thomas Wake (Willem Dafoe), responsável pelo farol de uma ilha isolada, contrata o jovem Ephraim Winslow (Robert Pattinson) para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. No entanto, o acesso ao farol é mantido fechado ao novato, que se torna cada vez mais curioso com este espaço privado. Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, Ephraim fica obcecado em descobrir o que acontece naquele espaço fechado, ao mesmo tempo em que fenômenos estranhos começam a acontecer ao seu redor. Crítica: Em performances emocionantes, repletas de dialetos de época saborosos e solavancos de insanidade cada vez mais intensos. Willem Dafoe e Robert Pattinson nunca foram melhores. Robert Eggers, trabalhando com seu irmão Max Eggers como co-roteirista, elaborou outro conto alucinatório distinto, desta vez fundindo lendas marítimas com mitologia antiga, folclore, sugestão sobrenatural, terror envolvente e a paranoia agitada do isolamento. A fotografia em preto e branco, fria e gritante também ajuda a definir o cenário, criando uma atmosfera terrivelmente opressiva e refletindo as condições severas e implacáveis ​​que os homens enfrentam. O elenco encontra humor na miséria, através de jogo de palavras inteligente, um pouco de palhaçada e uma chocante cena cruel com uma gaivota. 'O Farol' se torna mais ambíguo à medida que o filme avança, claro que um filme de Robert Eggers tem menos a ver com o destino e mais com a jornada. Desde o início, o diretor nos puxa para um posto avançado de solidão sobrenatural. E se você estiver disposto a se entregar a imagens sombrias, linguagem exigente e temas aterrorizantes, 'O Farol' é um passeio selvagem mais que indicado. Como uma reflexão sobre a solidão, a desolação e a loucura, 'O Farol' é repleto de diálogos perturbadores e imagens assombrosas que se alastram pelo seu cérebro. Nota: 8

  • Invasão Zumbi 2: Península Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: A península coreana ficou devastada após o surto de zumbis que atingiu os passageiros de um trem-bala com destino a Buscan há quatro anos. Com isso, um ex-soldado que conseguiu fugir do país, Jung-seok, tem a missão de retornar e acaba encontrando alguns sobreviventes. Crítica: Embora tome emprestado generosa de muitos gêneros de referência, 'Invasão Zumbi 2: Península' oferece cenários desconectados em uma atmosfera inchada e impessoal, o filme quase não está conectado ao seu antecessor. Em 'Invasão Zumbi 2: Península', personagens entram e saem do filme aparentemente ao acaso. Yeon corta, de maneira apática, entre as várias narrativas, exibindo pouco da engenhosidade espacial ou literária que empregou em 'Invasão Zumbi'. Os diálogos também parecem reciclados de muitos outros filmes do gênero, o filme também deixou de apresentar nuances de seus personagens para dar espaço a ação. As cenas de ação que, em vez de rastrear a logística minuciosa e inteligente de movimento em um único espaço, é recheada com intermináveis ​​perseguições de caminhões digitais, que são mais cansativas do que impressionantes e apresenta um número enorme de corpos em CGI sendo atropelados. 'Invasão Zumbi 2: Península' tem uma qualidade genérica exagerada que é intensificada pela vibração obscura de seu cenário de cidade do inferno, que é emprestado de muitos thrillers assustadores dos anos 80. No entanto, Yeon não é capaz de elevar essa sensação auto conscientemente barata a uma declaração de moda punk minimalista. O enredo tem algumas reviravoltas no final, quando chega ao seu final amplo e emocionalmente manipulador, ele tem algumas ideias revigorantes e otimistas sobre pequenos gestos de sacrifício que fazem a diferença é que às vezes é importante escolher a emoção em vez da lógica. Infelizmente, 'Invasão Zumbi 2: Península' não se conecta à história ou no mundo estabelecido no primeiro filme, o longa está tão preocupado em projetar a aparência de um blockbuster de ação que descarta os personagens com nuances que fizeram o primeiro filme se destacar. Nota: 5

  • Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Crítica: Em 'Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa', Arlequina (Margot Robbie), Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain e a policial Renée Montoya (Rosie Perez) formam um grupo inusitado de heroínas. Quando um perigoso criminoso começa a causar destruição em Gotham, as cinco mulheres precisam se unir para defender a cidade. Sinopse: Quando 'Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa' apresenta a Harley Quinn de Margot Robbie, ela acaba de sair de um romance abusivo de longo prazo com o Coringa de Leto. Apesar do Coringa ser um papel crucial na motivação de Harley Quinn, ele nunca aparece na tela. Isso não impede que Harley e os outros personagens falem sobre o Coringa constantemente, deixando 'Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa' um pouco estranho. A diretora Cathy Yan e a roteirista Christina Hodson são maníacas ao extremo. O filme constantemente pula em sua linha narrativa. Talvez o excesso de cafeína possa desgastar alguns, mas 'Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa' nunca é chato ou cansativo, porque nem um segundo é permitido passar sem algum tipo de brincadeira, mordaça ou acrobacia. Mas isso se torna um ponto negativo para o filme também, suas viagens pela linha narrativa faz a trama ser recontada várias vezes, de novo e de novo. Quando você termina de assistir ao filme, você percebe que ele poderia ter sido cortado pela metade. O aspecto mais emocionante do filme é o seu desprezo elegante pela dor e pelo corpo humano. Cathy Yan nos mostra como é ridículo, hipnotizante e horrível entrar em uma briga com essas mulheres poderosas. Várias das sequências de ação são inteligentemente e bem coreografadas para deixar a personalidade anárquica de Harley Quinn brilhar através de seus chutes e reviravoltas. Como estamos no ponto de vista de Harley Quinn, todos os seus movimentos (tiros e granadas) vêm com rajadas de confete, fumaça colorida ou tinta brilhante. Talvez seja uma maneira de nos indicar que Quinn não pode ver as consequências mortais de suas ações. Um outro problema de 'Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa' é que o filme não é totalmente de Harley Quinn. Quando as novas personagens vão aparecendo em tela, a história vai se dividindo entre as integrantes da liga de mulheres. A forma narrativa é ineficiente, deixando muita indireta toda a trama do filme. 'Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa' é frustrante porém charmoso. O filme ficou apertado e sufocado com sua escolha narrativa e com pouco tempo para desenvolver tantos personagens. Ele se diverte, é irônico e refrescante merece uma chance. Nota: 6

  • Invasão Zumbi Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Em um trem de alta velocidade com destino à cidade de Busan, na Coréia do Sul, um vírus misterioso que transforma as pessoas em zumbis acaba se espalhando de maneira devastadora. A cidade de destino da locomotiva conseguiu com sucesso se defender da epidemia, mas até chegar lá eles deverão lutar pelas suas sobrevivências. Crítica: Quase 60 anos desde que 'A Noite dos Mortos-Vivos' de George A Romero e as muitas temporadas em 'The Walking Dead', ninguém  imaginaria que "apocalipse zumbi" seria tão explorado a ponto de cansar, mas 'Invasão Zumbi' traz um certo frescor. Tente não rir quando o vírus zumbi anima sua primeira vítima, um cervo atropelado por um criador de porcos, para não se agoniar quando desesperados começaram a pisotear inocentes, para não chorar quando os mortos-vivos matarem seu personagens amado e para não se emocionar com os momentos de sacrifício heróico. O diretor  Yeon mantém uma sensibilidade gráfica afiada. Um ataque em uma plataforma de trem assustadoramente vislumbrado da janela de um trem partindo dá uma amostra arrepiante do que está por vir , uma maré trovejante de comedores de carne está se espalhando pelos corredores, pelos assentos e pelos corredores, uma onda de mortos-vivos e estalando membros de uma aspereza contorcida e retorcida. O que torna os zumbis no Yeon Sang-ho diferentes dos usuais devoradores de carne é que eles mordiscam um pouco e passam para a próxima pessoa. Reagindo apenas ao som ou se uma pessoa está em sua linha de visão, eles contorcem seus corpos, mostrando seus dentes e correndo através de algo para mastigar, Yeon criou sua própria versão arrepiante dos mortos-vivos.  O diretor faz um uso inteligente dos alojamentos apertados, mas erra quando as habilidades de seus zumbis tendem a variar de acordo com as necessidades do momento para que a trama possa continuar andando. O trabalho de câmera ágil de Lee Hyung-deok e a edição habilidosa de Yang Jin-mo aumentam o ritmo feroz enquanto os mortos-vivos se aglomeram como insetos em escadas rolantes. A música de Jang Young-gyu alterna de punhaladas suaves e alarmes para toques de piano mais líricos, com cenas de carnificina muitas vezes compensadas por melodias melancólicas que enfatizam o desgosto sobre o horror. Assim como na série 'The Walking Dead', o inimigo está longe de ser os zumbis, os personagens sobreviventes começam a revelar seus caráter, mostrando aqueles que apenas ajudam os outros e aqueles que apenas ajudam a si mesmos. Através da paranóia, mentalidade de rebanho e egoísmo, os verdadeiros vilões do filme emergem, para mim essa é uma das melhores abordagens de se explorar dentro do gênero "apocalipse zumbi ". Os personagens são responsáveis por representar as críticas sociais que o filme propõe, escrevo isso, pois eles são clichês e desenvolvidos de maneira superficial, mas há um crescimento, eles são cômicos e envolventes. 'Invasão Zumbi' em um comentário subjacente sobre as divisões de classe. Mostra como os personagens elitistas, Seok Woo e Young Suk agem como se tivessem o direito de decidir quem vive e morre para se proteger, o primeiro mudando seus caminhos conforme o filme avança. Yeon se estabelece como um diretor de ação muito eficaz, ele entrega uma história muito humanizada e oferece um clímax surpreendentemente emocional. A forma narrativa de 'Invasão Zumbi' é agradável, inovador e eficaz embora seja excessivamente familiar. Nota: 6

  • Entre o Desejo e a Morte Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Baseada nos contos da MirrorFiction, a série de suspense mergulha de cabeça nos nossos desejos mais profundos e medos mais obscuros. Crítica: 'Entre o Desejo e a Morte' é a contribuição de Taiwan para o crescente mercado de séries de antologias que misturam gêneros. É um bom formato que pode ser criado para acomodar todos os tipos, mas essa série sofre um pouco por ser tão comparada ao pioneiro 'Black Mirror'. Em sete episódios de meia hora, 'Entre o Desejo e a Morte' brinca com conceitos desgastados, como intervalos de tempo, obsessão, vingança, relacionamentos e mídias sociais, cada um emoldurado como thrillers e muito suspense. Como sempre em qualquer antologia, a qualidade oscila, mas felizmente permanece relativamente consistente aqui, mesmo que os sujeitos não deixem o mundo completamente iluminado. Praticamente todo mundo encontrará algo de que gosta aqui, mesmo que seja apenas um ou dois episódios. A série lida com temas universais e se comunica em uma linguagem cinematográfica universal. Em questão de originalidade a série não impressiona muito, acho que se tivesse abraçado sua cultura 'Entre o Desejo e a Morte' poderia ter sido mais interessante. É provável que o tom flutue, mas tende a pairar no final mais escuro e mais sério do espectro, garantindo que a série tenha peso emocional, mesmo que seu niilismo possa ficar um pouco desgastado. De qualquer forma, a série é igualmente fascinante e intrigante. Para você que curtiu 'Black Mirror', 'Entre o Desejo e a Morte' é uma peça complementar para os fãs do estilo. Nota: 5

  • Os Simpsons 1° Temporada Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Os Simpsons é uma sitcom animada criada por Matt Groening. Desenvolvida por Groening, James L. Brooks e Sam Simon, a série é uma representação satírica da vida americana, sintetizada pela família Simpson, que consiste em Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie. Ambientado na cidade fictícia de Springfield, ele caricatura a sociedade, a cultura ocidental, a televisão e a condição humana. Crítica: A primeira temporada de "Os Simpsons" foi exibida originalmente na rede Fox entre 17 de dezembro de 1989 e 13 de maio de 1990, começando com o especial de natal "O Prêmio de Natal". Cada uma das 34 temporadas da série é única à sua maneira, mas poucas parecem tão distintas quanto a primeira. A primeira temporada tem uma série de excentricidades que a destacam. Homer tem uma voz mais profunda, Lisa rivaliza com Bart em termos de travessuras, alguns atores eram diferentes, e a série tinha um estilo de humor mais focado em quadrinhos. No entanto, a maior diferença entre a primeira e as infinitas temporadas posteriores é a estética; o estilo de animação, os designs dos personagens e o visual geral da série eram marcadamente diferentes quando "Os Simpsons" chegavam ao horário nobre. Revisitando essa série, eu fiquei um pouco impressionado com a animação por não parecer tão caricata e bem envelhecida. O movimento não mostra muito a falta de frames parecendo um pouco mais fundamental, se comparado com outras animações da mesma época. Isso é reflexo do mundo pseudo-realista em que os Simpsons vivem. Porém, há momentos em que os personagens se dobram igual papel e as expressões se transformam em formas irreais, ao estilo Looney Tunes, uma escolha que você nunca verá mais nas temporadas posteriores. Os personagens ficam distorcidos, isso só reforça o charme da animação. Desde a primeira temporada, "Os Simpsons" caminhou lentamente para um visual mais refinado e brilhante. Hoje, todos os episódios da série são feitos digitalmente e em alta definição. Embora isso ajude o programa parecer mais nítido, também o torna menos pessoal, até mesmo esterilizado. Se alguém quiser ver a presença da mão humana na animação de "Os Simpsons", então você deve conferir as primeiras temporadas. Com um total de 13 episódios, esta é a temporada mais curta da série até hoje, e é a única temporada em que Homer era meio inteligente e às vezes era a voz da razão. A primeira temporada ganhou um Emmy Award, e recebeu quatro indicações adicionais. Essa não é uma série para crianças, com certeza não, se tem uma coisa que a família Simpsons sabe, é tocar nos sentimentos mais obscuros dos adultos. No segundo episódio, "Bart, o gênio", nos lembramos dos momentos de como nos sentimos horríveis quando nos sentíamos burros quando não era bom em algo. No quarto episódio "Problemas em casa", a série mostra que não há vantagem nenhuma em fingir para os outros. Estamos diante de uma família disfuncional, mas real e sincera, esse é um trunfo forte da série. A série abre bem com o episódio "O Prêmio de Natal". Enquanto os Simpsons estão fazendo compras de Natal, Bart foge e faz uma tatuagem. Marge logo descobre isso e usa as economias de Natal da família para retirar a tatuagem. Enquanto isso, Homer descobre que não receberá um bônus de Natal do Sr. Burns, portanto, a família não tem dinheiro para comprar presentes de Natal. Ele decide manter seus problemas financeiros em segredo e conseguir um emprego como Papai Noel de uma loja de departamentos, mas depois descobre que o trabalho não paga o suficiente. Desesperados por um milagre, Homer e Bart vão para a pista de cães na véspera de Natal na esperança de ganhar algum dinheiro. Ele aposta tudo em um tiro longo chamado Ajudante do Papai Noel, que perde. Irritado por ter perdido, o dono do cachorro o renega. Homer deixa Bart ficar com ele. Mais tarde, Homer tenta se desculpar, mas Bart lembra de que eles, agora, têm um cachorro e todos recebem alegremente o mais novo membro da família Simpson. "O Prêmio de Natal" foi visto por aproximadamente 13,4 milhões de pessoas em sua exibição original, e foi indicado a dois prêmios Emmy em 1990. O meu episódio preferido da temporada é o "A Lisa tristonha". Lisa fica deprimida, o que começa a afetar seu desempenho na escola. Nem Marge e Homer são capazes de fazer Lisa mais feliz. Uma noite, ela ouve música Jazz distante e foge de seu quarto para segui-la. Ela conhece Bleeding Gums Murphy, que a ensina a expressar sua música através do saxofone. Quando Marge deixa Lisa na escola no dia seguinte, ela sugere que Lisa sorria, não importa como ela se sinta. No entanto, Marge vê que Lisa está negando sua criatividade e percebe que é isso que a está decepcionando. Marge diz a Lisa para ser apenas ela mesma, e toda a família vai ver Murphy se apresentar em um clube de jazz local. É um episódio que aborda muito bem a depressão, ele é quase que poético em meio a temporada inteira e com muito jazz. Outro episódio que chamou a minha atenção foi o terceiro episódio "A Odisseia de Homero". A turma de Bart visita a Usina Nuclear de Springfield e Homer, ansioso para parecer que está trabalhando, acidentalmente bate seu carrinho em um cano radioativo, fazendo com que ele seja demitido. Deprimido e incapaz de encontrar um novo emprego, ele decide cometer suicídio pulando de uma ponte. Sua família descobre seu plano e tenta impedi-lo, mas no processo eles quase são atropelados por um caminhão. Descobrindo seu novo propósito, Homer embarca em uma cruzada de segurança e eventualmente decide ir atrás da Usina Nuclear e realiza comícios de protesto. Para acabar com o furor de Homer, o Sr. Burns oferece-lhe um emprego como inspetor de segurança, com aumento de salário, que Homer aceita. Esse episódio mostra uma tentativa de suicídio e aborda temas pesados, está aqui a prova de que essa animação não é para crianças. "Os Simpsons", não é uma sitcom familiar, mas uma sitcom sobre uma família, justamente aquela que tentamos manter escondida. A série abandona a noção fundamental e apresenta um programa cheio de vigor e absurdo. Aqui a comédia é boa, os temas são muito bem abordados dentro de enredos explorados de maneira madura, além de ser muito divertida. Nota: 8

  • Haters Back Off! 2° Temporada Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: A série gira em torno da vida familiar de Miranda Sings, uma jovem artista protegida, egoísta, sem talento e com alto excesso de confiança. Miranda busca o estrelato no Youtube e luta para se tornar um ícone famoso que ela acredita que merece ser. Crítica: O ruim de você dar uma segunda chance para uma série é que ela pode melhorar ou piorar. "Haters Back Off!" não melhora e nem piora, mas continua sendo a mesma coisa, sendo em seus pontos positivos ou negativos. A série não inovou em nada. Miranda Sings é uma personagem que funciona muito bem para vídeos curtos no Youtube e não em episódios de meia hora em uma série, a segunda temporada veio para reforçarmos de que a teoria é a mais pura verdade. As piadas continuam genéricas nesta nova temporada. Eles ignoram totalmente os acontecimentos da primeira e fazem seus personagens começarem do zero, como se não tivessem aprendido e vivenciado nada. "Haters Back Off!" tem personagens que não evoluem e que são muito cansativos de se acompanhar. A Netflix aproveitou o sucesso da personagem no Youtube para atrair clientes, mas não conseguiu oferecer nada além disso. "Haters Back Off!" é uma série que anda por caminhos sem direção rumo a lugar algum. Nota: 4

  • Daisy Jones and The Six Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: A trama gira em torno de uma famosa banda de rock dos anos 70, desde sua ascensão meteórica na cena musical de Los Angeles até sua separação inesperada no auge de sua popularidade. A princípio, Daisy (Riley Keough) é uma garota de 18 anos que sempre sonhou em ser uma estrela do rock. Em paralelo, The Six, banda liderada por Billy Dunne (Sam Claflin), começa a encontrar seu lugar em meio a música. Quando o caminho de ambos se cruzam, um produtor percebe o potencial que ambos artistas poderiam ter se unissem forças. A série é produzida pela atriz Reese Witherspoon. Crítica: "Daisy Jones and The Six" é uma minissérie de drama musical desenvolvida por Scott Neustadter e Michael H. Weber, baseada no romance homônimo de 2019 de Taylor Jenkins Reid. A série ganhou várias indicações no 75º Primetime Emmy Awards, incluindo Melhor Série Limitada ou Antologia, Melhor Atriz Principal em Série ou Filme Limitado ou Antologia para Keough, e Melhor Atriz Coadjuvante em Série ou Filme Limitado ou Antologia para Morrone. Não é a melhor série do mundo, mas "Daisy Jones and The Six" é uma versão agradável do mundo do rock and roll dos anos 70. A série não é sobre o submundo sombrio da indústria ou da época em que se passa, mas a verdade por trás de por que essa banda fictícia surpreendentemente se separou no auge de sua fama. Os dois primeiros episódios são divertidos, enquanto acompanhamos a banda pagando suas cotas em clubes sombrios, enquanto Daisy aprimora o seu ofício, faz amizade com a "pioneira da discoteca" Simone Jackson (Nabiyah Be) e aprende o quão traiçoeiro o negócio pode ser. Após os dois episódios, a série até que continua divertida, no entanto, "Daisy Jones and The Six" fica morna quando opta por ser melodramática. Toda a série é carregada de melodrama e para mim, esse foi um dos maiores problemas. Não curto melodrama, mas aqui, o tom deixou a série "novelesca" demais em certos pontos. Há algumas subtramas bem superficiais, como a amizade de Daisy com a estrela da discoteca Simone Jackson (Nabiyah Be) e o potencial romance de Daisy e Billy, que deixam as coisas agitadas enquanto nada acontece. As canções são representações perfeitas do rock suave dos anos 1970. Há também uma sensação crescente de que "Daisy Jones and The Six" desperdiça seu cenário e período ao ficar no estúdio ou na casa de Billy por longos períodos de tempo. A forma da série é provavelmente a coisa mais interessante sobre ela. Ancorado por depoimentos de cada membro da banda, "Daisy Jones and The Six" entrega um efeito de documentário quase que real. A série se desenrola com cenas intercaladas entre a narrativa principal de flashback ao lado de filmagens amadoras captadas pela personagem Camila. "Daisy Jones and The Six" tem um brilho desbotado, mesmo quando a série caminha entre temas como vício, isolamento, agressão sexual, abandono, o espectador nunca chega junto no ápice das emoções. No fim das contas, é uma série que parece pequena para uma banda que supostamente era tão grande. Nota: 6 Compre o livro capa comum aqui. Compre o ebook no Kindle aqui.

  • Haters Back Off! 1° Temporada Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: A série gira em torno da vida familiar de Miranda Sings, uma jovem artista protegida, egoísta, sem talento e com alto excesso de confiança. Miranda busca o estrelato no Youtube e luta para se tornar um ícone famoso que ela acredita que merece ser. Crítica: A série foi desenvolvida por Colleen Ballinger e seu irmão, Christopher Ballinger, junto com os showrunners Perry Rein e Gigi McCreery. O nome da série vem graças a um "slogan de assinatura" que Miranda usa quando responde aos comentários negativos em seus vídeos no Youtube. "Haters Back Off!" é "A primeira série criada por um Youtuber." Os personagens dessa série são criados baseando-se em algumas identificações psicológicas, como por exemplo, o ego, paixão ou o superego. "Haters Back Off!" é executado com um certo conceito, mas o seu mundo é muito claustrofóbico. O mundo de Miranda Sings funciona muito bem para vídeos curtos no Youtube, mas em longos episódios de meia hora a série se torna uma acidez concentrada. Há muito em "Haters Back Off!" para gratificar a base de fãs de Miranda e pouco a oferecer para aqueles que não a conhecem. Se o talento sem persistência é uma tragédia, "Haters Back Off!" acredita que a persistência no talento é uma comédia. O humor da série às vezes funciona em outros momentos, ele é algo muito desconfortável de assistir. É óbvio que a Netflix aproveitou o sucesso de Miranda Sings no Youtube para atrair mais clientes para sua plataforma. A série não se decide entre o absurdo e o real, cheio de piadas que em muitos momentos não funcionam. "Haters Back Off!" é uma série perdida ainda tentando achar o seu caminho. Nota: 4

  • The Office 1° Temporada Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Nesta irreverente adaptação da famosa série britânica, Steve Carell é Michael Scott, o egocêntrico, insensível e incompetente gerente regional de uma subsidiária da Dunder Mifflin Paper Company. Michael acredita ser o cara mais engraçado do escritório, uma fonte de sabedoria para negócios e o melhor amigo de seus funcionários. Ele nem desconfia que a sua equipe, incluindo a doce recepcionista Pam (Jenna Fischer), o bajulador representante de vendas Jim (John Krasinski), o insuportável assistente Dwight (Rainn Wilson) e o jovem e inteligente estagiário Ryan (B.J. Novak) - o toleram apenas pelo fato dele assinar o contracheque deles. Sem saber o que os seus funcionários pensam a seu respeito, Michael acaba sempre alternando decisões absurdas ou patéticas, mas sempre hilárias. Agora, os seis primeiros episódios da primeira temporada de The Office estão disponíveis em DVD pela primeira vez! Os momentos de silêncio constrangedores do maluco escritório, farão você gargalhar e se identificar com seus hilários funcionários. Crítica: "The Office" é uma série (uma das melhores!) de comédia em formato de pseudodocumentário exibida pela NBC. A série é uma adaptação da série britânica "The Office" da BBC. Em grande parte fiel ao tom da série da BBC, que se concentra na banalidade enlouquecedora do local de trabalho como microcosmo, a "The Office" americana ainda não consegue um sucesso direto, contentando-se em ser somente uma cópia divertida. O que a NBC está oferecendo aqui é uma imitação aceitável de um original britânico muito melhor. Um falso documentário brilhante estrelado por Ricky Gervais que atraiu uma pequena, mas devotada, base de fãs. Para simular o visual de um documentário verdadeiro, a série é filmada com uma única câmera, sem a presença de características comuns a uma sitcom como platéia no estúdio ou risadas de fundo. A série segue seus próprios caminhos e roteiros conforme avança. "The Office" fica melhor em seus próprios episódios, quando uma das piadas racistas de Michael leva a empresa a realizar um dia da diversidade. A série é repleta de momentos que fazem você se encolher de desconforto, mas rir alto com eles. Os britânicos fizeram apenas seis episódios de "The Office" por temporada, o que significa que o público britânico só teve que assumir um breve compromisso com um personagem que pode tentar uma longa exposição. Também permitiu que o programa contasse uma história fechada que mostrava romances florescendo e desemprego iminente. O "The Office" EUA tem uma jornada mais longa e divertida enquanto mostra a sua total capacidade de politicamente incorreta. Outros no elenco são quase tão bons quanto seus equivalentes britânicos, incluindo a querida Jenna Fischer como a melancólica Pam, a recepcionista do escritório que ousa de vez em quando sonhar em escapar deste ambiente monótono e sufocante, e dois vendedores concorrentes, John Krasinski como o  friamente irreverente Jim e Rainn Wilson como o pequeno e pegajoso Dwight. Ainda assim, o problema intransponível para esta versão pode ser o próprio Carell. Ele é um comediante divertido, mas parece como um ator, não como uma pessoa que dirige um escritório. Pior ainda, ele torna o personagem unidimensionalmente antipático. Ele captura os delírios de grandeza de Michael, mas perde a pungência em sua louca corrida pela popularidade. O carisma da série está nos funcionários presos em um mundo não só imperfeito, mas injusto. Eles tentam ao máximo ignorar as indignidades idiotas de cada dia e as ilusões de competência dos seus chefes, qualquer espectador consegue ver neles. Qualquer semelhança entre este escritório fictício e milhares de escritórios reais é dolorosamente precisa. "The Office" oferece uma temporada boa e engraçada, mas dava para ser melhor. Nota: 7

  • Sergio Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Baseado no livro "O homem que queria salvar o mundo", de Samantha Power e produzido pela Netflix, 'Sergio' relata a biografia de Sergio Vieira de Mello (Wagner Moura), diplomata brasileiro das Nações Unidas que morreu em Bagdá em 2003 durante um bombardeio à sede da ONU local. Crítica: As intenções de 'Sergio' são puras, o filme é até agradável de assistir, ele mescla política, tragédia e romance, a grande questão é que ele não atinge o pico de nenhum desses gêneros deixando a história morna. O filme não consegue emocionar como ele deveria fazer, mas faz um bom trabalho de pesquisa histórica do personagem. A diversidade do elenco também agrada, além disso, é muito legal assistir dois atores que não são americanos com papéis de destaque numa produção norte-americana. A atuação de Wagner Moura, às vezes parece rígida e imponente, como se ele considerasse cada respiração, ele não está totalmente horrível, mas faltou mais naturalidade em sua atuação. Moura consegue trazer o modelo brilhante que Sergio foi, mas é muito mais difícil ver o homem por baixo. Apesar de apoiar em valores familiares sobre a humanidade de Sergio, o filme não consegue emocionar. O filme ficou didático demais faltando emoção, mas ainda sim eu recomendo essa biografia, vale a pena darmos atenção a 'Sergio'. Nota: 6 Compre o livro capa comum aqui. Compre o ebook no Kindle aqui.

  • A Fuga das Galinhas: A Ameaça dos Nuggets Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: A adorável galinha Ginger (Thandiwe Newton) agora leva uma vida pacífica em uma bela ilha que serve de refúgio para todas as suas amigas galinhas. E seu final feliz parece ainda mais perfeito quando ela e seu companheiro, Rocky (Zachary Levi), chocam uma adorável avezinha chamada Molly (Bella Ramsay). Porém, uma nova - e ainda mais terrível - ameaça surge para abalar as vidas de Ginger e suas amigas. Crítica: Mais de 20 anos se passaram desde que Aardman Animations entregou "A Fuga das Galinhas". O primeiro filme continua sendo um clássico do entretenimento familiar, imbatível em sua inventividade, estética distinta e humor deliciosamente absurdo. Decepcionante, mas talvez não surpreendentemente, esta sequência não consegue igualar o original. "A Fuga das Galinhas: A Ameaça dos Nuggets" é um assalto ao estilo "Onze Homens e um Segredo" misturado com "Missão: Impossível", não deixando de lado a brincadeira de parodiar filmes. A sequência deixou de lado o tom terroso do primeiro filme e trouxe um visual sintético de cores fortes. A sequência não é chata, mas extensa e previsível. O filme não oferece muitas surpresas em termos de enredo, mas é consistentemente divertido. "A Fuga das Galinhas: A Ameaça dos Nuggets" poderia ir além da nostalgia e enredo familiar, há pouco para conquistar os amantes do primeiro filme que já estão crescidos. O espectador passa a maior parte do tempo com um grupo de personagens, reduzidos às suas qualidades. Um é estúpido, um é forte, um é inteligente, um é velho. A maioria de suas piadas são repetidas e as situações são facilmente resolvidas. É uma série repetitiva de perigos percorridos até chegar ao inevitável ponto final. "A Fuga das Galinhas: A Ameaça dos Nuggets" é um prato de frango assado requentado. O filme parece basicamente o mesmo, só que sem o sabor original. O longa-metragem mantém o público interessado no inevitável resgate de Molly, conseguindo apenas piadas e viradas de personagem suficientes para impedir que a maioria dos espectadores da Netflix olhe distraídos para seus celulares. Nota: 6

  • A Porta ao Lado Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Rafa e Mari vivem um relacionamento tranquilo e estável, monogâmico, dentro dos moldes mais tradicionais. Juntos há mais de cinco anos, os dois se acostumaram com a rotina e a monotonia da vida de casados, sem muitas aventuras. Mas quando Fred e Isis, um casal que vive um relacionamento aberto, se muda para o apartamento ao lado, Mari acaba sendo levada a questionar seu casamento e considerar outras formas de se relacionar. O encontro entre os dois casais provoca desejos, dúvidas e inseguranças, transformando completamente a vida dos quatro. Crítica: "A Porta ao Lado" é um filme dirigido por Júlia Rezende e com roteiro de L.G. Bayão, Patrícia Corso e Leonardo Moreira. O longa-metragem nacional é estrelado por Letícia Colin, Bárbara Paz, Dan Ferreira e Tulio Starling. O filme foi gravado inteiramente durante a pandemia de COVID-19. A diretora Julia Rezende soube fazer um bom convite ao público, para refletir sobre relacionamento e suas diferentes formas e suas definições. "A Porta ao Lado" acompanha a personagem Mari em um momento em que ela é impulsionada por diversos desejos, sejam eles eróticos, de mudança ou de ressignificação. O tema central de monogamia versus poligamia é clichê e batido, mas ao menos o longa-metragem foge de alguns estereótipos que geralmente caracterizam esses modelos pré-concebidos. Por exemplo, a personagem Mari não parece frustrada no seu relacionamento com Rafa, nem ao menos sexualmente falando. O outro ponto positivo, não há espaço para que o filme entregue soluções fáceis para problemas complexos. Os seus personagens são contraditórios, possuem camadas e não atendem especificamente àquilo que deveriam ou não fazer de acordo com suas características principais. Há um bom desenvolvimento dos personagens "A Porta ao Lado" não é mérito apenas do roteiro. Os quatro protagonistas entregam atuações precisas e adequadas. Embora o filme seja sobre as tensões geradas pelo choque entre modos de casamento fundamentalmente distintos. "A Porta ao Lado" peca em querer explorar outros temas mais profundos, que acabam sendo um mero enfeite para a narrativa e deixando o filme mais aceitável de um público mais mainstreaming. O racismo e machismo, por exemplo, são temas jogados na trama com muita superficialidade que deixou o longa-metragem empobrecido. É importante ressaltar que "A Porta ao Lado" abusa de cenas de intimidade, mas todas são conduzidas com muita delicadeza e atenção por Julia Rezende. Sem expor os atores à nudez desnecessária ou vulgar. Julia Rezende acerta ao construir uma trama clichê com delicadeza, sem forçar estereótipos dando espaço para os personagens desenvolverem, apesar da diretora atolar o enredo com outros temas mal desenvolvidos, "A Porta ao Lado" não julga, e isso causa uma reflexão profunda no espectador. O longa-metragem é imersivo, porém morno demais. Nota: 6

  • A Fuga das Galinhas Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: A Sra. Tweedy (Miranda Richardson/Nádia Carvalho) é a dona de um galinheiro no interior da Inglaterra, onde a maior parte das aves vive uma vida curta e monótona, limitada a produzir ovos e terminar na panela. Mas quando Rocky (Mel Gibson/ Dário de Castro), um galo vindo dos Estados Unidos surge voando por cima da cerca da Granja, as coisas começam a mudar. Rocky se apaixona por Ginger (Julia Sawalha/Miriam Ficher), que sonha com uma vida melhor e já há algum tempo deseja fugir da granja. Juntos os dois arquitetam um plano para conseguir liberdade. No entanto, Rocky e Ginger logo se vêem correndo contra o tempo quando a Sra. Tweedy decide que é hora de mandar a granja inteira para a o forno. Crítica: "A Fuga das Galinhas" é uma animação mágica que parece soar como nenhum outra animação. O longa-metragem usa animais como substitutos para nossas esperanças e medos, enquanto as galinhas correm por uma tentativa de fuga fracassada após a outra, o charme do filme nos conquista. O filme infantil foi feito com animação em stop motion e produzido pelo estúdio britânico Aardman Animations em parceria com a DreamWorks Animation. "A Fuga das Galinhas" foi dirigido por Peter Lord e Nick Park a partir de um roteiro de Karey Kirkpatrick e de uma história de Lord e Park. O filme conta com as vozes de Julia Sawalha, Mel Gibson, Tony Haygarth, Miranda Richardson, Phil Daniels, Lynn Ferguson, Timothy Spall, Imelda Staunton e Benjamin Whitrow. "A Fuga das Galinhas" começa como uma paródia de filmes de prisão da Segunda Guerra Mundial, como "A Grande Fuga" e "Stalag 17" (o local mais importante do filme é Hut 17). Enquanto a aventura do filme se desenrola o espectador se depara com uma outra paródia, quando Ginger e Rocky correm pelas entranhas da máquina de torta de frango, em uma sequência de ação parodiando "Indiana Jones e o Templo da Perdição". Essa animação é extremamente divertida. Como um deleite de verão para as crianças, "A Fuga das Galinhas" é uma aposta muito sólida. O filme é sempre envolvente, cheio de humor brilhante, maravilhoso trabalho em stop-motion, conflito dramático e caracterizações maravilhosamente matizadas. O cenário confinado, semelhante a uma prisão, que raramente é deixado durante o filme, parece ter colocado uma espécie de camisa de força dramática no impulso dos cineastas para viagens laterais bacanas e digressões surpreendentes. "A Fuga das Galinhas" não se resume em simplesmente mostrar galinhas tentando fugir e uma série de cenas episódicas. Há ousadia e habilidade no plano de fuga, mas também testes de caráter, à medida que os pássaros olham para suas almas e descobrem convicções ocultas. Em um filme infantil mais convencional, a trama prosseguiria no piloto automático. No seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos, o filme arrecadou US$ 17.506.162 por uma média de US$ 7.027 em 2.491 cinemas. O longa-metragem arrecadou mais de US$ 224 milhões, tornando-se o filme de animação em stop motion com maior bilheteria da história. Até o momento, "A Fuga das Galinhas" é o filme de animação em stop motion com maior bilheteria da história. O que eu mais gosto de "A Fuga das Galinhas" é que ele não é simplesmente um quebra-cabeça da trama a ser resolvido com uma fuga inteligente no final. É observador da natureza humana (através de galinhas). Este filme sobre galinhas é mais humano do que muitas comédias por aí. O longa-metragem é engraçado, perverso, inteligente, visualmente inventivo, gentil, doce, carinhoso e tocante. Nota: 9

  • Uma Noite Infernal Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Melinda e Sheila trabalham numa loja de conveniência. Enquanto a primeira é solitária e disputa a atenção dos clientes que passam, a segunda dispensa os flertes recebidos. Quando um jovem assalta o local para pagar uma dívida, Melinda decide tomar o controle da situação e se aliar ao assaltante. Ela tem uma única condição para liberar o dinheiro em caixa: que ele a leve junto quando terminar o roubo. Algumas visitas inesperadas durante a noite acabam mudando os planos dos três. Crítica: Um assalto ao posto de gasolina fica muito complicado neste promissor, mas indeciso, estudo de suspense e caráter. Há mais fumaça do que fogo em 'Uma Noite Infernal', um thriller razoavelmente promissor em um único local que nunca se decide sobre o que quer ser. Ele é um suspense, um thriller, tem um pouco de humor negro, um pouco de violência, personagens complexos e por aí vai... Em uma prova de alternativas, o filme é a opção "todas as alternativas acima estão corretas". O foco principal está nas habilidades instáveis ​​de lidar com Melinda, sob pressão. Mas nem o filme sabe muito bem o que fazer com essa personagem. Não é que a atriz Tilda Cobham-Hervey seja incompetente, é que o filme raramente parece ter certeza de quem ou o que ela é. Isso deixa 'Uma Noite Infernal' com um núcleo instável, incapaz de comprometer-se em saber se o personagem principal em seu núcleo é simplesmente vítima, ou uma personalidade mais desonesta e perversa. As reviravoltas do roteiro são divertidas e ajudam a deixar a experiência menos pior. A violência do filme evoca um pouco de terror, mas ajuda 'Uma Noite Infernal' a seguir a narrativa do clichê "crimes que deram errado". O problema é que o primeiro longa-metragem do diretor e roteirista Mike Gan, embora seja tratado com competência, não se compromete o suficiente com nenhuma abordagem. O resultado é um filme fácil de desviar, moderadamente excêntrico, mas também instantaneamente esquecível. Nota: 4

  • O Príncipe do Natal: O Bebê Real Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Aldovia está em clima de Natal enquanto a Rainha Amber (Rose McIver) e o Rei Richard (Ben Lamb) se preparam para tirar um tempo para si e cuidar do seu primeiro filho, que está para nascer. Porém, primeiro eles precisam renovar um sagrado tratado de paz com o reino da Penglia. Quando uma tempestade de neve atinge o castelo na véspera de Natal e o tratado desaparece, o casal real precisa encontrar o ladrão para garantir a segurança de sua família e de seus súditos. Crítica: 'O Príncipe do Natal: O Bebê Real' é um conto de fadas de John Schultz, ambientado em um reino pitoresco coberto de neve, com uma cinematográfica focada em um ambiente bem antigo e pouco envolvente. Embora 'O Príncipe do Natal: O Bebê Real' ofereça uma masmorra, uma maldição e um roubo chocante, é improvável que este filme faça algum efeito quando se junta a um monte de outros filmes clássicos de natal, então mantenha as suas expectativas baixa e aceite que você precisará de algo melhor para salvar sua noite. De certa forma 'O Príncipe do Natal: O Bebê Real' se desvia da fórmula de seus antecessores. Por um lado, Richard e Amber realmente passam muito tempo juntos e parecem realmente se importar, algo que sempre parecia uma reflexão tardia no primeiro e no segundo filme dessa trilogia. Em algum lugar entre o primeiro e o terceiro filme, Richard passou de príncipe playboy mal-humorado para um pai pateta. Um crescimento de personagem meio estranho, mas vou tolerar, pois existe um crescimento pelo menos. A única funcionalidade dele no filme, é tentar construir um berço. Na terceira rodada de 'O Príncipe do Natal', todos aqueles personagens médios interpretados por atores médios retornam, isso é bom, se você gostou de vê-los nos dois primeiros filmes, se não gostou... Força... O filme está cheio de piadas idiotas o tempo todo. Há algumas escolhas preguiçosas para trama; a tradição milenar versus a modernização, enquanto os homens tentam mostrar que serão bons pais, rainha Ming desaprova a ideia de Amber, de que como rainhas devem assinar o antigo tratado ao lado dos reis, nos entregando um clichê de girlpower. O roubo que move a trama é a coisa que você menos se importará. Não há segurança no palácio, o tratado é facilmente roubado e escondido. E quando se descobre que está faltando, a câmera aproxima drasticamente sem ironia no rosto chocado de todos. Há muitas sequências inúteis de natal, incluindo um jogo de tabuleiro e uma ida à pista de patinação no gelo. Tudo é resolvido no final de uma maneira muito conveniente e todos ficam bem. 'O Príncipe do Natal: O Bebê Real' é frágil e simples, mas se é o romance real que você deseja, você o encontrou. Honestamente, não há muito o que dizer sobre o filme, ele é festivo e agradável é outra celebração de natal esteticamente agradável com uma trama ruim. Nota: 3

  • Você Nem Imagina Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Em 'Você Nem Imagina', Ellie Chu (Leah Lewis) é a típica aluna deslocada que possui o hábito de fazer a lição de casa de seus colegas por dinheiro para contribuir com as contas em casa. Secretamente, ela possui uma paixão pela bela Aster Flores (Alexxis Lemire). Quando Paul, um jogador de futebol, se aproxima de Ellie para pedir ajuda para escrever uma carta de amor para sua amada, ela entra em conflito. Crítica: A diretora e roterista Alice Wu se inspirou em sua melhor amizade com um cara hétero quando ela saiu do armário. Ellie e Paul emergem como o par mais atraente de 'Você Nem Imagina'. Sua visão de mundo descomplicada fornece um contrapeso agradável às suas ansiedades internalizadas. A desvantagem de tornar os personagens adolescentes tão inteligentes e mundanos é que os artifícios da trama se tornam mais difíceis de aceitar. O olhar de Alice Wu para uma bela fotografia está presente ao longo do filme, a câmera da diretora evoca a vida em uma cidade pequena. Uma narração de abertura sobre como os gregos antigos acreditavam que, encontrar a alma gêmea de alguém, era um ato de encontrar a pessoa que literalmente o completou, é refletida em uma cena posterior de dois personagens flutuando juntos em uma piscina local, com o rosto refletido na água abaixo. A iluminação suave e quente lança um brilho outonal em todo o filme. O que salva o filme é o seu elenco jovem, cujo trio principal faz a maior parte do trabalho pesado. Na maior parte são Lewis, Diemer e Lemire carregando 'Você Nem Imagina' nas costas, e fazem com graça. Não é sempre que os adolescentes nos filmes realmente se sentem adolescentes, mas Leah Lewis captura o constrangimento e a incerteza de um adolescente excepcionalmente bem. Paul e Ellie são legais de assistir, a amizade se torna facilmente o coração emocional do filme. Enquanto Alexxis Lemire recebe um pouco menos de trabalho, ela traz uma profundidade e um calor necessários para sua personagem unir os temas emocionais do filme. O clímax do filme se passa na igreja, embora seja difícil imaginar a congregação silenciosamente permitindo que um punhado de adolescentes comande o culto, o cenário fala muito sobre o papel que a fé desempenha nas ações dos personagens. Além disso, considerando todos os níveis de engano que levaram a esse momento, não há realmente nenhuma maneira elegante de Paul e Ellie se esclarecerem sobre o esquema deles. Então chega o final do filme, e tudo se desfaz de uma maneira incrivelmente decepcionante. As muitas histórias que Alice Wu estava fazendo malabarismos com apenas algumas bobagens, nesse ponto começam a colidir uma com a outra. O novo filme apresenta um desempenho vencedor, uma direção bonita e um roteiro confuso. Nota: 6

  • O Príncipe do Natal: O Casamento Real Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Um ano depois de Amber ajudar o Príncipe Richard a proteger a coroa, os dois estão prestes a se casar em pleno Natal. Mas os planos do jovem casal são ameaçados por uma crise política que pode prejudicar o futuro do reino e pela insegurança de Amber em se tornar rainha. Crítica: Depois de passarmos o primeiro filme deleitando-se com a abundante riqueza de seus protagonistas, o segundo filme inevitavelmente comete o erro de investigar de onde vem o dinheiro, e nada de interessante resulta disso. 'O Príncipe do Natal: O Casamento Real' está tentando justificar sua versão charmosamente de baixo valor de produção da fabulosa riqueza, observando o que a família real está fazendo pelo país que aparentemente serve, o que torna o filme muito mais chato. Nada neste filme é surpreendente, mas é isso que o torna calmante. Em vez disso, passamos a maior parte do filme com Amber, enquanto ela luta para encontrar uma maneira de assumir suas novas funções como uma rainha, mantendo sua natureza independente e também seu blog. Não se preocupe, em 'O Príncipe do Natal: O Casamento Real' existe um castelo. Existem luzes de natal. Há uma caricatura quase racista / homofóbica de um planejador de casamento gay indiano. Existem crianças fofas. Há neve, anjos de neve e tobogã na neve. 'O Príncipe do Natal: O Casamento Real' é ruim, mas aconchegante o suficiente para que você sinta que foi envolvido por um cobertor de valores familiares. Nota: 3

  • A Lavanderia Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Ramón Fonseca (Antonio Banderas) e Jürgen Mossack (Gary Oldman) comandam um escritório de advocacia sediado na Cidade do Panamá, de onde gerenciam dezenas de empresas. Eles participam de todo tipo de fraude, sempre dispostos a faturar mais. Um dos casos envolve o pagamento da indenização a Ellen Martin (Meryl Streep), após seu marido Joe (James Cromwell) faleceu devido a um acidente de barco. Sem receber a quantia prometida, ela decide investigar por conta própria a empresa que está lhe dando calote. Crítica: A estrutura essencial de 'A Lavanderia', adaptada para a tela de Scott Z. Burns do livro de Jake Burnstein, é confusa. Soderbergh flerta com vários estilos antes de se estabelecer na narrativa episódica conectada por Antonio Banderas e Gary Oldman. Sempre foi difícil imaginar como um escândalo sombrio envolvendo financiamento global poderia ser transformado em filme, mas a decisão de Soderbergh de nos distrair com participações especiais de celebridades em uma série de vinhetas confusas, simplesmente não funcionou. Soderbergh e o roteirista Scott Z. Burns tentam pegar conceitos financeiros complicados e dividi-los para um público comum, com atores conversando com a câmera. Apesar de todas as suas boas intenções, 'A Lavanderia' se agita, com um excesso de más ideias que minam a indignação justificável sobre os eventos descritos. Conversas rápidas são o que Jurgen Mossack e Ramon Fonseca, caras da vida real interpretados respectivamente por Gary Oldman e Antonio Banderas, periodicamente fazem com efeito, um tanto torturado, ao longo do filme. Nos comentários diretos à câmera, eles justificam seu comportamento de uma maneira arrogante, destinada a ser sombria e divertida, mas isso se mostra cada vez mais irritante à medida que as coisas acontecem. A diretora de elenco Carmen Cuba tem que preencher muitos papéis que têm apenas uma ou duas cenas para causar impacto, o filme tem Sharon Stone, Cristina Alonzo, David Schwimmer e Robert Patrick, nem mesmo Meryl Streep, Antonio Banderas e Gary Oldman conseguem elevar 'A Lavanderia'. Soderbergh e Burns aparentemente queriam enfatizar a pura indignação do golpe e se divertir um pouco com essa barganha, mas seu objetivo satírico, em última análise, não se compara à nitidez de suas ambições, 'A Lavanderia' é uma exposição confusa. Nota: 5

  • O Príncipe do Natal Crítica

    Este texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Quando uma repórter chamada Amber (Rose McIver) se disfarça de tutora para fazer uma reportagem inspirada na vida de um príncipe playboy, ela acaba se envolvendo em uma intriga real e vive uma grande paixão. Porém, depois de encontrar o amor de sua vida, será que Amber vai ser capaz de manter sua mentira em nome de uma matéria? Crítica: A trama de 'O Príncipe do Natal' tem vários buracos. Por que o tutor original nunca apareceu? Por que Amber, em sua primeira turnê oficial de imprensa, só levaria um par de tênis? Como Richard consegue rastrear Amber na lanchonete de seu pai em Nova York no final, quando ele nem mesmo sabe que seu pai tem uma lanchonete e que ela estaria lá naquele momento? O filme é recheado de acontecimentos sem noção para fazer a história andar. Não preciso falar que 'O Príncipe do Natal' é típico clichê natalino. Há cenas de guerra de bola de neve, um baile, uma personagem principal que todos amam e adoram facilmente. É o típico filme bobo que ninguém se importa, mas que assistimos, afinal é Natal. Isso não faz sentido, mas é o que fazemos, por isso esses filmes fazem "sucesso" nessa época do ano. 'O Príncipe do Natal' chega de carência de boas atuações, o que deixa muito a desejar, incluindo o fato de que a maioria dos atores está lutando para simular um sotaque americano. Talvez esse filme da Netflix seja o único filme em que as lindas canções de natal são muito irritantes. Não importa o quão do mesmo e o quão ruim sejam esses filmes, a Netflix  continua a sustentá-los, já que as festas de fim de ano parecem ser a temporada de fantasia e expectativas irreais, que gostamos de consumir apesar dos pesares. Nota: 3

  • Operação Overlord Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Uma tropa de paraquedistas americanos é lançada atrás das linhas inimigas para uma missão crucial. Quando se aproximam do alvo, percebem que não é só uma simples operação militar e tem mais coisas acontecendo no lugar, que está ocupado por nazistas. Crítica: À medida que as horas passam para o Dia D, quatro soldados americanos são deixados para trás das linhas inimigas na França, em uma missão crucial para o sucesso dos desembarques na Normandia. Mas seu objetivo é complicado quando se deparam com um monstruoso experimento nazista em uma igreja fortificada. O promissor diretor Julius Avery faz um ato de abertura feroz, enquadrando a guerra como um espetáculo de terror por si só. A chegada de Boyce ao campo de batalha é um batismo literal de fogo, arrancado de um turbilhão de chamas quando seu avião é abatido e desce ao chão em uma enxurrada de explosões e tiros. O começo te prepara por algo que nunca chega. De alguma forma, 'Operação Overlord' começa a desacelerar, mesmo quando o caos aumenta e o momento máximo do filme chega, as coisas começam a evoluir de assustador para cartunista, de conceito para clichê, em um piscar de olhos. Após um começo de tirar o fôlego, o filme nunca chega à loucura exagerada que precisa atingir. 'Operação Overlord' fica leve e sem graça quando chega na metade. O ritmo paira quando a gangue une forças com a aldeã resistente Chloe (Mathilde Ollivier) para enfrentar um mal. 'Operação Overlord' é um passeio divertido, mas o roteiro não é suficientemente corajoso para atingir o ponto certo, e o desfecho sangrento não evoca carnificina suficiente para mascarar a falta de sustos reais. Nota: 6

  • Hollywood Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Hollywood acompanha um grupo de aspirantes a atores e cineastas em Hollywood após a Segunda Guerra Mundial, enquanto tentam chegar a Tinseltown - não importa o custo. Cada personagem oferece uma visão única por trás da cortina dourada da Era de Ouro de Hollywood, destacando os sistemas injustos e preconceituosos de raça, gênero e sexualidade que continuam até hoje. Crítica: Sem conhecer o funcionamento interno das empresas de stream, eu diria que esses são os tipos de séries que você naturalmente começaria a fazer se tivesse mais dinheiro do que tempo. O mundo precisa de conteúdo, por isso, bombeie! 'Hollywood' é uma promessa incrível, que não cumpri. 'Hollywood' o mais recente esforço do super produtor de televisão Ryan Murphy. Seu estilo preferido, pelo menos recentemente, é explorar o tratamento de grupos minoritários abusados ​​ou explorados, em grandes conjuntos limpos e saturados de cores. Em alguns episódios, a série é uma fantasia docemente apaziguadora. Outros, é um pesadelo sombrio sobre uma cidade amarga. Essas duas metades nunca se fundem, deixando 'Hollywood' preso entre seus pólos. É intermitentemente envolvente, mas curiosamente desanimador. A maioria dos conflitos que a série propõe é projetada para ser superada, de modo que não há muito em jogo. Desde do começo você sabe o que vai acontecer e a onde a série chegará, 'Hollywood' é extremamente previsível. O elenco é fantástico, as performances mais jovens são muito boas, o lado veterano do é ainda melhor. Os personagens não falam realmente como pessoas, mas como avatares de identidades maiores, aqui temos outro problema. Não são personagens com uma história para contar, são discursos específicos para agradar um determinado público. 'Hollywood' está tão envolvida em fazer o certo por sua ampla certeza moral, que falha na individualidade. A motivação dos personagens foi outra coisa que eu achei bem estranho. Não sei se isso faz parte de um ponto de vista irônico de Ryan Murphy, mas a luta dos personagens é para ganhar uma estatueta dourada e não para colocar os bandidos na cadeia e de fato mudar as regras da indústria. Ninguém vai preso, ninguém paga as consequências, não há nenhuma denúncia, todos lutam por espaço na fama e busca por um prêmio. Um ponto de vista mal colocado. O designer de produção de Matthew Flood Ferguson coloca afeto nos estúdios e nos apartamentos de baixa renda, e os figurinistas Lou Eyrich e Sarah Evelyn evocam o glamour do período para todas as ocasiões e finalidades. A cinematografia Simon Dennis filma grandes pedaços em preto e branco imaculado, muito mais bonito do que qualquer filme de 1947 de orçamento comparável poderia ter alcançado. Murphy oferece uma visão revisionista de como Hollywood deveria ser naquela época. É uma ideia atraente, mas o resultado é incrivelmente brega. 'Hollywood' tem grande potencial de sucesso, mas é desfeita por sua própria marca de diferenças criativas. A série mostra que tempo e dinheiro não são a mesma coisa; às vezes você precisa de ambos. Nota: 5

  • Depois do Apocalipse Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Lutando contra a fome, a sede, uma perna quebrada e uma série de criaturas saídas dos piores pesadelos, Juliette (Brittany Ashworth) é uma solitária sobrevivente de uma era apocalíptica. Em busca de alimento e água, ele se acidenta e perde todos os sentidos. Ela acorda quando já é noite, hora em que as criaturas saem para caçar. Crítica: Ashworth entrega uma mulher forte, sobrevivendo ao apocalipse na pele de Juliette, que exige um preparo físico também, mas quando ela viaja para o passado em flashbacks, ela é fraca, sua atuação soa como algo não verdadeiro. Há uma fraca conexão entre os personagens centrais de Juliette e seu amante, o que enfraquece o conjunto da obra. A química entre Ashworth e Fitoussi nos flashbacks da história é inexistente. A estrutura de "Depois do Apocalipse" também tem problemas, ele vai e volta o tempo todo. Essa maneira de contar a trama, serve para nos dar muita história para Juliette, mas também mata o ritmo do filme. O trabalho de maquiagem da criatura interpretada por Botet também é muito bom, remete aos personagens interpretados pelo próprio ator na franquia de horror 'REC'. O filme também tem alguns sustos bem elaborados, um deles em particular é de gelar a medula do espectador. Os valores de produção são muito bonitos. No apocalipse empoeirado, os locais decadentes eram impressionantes e propriamente. No presente, coisas da cidade grande, parece que nenhuma despesa foi poupada. Apartamentos e casas de luxo e ruas movimentadas da cidade conferem autenticidade e certamente uma visão da vida desses personagens. Há alguns erros de continuidade notáveis ​​que, quando são óbvios, apresentam uma distração do filme como um todo. A primeira é uma edição que coloca os dois personagens principais em diferentes posições de um ângulo para o outro. E depois, há a colocação da pistola de Juliette em uma cena de luta, que de repente está disponível para a nossa heroína, quando não era fisicamente possível com base em onde a arma acabou. E aí chegamos ao final do filme, que simplesmente desaponta. Com fortes valores de produção, com uma estrutura narrativa nada agradável, o filme não consegue ser totalmente ruim e nem bom, ele fica morno. Nota: 6

  • Mortal Kombat (2021) Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Shang Tsung, imperador da Exoterra, envia seu melhor guerreiro, Sub-Zero, para assassinar o jovem Cole Young. Temendo pela segurança da família, Cole vai em busca de Sonya Blade seguindo a indicação de Jax, um major das Forças Especiais, que tem a mesma estranha marca de dragão com a qual Cole nasceu. Logo, ele se vê no templo do Lorde Raiden, um Deus Ancião e guardião do Plano Terreno, que abriga todos que possuem a marca. No templo, ele treina com os experientes guerreiros Liu Kang, Kung Lao e Kano, enquanto se prepara para lutar contra os inimigos da Exoterra em uma batalha pelo universo. Crítica: Talvez para desfrutar plenamente da nova versão de 'Mortal Kombat' seja necessário um conhecimento prático do videogame em que se baseia, ou do filme de 1995. Essa nova versão não exige nenhum conhecimento prático de cinema e narrativa, o filme não é muito bom. Desenvolvimento do personagem? Um enredo coerente? Atuação? Quando se trata de Mortal Kombat, o que importa é lutar, afinal, é isso que realmente importa aqui. Há uma história nominal no filme, mas é tudo apenas uma configuração de papelão usada como desculpa para justificar cenas de luta carregadas de sangue. O que traz à tona o elemento mais importante de qualquer adaptação de Mortal Kombat são as lutas! A classificação R do filme ganha sua manutenção através dos floreios técnicos do filme. O som perturbador de uma adaga esmagando um osso; a beleza chocante de sangue e chuva misturados nas pétalas e folhas das flores; a grosseira gargalhada de um coração batendo sendo arrancado do peito de alguém, 'Mortal Kombat' é atencioso com isso. No entanto, algumas lutas não são nada extraordinariamente coreografadas e carregadas com VFX esporádico de sangue coagulado e respingos de sangue digital. Os efeitos digitais não tornaram os filmes mais baratos, mas definitivamente os tornam menos interessantes de se olhar. O protagonista principal do filme é um personagem totalmente original e eu achei isso positivo para o filme. O recém-chegado à franquia 'Mortal Kombat' é Cole Young (Lewis Tan), que nasceu com o logotipo do Mortal Kombat em seu peito. O maior problema do filme é que, com tantos personagens para acompanhar, a ação é constantemente interrompida por infindáveis ​​lapsos de histórias de fundo. Os diálogos ruins consistem em bordões dos jogos, nos quais os personagens falam em uma combinação de referências da cultura pop e respostas rápidas. A mistura deste 'Mortal Kombat' consiste de uma severidade descarada, humor blasé e discreto, que o coloca automaticamente junto com os sucessos de bilheteria contemporâneos. No meio, 'Mortal Kombat' fica um pouco confuso e o ritmo está um pouco fora, o longa é puro produto fanservice. A melhor coisa que pode ser dito sobre o novo 'Mortal Kombat' é como ele pode enganar você a pensar que o passado está presente novamente. O longa é mais amplamente "assistível" do que a versão de 1995, mas é difícil enxergá-lo além de uma simples adaptação de vídeo game enfadonha. Nota: 4

  • Morto Não Fala Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Plantonista de um necrotério, Stênio (Daniel de Oliveira) possui um dom paranormal de se comunicar com os mortos. Trabalhando a noite, ele já está acostumado a ouvir relatos do além. Porém, quando essas conversas revelam segredos sobre sua própria vida, o homem ativa uma maldição perigosa para si e todos à sua volta. Crítica: O diretor Dennison Ramalho, apresenta um interessante comentário sobre violência urbana, ele propõe um terror que parte de questões tipicamente periféricas. 'Morto Não Fala' mostra realidades concretas das periferias brasileiras e traz para o lado fantasioso. O filme é orgânico e maduro quando mistura sua crítica ao gênero que ele propõe, nos dando uma mistura gore sensacional. 'Morto Não Fala' tem um roteiro que transita entre o estranho e o macabro, com uma grande facilidade e equilíbrio, mantendo a lógica de sua trama, aqui você não encontrará o clichê famoso "susto do nada sem propósito". 'Morto Não Fala' não é um filme barato recheado de surpresas que já esperávamos. O elenco é ótimo. Há um pequeno problema com os atores mirins, que transmitem reações atrasadas, mas talvez isso poderia ter sido corrigido na hora da edição e montagem do projeto. André Faccioli, responsável pela fotografia do filme, trás um trabalho bem feito dentro da trama sombria do filme. Ele trabalha com cores esverdeadas e muita textura, realçando a sensação de estar dentro de uma sala cirúrgica, ou até mesmo dentro do próprio IML. O filme trabalha bastante com ângulos de câmera que ajudam o telespectador a imergir na história, por isso, o sentimento de claustrofobia é sentido do começo ao fim em 'Morto Não Fala'. O filme investe pesado nas cenas mais gráficas ao representar a rotina de autópsias no IML. Membros decepados, litros de sangue falso, vísceras expostas, estados de putrefação... Tudo isso é bem equilibrado e dosado, trazendo um conjunto visual para o filme. 'Morto Não Fala' sabe construir sua própria mitologia, desenvolve bons personagens e boas situações, mantém uma lógica impecável do começo ao fim, assusta e incomoda, e acima de tudo, diverte. 'Morto Não Fala' é um thriller de fundo moral que inverte as regras do tradicional gênero. Nota: 8

  • Mortal Kombat Legends: A Batalha dos Reinos Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Quando os bárbaros do Outworld de Shao Kahn aterrorizam Earthrealm, Lord Raiden está determinado a pôr fim à carnificina de uma vez por todas. Isso deixa uma opção: um Torneio Mortal Kombat final para o futuro de Earthrealm. A equipe de elite de Raiden formada por Johnny Cage, Sonya Blade, Liu Kang e alguns novos rostos levam a ação ao extremo enquanto enfrentam os guerreiros mais sanguinários de Outworld. Crítica: 'Mortal Kombat Legends: A Batalha dos Reinos', assim como o longa anterior, é um filme voltado diretamente para o fã hardcore de Mortal Kombat. É repleto de referências irônicas, uma abundância de cenas esmagadoras de violência gratuita e batidas de história que imitam os eventos dos jogos. Enquanto 'Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion' ainda conseguiu ancorar sua história em torno de Hanzo Hasashi e a trágica história de origem de Scorpion através das lentes do primeiro Torneio Mortal Kombat, essa sequência parece estar em todo lugar. Poderia ter havido quatro filmes de Mortal Kombat Legends, cada um focado em uma única trama secundária, mas em vez disso, eles foram todos misturados em um único filme, como resultado, cada personagem parece vazio. O filme tem uma pilha de personagens, apesar do grande elenco, 'Mortal Kombat Legends: A Batalha dos Reinos' é bastante focado em Liu Kang enquanto ele abraça seu destino como defensor de Earthrealm para derrotar Shao Khan na batalha. Seu arco é bastante forte. Os outros personagens conseguem seus momentos para brilhar, embora seus arcos não sejam tão elaborados devido ao grande elenco. O longa tenta equilibrar cada história, na maioria das vezes, se sai razoavelmente bem. Visualmente, 'Mortal Kombat Legends: A Batalha dos Reinos' faz mais sucesso. Os planos de fundo são lindos e reproduzem muito bem a aparência dos locais dos jogos, como o Templo Lin Kuei do MKX e a Kahn's Arena do MK2. Os designs dos personagens são muito mais polarizadores, caracterizados por rostos fortemente angulares. A animação faz seu trabalho bem o suficiente, com uma divertida coreografia de luta cheia de pequenos acenos e referências ao jogo, embora certamente haja algumas arestas.  A ação é bem animada, coreografada e muito sangrenta, pois não foge das fatalidades sangrentas pelas quais os jogos são conhecidos, especialmente em algumas partidas memoráveis ​​de Mortal Kombat. O filme costuma usar a visão de raio-x dos jogos para obter uma visão detalhada dos danos infligidos aos órgãos e ossos de um lutador, assim como fez no primeiro filme. 'Mortal Kombat Legends: A Batalha dos Reinos' é um recurso emocionante e divertido que parece feito sob medida para os  fãs de Mortal Kombat. A ação e a animação não conseguem compensar a falta de conteúdo da história, o que resta é um filme vazio que ainda pode ter algum apelo para os fãs hardcore de Mortal Kombat graças à sua violência exagerada e referências aos jogos. Nota: 5

  • Roma Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Cidade do México, 1970. A rotina de uma família de classe média é controlada de maneira silenciosa por uma mulher (Yalitza Aparicio), que trabalha como babá e empregada doméstica. Durante um ano, diversos acontecimentos inesperados começam a afetar a vida de todos os moradores da casa, dando origem a uma série de mudanças, coletivas e pessoais. Crítica: A Netflix foi quase que uma heroína trazendo esse filme ao alcance de qualquer pessoa, uma pena que não vamos conseguir assisti-lo em uma tela de cinema, que é o seu verdadeiro lugar. O suntuoso filme, baseado na própria infância de Cuarón, reverbera não só com a inocência, mas com a terrível intuição de seu colapso. 'Roma' é em preto e branco, e a estrela, Yalitza Aparicio, nunca atuou antes. A maior parte da história se passa em Roma, um subúrbio agradável da Cidade do México, entre 1970 e 1971. O filme anterior custou cem milhões de dólares, 'Roma' supostamente, um décimo dessa soma. Um filme que grita contra o que mais rende aos estúdios de cinema hoje, super caros, cheio de efeitos especiais e por aí vai. 'Roma' venho para nos lembrar o que é fazer arte. Cuarón mostrou grande versatilidade e visão com seus filmes. Em 'Roma', ele nos dá uma peça profundamente pessoal do período da década de 1970 inspirada em sua própria infância no México, ainda assim há uma universalidade nos personagens e suas histórias, seus triunfos e tragédias. É incrível a rapidez com que conhecemos os principais atores e quão profundamente nos apegamos às suas histórias. 'Roma' move-se em um ritmo deliberado, dando-nos as medidas certas de tempo e espaço para absorver as sutis e não tão sutis diferenças de classe entre a ajuda doméstica e seus empregadores, mas também o laço cada vez mais forte entre Cleo e Sofia. especialmente depois que ambos passam por alguns testes comoventes. São mulheres fortes e engenhosas que se apaixonam por homens fracos e egoístas. A arte de Cuarón produz um filme com a autenticidade de um documentário, mas também a poesia inebriante e lírica das memórias filtradas através de um sonho perfeito. Às vezes vamos ao cinema e somos recompensados ​​com uma obra-prima, 'Roma' é persuasivo em sua beleza, isso te conquista. 'Roma' é artístico e bonito, mas também um pouco como sentar em um sofá enquanto Cuarón folheia os álbuns de fotos da família, nunca narrando ou exagerando em explicar qualquer momento ou imagem. Nota: 10

  • Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Após ver sua família ser massacrada a sangue frio pelo mercenário Sub-Zero, Hanzo Hasashi é exilado para Netherrealm. Lá, em troca de sua servidão à Quan Chi, ele recebe a oportunidade de vingar sua família ressuscitando como Scorpion. De volta ao Earthrealm, Lord Raiden reúne uma equipe de guerreiros de elite: o monge Shaolin Liu Kang, a oficial das forças especiais Sonya Blade e o astro Johnny Cage, um improvável grupo de heróis que tem a chance de salvar a humanidade. Para isso é preciso derrotar os gladiadores de Shang Tsung e vencer o torneio Mortal Kombat. Crítica: A franquia de videogame 'Mortal Kombat' existe desde que eu era criança, muito famoso por trazer brutalidade espirrando sangue que você não consegue em nenhum outro lugar. A série teve seus altos e baixos no que diz respeito às adaptações cinematográficas adequadas, 'Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion' marca o segundo filme de animação da franquia. Foi uma decisão acertada escolher Scorpion como um dos principais protagonistas deste filme. Ele nunca recebeu tanta atenção no passado, embora ainda seja um dos personagens mais populares do videogame. Não havia fanservice aqui, cada ataque especial dos personagens eram naturais e tinham substância em seu uso, não apenas usados como movimentos aleatórios e isso foi consistente em todo o filme para a maioria dos personagens. Se é sangue que você quer é sangue que você tem em 'Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion'. A ação tem sangue jorrando e esguichando diretamente para a tela. Parece interessante no início, mas depois se torna irritante. O gotejamento e a pulverização de vísceras na tela são exagerados. “Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion” é uma mistura de algo novo e algo antigo, algo gostoso de se ver em tela. Porém o roteiro de Adams apenas recria o material com batidas ligeiramente diferentes, o filme não causa um efeito surpreendente e a mudança de foco da narrativa não ajuda muito. Apesar de passarmos muito tempo com Scorpion no início, ele é relegado à história B pelo resto do filme assim que o torneio Mortal Kombat começar. O maior problema do filme é que ele tenta fazer o arco épico do torneio Mortal Kombat no topo de uma história pessoal. A segunda metade do filme se torna uma série rápida de cenas de luta, participações especiais de personagens e reviravoltas na trama de lógica questionável. Por causa dessa mudança de foco, os dois pontos da história sofrem dramaticamente e não são capazes de se unir completamente em uma trama coesa enquanto estabelecem todas as regras básicas do referido universo. Quase todos os conflitos da trama são deixados pendurados de forma insatisfatória. Outro ponto negativo é o diálogo entre os personagens em algumas cenas. Às vezes parece que foi escrito no último minuto, sem nenhum pensamento real de soar significativo ou de ser uma interação realista entre um grupo de pessoas. Era muito simples para levar a sério às vezes. Embora tudo isso seja compensado no final com o nível de luta brutal e carnificina. “Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion” não é uma obra-prima, mas é uma boa adaptação digna que pelo menos qualquer fã da franquia apreciaria. Embora o filme cumpra os requisitos básicos da franquia, ele não oferece muito mais. Foi uma ideia promissora revisitar a história original de 'Mortal Kombat' do ponto de vista de Scorpion, mas infelizmente foi uma oportunidade perdida oferecendo a nós uma animação mal executada. Nota: 5

  • The Old Guard Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Andy e seus companheiros formam um grupo de soldados que possuem a inestimável virtude da vida eterna. Eles vivem através dos anos oferecendo seus serviços como mercenários para aqueles que podem pagar, se passando como seres humanos comuns dentre os demais. No entanto, tudo muda com a descoberta de que existe uma outra imortal que atua como fuzileira naval. Crítica: Filmes de super-heróis em quadrinhos já são populares há muito tempo, agora os estúdios de Hollywood se voltaram para propriedades menos conhecidas em um esforço para lançar novas franquias em potencial, 'The Old Guard' se enquadra nessa categoria. Baseado na série de quadrinhos de mesmo nome criada por Greg Rucka e Leandro Fernández. A história de Rucka para 'The Old Guard' segue um formato bastante padrão para o gênero de ficção científica / fantasia. Além disso, o arco de Nilo para se tornar um herói, onde ela é relutante no início e o mentor cansado de Andy, são igualmente familiares para aqueles que estão bem familiarizados com esse tipo de história. O roteiro de Rucka também usa efetivamente cada pedaço de construção de mundo para desenvolver ainda mais os personagens e adicionar alguma textura emocional às suas vidas como imortais. No entanto, esses momentos silenciosos de exposição e desenvolvimento do personagem tendem a desacelerar muito o filme, puxando o ritmo para baixo. A coreografia de luta e a direção de Prince-Bythewood são tão fascinantes que é impossível desviar o olhar. O que é talvez ainda mais original é a coreografia do grupo, que é feita de tal forma que Andy, Booker, Joe e Nicky lutam como se fossem quatro partes de uma arma inteira. O elenco de 'The Old Guard' também trabalha incrivelmente bem em conjunto para dar vida a esses personagens atraentes. Ao todo, o elenco trabalha perfeitamente em conjunto para trazer uma dinâmica divertida e emocional do personagem para a tela. O efeito visual dos personagens se curando de feridas letais, no estilo Wolverine, parece plástico e pouco convincente. As músicas parecem forçar seu caminho para o filme em momentos difíceis. Um certo desenvolvimento do enredo parece previsível, imerecido e desprovido de impacto, tudo ao mesmo tempo. No final das contas, 'The Old Guard' oferece muita ação emocionante e batidas divertidas de personagens para manter os espectadores presos mesmo quando a história chega ao fim. É uma excelente fuga para fãs de quadrinhos, filmes de super-heróis e qualquer coisa com cenas de ação. Nota: 6

  • Mortal Kombat: A Aniquilação Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Shao Khen, o imperador do Outworld, desrespeita todas as regras de Mortal Kombat e abre ilegalmente as portas entre o seu reino e a Terra. Se elas permanecerem abertas por sete dias será o fim dos humanos, assim, um grupo de guerreiros tem seis dias para fechar as portas e salvar a Terra, mas para isto precisam enfrentar e vencer as demoníacas forças do Outworld. Crítica: "Mortal Kombat: A Aniquilação" é o filme que segue a franquia para seu fenomenal e inesperadamente bem-sucedido longa-metragem de 1995, que por si só foi baseado em um videogame extraordinariamente bem-sucedido que também gerou outros inúmeros produtos. Seria errado reclamar que o enredo é uma bobagem sem sentido, povoada por personagens de papelão e uma escassez de ideias. Apenas Remar oferece algo parecido com uma performance, a maioria dos outros atores parece feliz apenas em flexionar músculos e fazer caretas. O filme nada mais é do que uma cadeia perpétua de sequências de luta elaboradamente coreografadas que misturam primeiros planos de ação ao vivo com efeitos digitais em camadas complexas e estão ligados pelos mais frágeis e risíveis elementos da trama. Qualquer coisa é motivo para uma sequência de batalha ou um motivo para os personagens saltarem, pularem ou se transformarem. Não há sangue, ossos quebrados ou hematomas, os fãs do jogo, assim como no primeiro filme, podem ficar um pouco desapontados, pois "Mortal Kombat: A Aniquilação" evita o banho de sangue dos jogos. Mas temos muito barulho, a sequência também pode ser qualificada como o filme musical mais barulhento já feito. A trilha sonora coberta por um techno irritante, que lembra uma serra circular, é bombeada a níveis ensurdecedores durante quase todo o filme. Seus efeitos especiais fazem seus combatentes girar e voar, girar e voar, o tempo todo socando e chutando uns aos outros como britadeiras, apenas para deixar os espectadores totalmente impassíveis. O diretor estreante John R. Leonetti, filma algumas das cenas de luta em ângulos que tornam impossível ver o que está acontecendo. As sequências de luta são mal editadas, monotonamente coreografadas e aprimoradas com CGI que pareceriam datadas em um vídeo pop dos anos 80. "Mortal Kombat: A Aniquilação" é um exercício de como fazer filmes para meninos adolescentes; muita luta, mulheres lutando na lama e alguns close-ups na virilha de várias lutadoras, só faltou mesmo levar a sério os fatality. Para uma pessoa obcecada por videogame, o filme pode ser uma grande coisa. "Mortal Kombat: A Aniquilação" é intencionalmente exagerado de uma beleza sombria, porém sem brilho algum. O filme serpenteia quase sem motivo ou razão, até chegar ao final, sem inteligência, sem charme e sem noção. Nota: 2

  • O Tesouro de Sierra Madre Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: México, 1925. Dobbs (Humphrey Bogart) e Curtin (Tim Holt) tentaram a sorte no país, mas as coisas não deram tão certo. Howard (Walter Huston), um velho minerador, convence os dois a se juntarem a ele na procura por ouro. O grupo enfrenta enormes dificuldades, os três não conseguem se entender e são ameaçados por bandidos, mas o principal fator que pode realmente impedir o sucesso da empreitada é a ganância. Crítica: O roteiro foi adaptado por Huston de uma obra homônima de 1927, escrita B. Traven. Foi um dos primeiros filmes de Hollywood a realizar locações fora dos Estados Unidos; foram feitas externas em Tampico, no México. A aventura que "O Tesouro de Sierra Madre" propõe não para um fim em si mesmo, mas como um teste para seus personagens. Os personagens são bem construídos e eles oferecem algo, até então, surpreendentemente original. Os bonzinhos morrem e se dão mal, o personagem principal, o herói da trama é um perdedor miserável, enlouquecido pela ganância. Em questão de personagens o filme apresenta algo totalmente fora do normal e isso é ótimo. O filme tem sua trama servida para o desenvolvimento de seus personagens. Mas isso não faz do filme com um roteiro pobre com uma história sem graça, longe disso. O roteiro do filme é cheio de reviravoltas. Se as atuações te prenderem na história, as surpresas do filme são de se prender na cadeira, você quer ir até o final e descobrir no que tudo vai dar. Outro coisa surpreendente são as cenas noturnas que foram todas feitas em estúdios, mesmo o filme tendo mais de 70 anos os efeitos especiais são bem feitos a ponto de você não conseguir ter certeza se são efeitos especiais mesmo. A qualidade das cenas noturnas são tão bem produzidas e bem feitas como as cenas externas. Humphrey Bogart merece um destaque exclusivo. Apesar de todo elenco ser fantástico, Humphrey tinha um desafio em mãos, o seu personagem é complexo. Dobbs (Humphrey Bogart) enlouquece durante o filme e atuação de Humphrey passa por todas as núncia que o personagem exige, ele é convincente. "O Tesouro de Sierra Madre" é o fim que viaja por gerações em todas elas se consagra como um excelente filme. Com os seus 70 anos de vida, o filme tem um roteiro inovador, personagens bem escritos e desenvolvidos, atuações de tirar o chapéu. Um dos melhores filmes de todos os tempos com certeza. Nota: 10

  • Mortal Kombat: O Filme Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Após nove combates, sempre vencido por forças malignas, três relutantes lutadores: Johnny Cage, um astro de filmes de ação; Sonya Blade, uma agente especial e Liu Kang, um lutador; são mandados para uma remota ilha, onde enfrentarão mortais adversários em um torneio de kung fu no qual o destino da Terra está em jogo. Lá eles apenas têm a ajuda de Lord Rayden, um mago, para orientá-los nesta difícil missão. Crítica: Os fãs dos videogames que vendeu mais de 10 milhões de cópias, vão adorar o filme por se manter fiel às histórias que servem como desculpa para uma série de duelos devastadores entre lutadores de outro mundo com poderes especiais, mesmo que a taxa de decapitação do filme seja significativamente menor do que a do jogo. Em termos de personagens e enredo, o diretor Paul Anderson e o escritor Kevin Droney se mantêm muito próximos das escrituras projetadas pelos criadores de 'Mortal Kombat', o artista John Tobias e o designer Ed Boon. É bem óbvio do porquê não mexer nesse produto licenciado, mas o filme poderia ter sido melhor adaptado para linguagem cinematográfica, do que ter levado o videogame ao pé da letra. O gigante Shokan Príncipe Goro de quatro braços, é um personagem construído com base dos clássicos monstros stop-motion de Ray Harryhausen dos anos 50 e 60. Parecendo ruim ou não, o estilo deu um charme de baixa tecnologia a um empreendimento bem investido em seus efeitos. Os efeitos especiais impressionam quando vemos um panorama de monges budistas alinhados diante de templos exóticos, mas é tosco quando tenta engrossar mais a fantasia e a ficção científica. Não acontece muita coisa aqui, exceto batalha após batalha. Grande parte da ação está no molde das artes marciais tradicionais e são filmados com vigor. Parte dela acontece nas cavernas iluminadas por velas e nas salas do trono de Outworld, que recria o ambiente do jogo arcade, mascarando as limitações de orçamento do filme; isso também explica o trabalho ocasionalmente frenético da câmera e os exageros sônicos da trilha sonora. O que há de mais convincente aqui é Robin Shou, que interpreta Liu Kang, um artista de kung-fu que deixou a China em busca de melhores oportunidades na América. Ele carrega o peso da culpa por deixar para trás um irmão mais novo que morreu nas mãos de Shang Tsung. Como o filme reduz o diálogo ao mínimo em um esforço para atrair uma audiência global, Shou tem pouco a dizer, mas com sua presença intensa e graciosos saltos e chutes de kung-fu, ele poderia dar a Bruce Lee uma corrida por seu dinheiro no apelo das telas. “Mortal Kombat: O Filme" provavelmente irá satisfazer apenas o público já viciado em videogame, mas pode desapontá-los também. Enquanto as versões do jogo de 'Mortal Kombat' foram adotadas por sua carnificina sangrenta e gratuita, o filme é classificado como PG-13, e sua violência é branda. Claramente, as acomodações foram feitas em um esforço para atingir um público mais amplo. O filme tem tudo que um adolescente poderia desejar: cobras que se projetam das mãos de um vilão, lutas acrobáticas de kung-fu e duas garotas lutando, porém não oferece boas atuações, não tem bons diálogos e os cenários são extravagantes demais, mas no geral consegue atingir notas altas, por não se levar muito a sério. O filme às vezes se salva pelo seu toque de humor maluco, é bobo, mas o mais importante, é muito divertido. Nota: 4

  • A Balada de Buster Scruggs Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Os aclamados irmãos Joel e Ethan Coen idealizam uma antologia faroeste em seis segmentos focada na fronteira americana. Acompanhando pistoleiros, cantores, colonizadores, mineiros, homens condenados à força, caçadores de recompensa e todo tipo de personalidade do Velho Oeste, estes seis contos curtos vão da mais profunda reflexão até o mais completo absurdo. Crítica: Nenhum dos contos de Coen sobre o Velho Oeste é um fracasso absoluto, mas o filme nunca coincide com a sequência de abertura de mesmo nome, estrelado por Tim Blake Nelson como um caubói cantor de chapéu branco com uma música em seu coração. O resto do filme se esforça para igualar a energia deste pedaço de abertura, mas há delícias a serem descobertas ao longo do caminho. 'A Balada de Buster Scruggs' foi originalmente concebido e filmado como uma série de seis episódios para Netflix. Seus roteiristas-diretores, Joel e Ethan Coen decidiram, em vez disso, compor os episódios (contos míticos violentos, pitorescos e milagrosos do Velho Oeste)em um filme antológico de longa metragem. É nesse momento que conseguimos entender o problema do filme, ele funciona como uma minissérie, não como um filme. O filme é cheio de imagens majestosas do deserto que surgem na tela, um trabalho de fotografia de cair o queixo. Os episódios estão ligados por uma obsessão escabrosa com a morte que, no final, se soma a algo. Não é algo importante, mas um tema com uma pitada de ressonância. E o elenco é impecável. Com ótimas atuações e uma bela fotografia, 'A Balada de Buster Scruggs' funcionária sendo lançada como uma série e não como um filme, a escolha foi errada. Mas o filme é uma obra gostosa de ver e vale muito a pena. Nota: 7

  • Liga da Justiça de Zack Snyder Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada Diana Prince para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque. Crítica: Uma das melhores e mais belas coisas do mundo é quando você reconhece e conserta os erros cometidos, 'Liga da Justiça de Zack Snyder' vem com a promessa de ajustar o mal feito e acender a chama dos fãs da DC. O filme conserta alguns erros, mas em sua grande parte continua precisando ser refeito. O filme continua sem uma visão, nenhuma linha narrativa convincente ou mesmo coerente. O filme mostra a primeira batalha da tentativa de invasão de Darkside a Terra. Achei bacana mostrar a guerra por completo, deu um fundo interessante a história, porém CGI está horrível. Falando de Darkside, há outros personagens que aparecem dando um gás ao universo da DC, um exemplo disso é o Caçador de Marte, o Ajax. 'Liga da Justiça de Zack Snyder' faz algumas mudanças e acrescenta alguns elementos que ajudam a nascer uma esperança. Na primeira  'Liga da Justiça' os gráficos de computador eram fracos, muitas faíscas vermelhas por toda parte, esqueletos voadores acompanhando o vilão Lobo da Estepe, que deveria ser imponente e causar medo, mas não passa de uma coisa boba. Em 'Liga da Justiça de Zack Snyder' os efeitos continuam mais ou menos, mas ajustaram o visual do vilão Lobo da Estepe o que deixou com uma atmosfera ameaçadora, essa mudança acrescentou demais no filme. Outra mudança que eu gostei e que deixou um filme mais legal, foi toda aquela parte do heróis esvaziando a cidade e salvando a população, e com isso, deram espaço a mais lutas e mais ação, também gostei dessa alteração, o filme ficou menos chato. Porém a ação continua ruim, mas um pouco menos confusa. O roteiro continua desinteressante, falta algum elemento mais rico ou profundo, essa história continua muito simples e enfadonha. Se em 'Liga da Justiça' o filme parece durar uma eternidade, em 'Liga da Justiça de Zack Snyder' temos quatro horas de muita enrolação. No 'Liga da Justiça' as origens de Aquaman, Flash e Cyborg não foram desenvolvidas, aqui esses personagens tiveram mais espaço, porém continuaram mal desenvolvidos e isso continua sendo um problema em 'Liga da Justiça de Zack Snyder'. O bom dessa nova versão é que temos quatro horas de Gal Gadot como Mulher Maravilha, assim como no primeiro filme ela continua a hipnotizar, foi bom reviver a personagem depois do morno 'Mulher Maravilha 1984'. 'Liga da Justiça de Zack Snyder' traz alguns concertos em seu CGI, mas em sua maioria ele continua sendo um filme ruim. A nova versão continua com suas falhas de roteiro e não consegue ir além do clichê de um grupo de heróis contra o mal. Se a intenção de 'Liga da Justiça de Zack Snyder' era encorajar a esperança no universo da DC, talvez o filme tenha alcançado seu objetivo, se intenção foi entregar algo consertado, o filme não cumpriu os objetivos. Nota: 5

  • O Peregrino Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Christian e seus companheiros seguem numa grande jornada da Cidade da Destruição para os portões do céu enquanto eles encaram grandes e pequenos obstáculos feitos por homens e demônios. Crítica: Sabe aquele filme que é tão ruim, mas tão ruim que você assiste para poder rir, de tão bizarro que ele é, pois bem, 'O Peregrino' é um desses. Vamos começar com as atuações que são péssimas, sabe aquele trabalho de escola que você chama a tia e os primos para ajudar, esse filme parece isso, os atores não são inexperientes, eles não são atores! 'O Peregrino' é bem fiel ao livro, e isso é problema. Eu não gostei do livro, eu acho ele muito chato e didático, para quem é cristão se diverte lendo-o por causa das referências bíblicas. Esse longa-metragem decidiu adaptar o livro ao pé da letra e trazendo os mesmos problemas dos livros para o filme. A trama do filme é corrida demais e ficou muito focada na jornada e pouca atenção foi dada aos personagens. O personagem principal é casado e faz amigos, mas o filme retrata isso com tanta superficialidade que você fica até na dúvida se entendeu certo. Há aqueles típicos efeitos especiais toscos que parecem ter sido feitos no Paint que a gente ama, eles são toscos e são uma das grandes diversões do filme. Bem, não tem muito o que dizer desse filme porque ele é horrível. Ainda bem que a salvação depende da cruz, porque se dependesse da arte estaríamos ferrados. Nota: 1 Compre o livro capa comum aqui. Compre o livro capa dura aqui. Compre o ebook no Kindle aqui. Compre o livro edição de luxo aqui.

  • Liga da Justiça Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Crítica: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada Diana Prince para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque. Sinopse: A 'Liga da Justiça' é uma bagunça tão mal orientada que você torce para Marvel comprar a DC, só para eles arrumarem toda essa confusão. A Marvel também passou por momentos baixos, o gênero super heróis é algo novo, não se sabe o tom e como fazer tudo isso, mas 'Thor: Ragnarok' consegui colocar o estilo nos trilhos; colorido, para as crianças e bom humor, mas a DC está relutante em aprender com os erros. Se você  não tem uma noção clara de como construir uma dessas franquias de uma forma funcional, muito menos interessante, talvez seja hora de parar e pensar. Em 'Liga da Justiça' não há uma visão, nenhuma linha narrativa convincente ou mesmo coerente; nenhum sentimento, ou consideração, o filme infelizmente é fraco demais. Ao assistir ao filme você deverá enfrentar gráficos de computador fracos, muitas faíscas vermelhas por toda parte, esqueletos voadores acompanhando o vilão Lobo da Estepe, que deveria ser imponente e causar medo, mas não passa de uma coisa boba. Os efeitos especiais são uma verdadeira decepção. A ação é ruim, ela é em grande parte lamacenta e confusa, uma confusão giratória de corpos gerados por computador zunindo rápido demais para ter qualquer noção de seu peso ou impacto. O roteiro não é interessante, os roteiristas estão perdidos para inventar alguma coisa nova, algum elemento mais rico ou profundo, alguma tangente interessante, e então eles simplesmente fazem do mesmo, sobre essa história muito simples e enfadonha que dura uma eternidade. Não há como contar a história, pois não há história, juntar heróis para derrotar um supervilão é mais que clichê, é preguiça. Um grupo é formado e depois há uma batalha para salvar o mundo, é isso tudo com o diretor Zack Snyder, uma material genérico. Há outro problema no roteiro, o filme precisa explicar as origens de Aquaman, Flash e Cyborg e isso significa que não há tempo para fazer o vilão da 'Liga da Justiça' parecer remotamente assustador, ou para desenvolver seu plano demoníaco em algo mais interessante do que "destruir o mundo", bem os heróis, devem se contentar com suas tramas boiando no raso mesmo. Dos artistas principais, apenas Gal Gadot é legal de assistir, na verdade, acho que o tom mais leve do filme se deve mais ao enorme sucesso da 'Mulher Maravilha', que ousou abraçar o altruísmo e a bondade de sua personagem e ficou muito melhor com isso. Snyder e Whedon guiam tudo com uma mão pesada e com um estilo visual sombrio e extravagante, isso quer dizer que temos uma iluminação péssima e atores em trajes horríveis. Não a trama, não desenvolvimento, muito CGI mediano um filme excessivamente escuro, péssimas atuações e uma ação ruim, nada funciona aqui, 'Liga da Justiça' é um filme que deveria ser refeito. Nota: 4

  • Wasp Network Rede de Espiões Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Em 'Wasp Network: Rede de Espiões', durante a década de 1990, o governo de Cuba decidiu instalar um grupo de espiões em plena Flórida, no intuito de combater movimentos instalados no local, que buscavam desestabilizar o país com o objetivo de derrubar Fidel Castro. Crítica: Olivier Assayas se uniu a Edgar Ramírez no emocionante 'Carlos', mas desta vez, o aspecto da história verídica desse docudrama parece ter paralisado o cineasta. Quando o diretor deixa o enredo de lado e foca nos personagens, o filme ganha vida, mas esses momentos são poucos e distantes entre si. 'Wasp Network: Rede de Espiões' é uma decepção surpreendente de Olivier Assayas, um dos cineastas mais interessantes e ecléticos da atualidade. O editor Simon Jacquet faz muito esforço para manter o ritmo animado, ele brilha em um segmento que envolve o plantio de bombas em vários hotéis de Havana, mas não há muito que ele possa fazer com tantas conversas prosaicas que o filme oferece. 'Wasp Network: Rede de Espiões' é uma história de complexidade de desenrolamento e múltiplas traições, o maior problema do filme, é que ele pode ser totalmente confuso. Um espectador sem conhecimento prévio da situação é lançado em uma teia de oposições ideológicas e grupos políticos dissidentes e uma série de figuras sombrias e poderosas que são fáceis de se perder. O público tem que gastar muito tempo resolvendo as traições e desfazendo os nós, enquanto isso, vozes explicativas aparecem e desaparecem sem rima ou razão, isso é um claro indicador de que Assayas carrega informações demais em 'Wasp Network: Rede de Espiões'. Algumas pessoas podem viver por uma causa e outras têm necessidades humanas mais íntimas. Os movimentos políticos têm um jeito engraçado de levar as pessoas de um lugar para outro. 'Wasp Network: Rede de Espiões' nada mais é que um filme fascinado pela fronteira porosa entre o desejo pessoal e a devoção política. Nota: 5

  • O Poderoso Chefão 3 Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: A Ordem de San Sebastian, um dos maiores títulos dados pela Igreja, é dada para Michael Corleone, após fazer uma doação à Igreja de US$100 milhões, em nome da Fundação Vito Corleone, da qual Mary, sua filha, é presidenta honorária. Michael está velho, doente e divorciado, mas faz atos de redenção para tornar aceitável o nome da família Corleone. Um arcebispo da Igreja solicita a Michael US$600 milhões, pois resolveria o déficit da Igreja, oferecendo em troca que Michael ganhe o controle majoritário da Immobiliare, antiga e respeitável empresa europeia de propriedade da Igreja. Michael concorda, mas isto deixa vários membros do clero contrariados, que não o aceitam por sua vida duvidosa. Crítica: Esta última parte é uma oferta que o diretor Francis Ford Coppola deveria ter recusado ou pensado por mais tempo. Talvez antagonizado pela aclamação universal dos dois primeiros filmes, Coppola e o autor original de 'O Poderoso Chefão', Mario Puzo, superaram as direções erradas, é como se algo não estivesse bem encaixado nesse filme. Eles contam com tantos detalhes da trama que é difícil acompanhar o que está acontecendo. O filme completa a história de Vito Corleone e seus filhos, trazendo-nos do ponto em que o segundo filme terminou até os dias de hoje, daquela imagem de um Michael isolado (Al Pacino) olhando de seu escritório da casa de barcos como as ordens de seu assassinato do irmão são executados, até o final anticlímax. Ao continuar a história dos Corleones, Coppola não apenas deixa de construir o que ele e seu roteirista Mario Puzo criaram anteriormente; ele também parece alheio ao que tornou sua história tão atraente para começar. Algumas das escolhas de Coppola parecem ter sido feitas por desespero. Algumas das tramas estão emaranhadas além da compreensão. Algumas cenas estão no filme por causa da política do estúdio e não porque Puzo e Coppola tenham algo importante a dizer nelas. O romance entre Mary e Vincent é uma das principais subtramas do filme e como Mary, Sofia Coppola é irremediavelmente amadora. Ainda assim, o papel é relativamente pequeno, seu fracasso contribui muito pouco para o que está realmente errado com o filme. Os personagens que transitam dos filmes anteriores têm pouca semelhança com eles mesmos. A terrível curva da vida de Michael Corleone, que forneceu uma coluna dramática para a saga da família, perdeu sua curva sinistra. No início da terceira parte, Michael chegou muito perto de realizar seu sonho de uma empresa familiar completamente legítima. Michael não está mais sentado como uma aranha maligna no centro de sua teia da máfia. Michael agora é um homem de negócios, ao se desfazer de seus interesses criminosos, perdeu o que o tornava interessante, sua escuridão assassina. Com Michael ausente do centro do filme, o resto da ação parece sem fundamento; perde sua dimensão moral e se torna apenas mais uma história de máfia. Os dois principais tópicos da trama dizem respeito ao trato da família Corleone com o Vaticano e ao surgimento de Vincent como sucessor de Michael. Os motivos do Vincent de Garcia não são divididos, como os de Michael. Garcia, como resultado, parece ser o único ator do filme que sabe o que está interpretando, o único com uma missão clara, e ele faz uma performance emocionante e selvagem. É o mais forte do filme. Pacino, por sua vez, se debate dentro de seu personagem. Sua maquiagem é soberba, embora se ele pudesse varrer o cabelo para trás, isso poderia tê-lo conectado fisicamente a Garcia (e também a Marlon Brando e Robert De Niro). Às vezes, suas escolhas são intrigantes e, às vezes, ele desenha algo interessante na superfície de sua performance. Na maioria das vezes, porém, ele se ocupa prestando atenção aos detalhes de interpretar um homem mais velho e não vai muito além disso. Pode ser que Coppola estivesse certo em adiar a entrega desta última parcela todos esses anos, pois ele não tinha mais nada a dizer. 'O Poderoso Chefão 3' é o trabalho de um artista distante de seu talento, uma alma perdida. A parte três é um bom filme, mas ele decepciona um pouco, é certo que os dois primeiros filmes, que são universalmente aclamados como uma das maiores obras do cinema americano, são um ato difícil de seguir. Nota: 7 Compre o livro capa dura aqui. Compre o livro capa comum aqui. Compre o ebook do Kindle aqui.

  • Pato Pato Ganso Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Peng (Jim Gaffigan) é um ganso solteirão imaturo. Em uma de suas travessuras ele separa os irmãos patos Chao (Lim Lance) e Chi (Zendaya) do resto do grupo de migração.  Agora ele precisa descobrir como cuidar de crianças e levá-las de volta para casa. Crítica: "Pato Pato Ganso" tem uma animação muito bonita, isso é inquestionável, desde de seus personagens até os cenários chineses. O roteiro do filme não há nada de elaborado, ele mais do mesmo. Há muito entretenimento para os pequenos, com aquele típico humor pastelão, que as crianças gostam. O grande erro deste filme foi a escolha de piadas sexuais e alguns momentos muito aterrorizantes para um filme infantil. 'Pato Pato Ganso' é filme para crianças, isso é óbvio, mas foi constrangedor ver piadas com testículos e ereção durante o filme. As crianças não entenderão essas piadas, pelo menos não deveriam, mas isso não deveria existir dentro de uma proposta infantil. Os momentos de terror, praticamente sustentável pelo gato malvado é meio tenso de mais, talvez algumas crianças ficarão perturbadas. Ao tentar agradar a garotada e aos adultos, assim como a Pixar costuma fazer, a Netflix erra um pouco a mão e exagera. 'Pato Pato Ganso' é um filme de mau gosto, mas ainda sim é possível engolir. Nota: 5

  • O Poderoso Chefão 2 Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Início do século XX. Após a máfia local matar sua família, o jovem Vito foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto em Little Italy, Vito luta para ganhar a vida e manter sua esposa e filhos. Ele mata Black Hand Fanucci, que exigia dos comerciantes uma parte dos seus ganhos. Com a morte de Fanucci, o poderio de Vito cresce muito, mas sua família é o que mais importa para ele. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50 são controlados pelo caçula, Michael Corleone. Agora baseado em Lago Tahoe, Michael planeja fazer incursões em Las Vegas e Havana instalando negócios ligados ao lazer, mas descobre que aliados como Hyman Roth estão tentando matá-lo. Crescentemente paranoico, Michael também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay e até mesmo seu irmão Fredo o traiu. Escapando de uma acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os seus inimigos. Crítica: As incríveis quantias de dinheiro gastas são totalmente visíveis em 'O Poderoso Chefão 2'. As grandes recriações históricas funcionam mais como comentário social do que mero espetáculo ou pano de fundo. É moralmente importante para Francis Ford Coppola mostrar o consenso político de grandes grupos de pessoas em um único quadro. A chegada de imigrantes passando pela Estátua da Liberdade, festas mais gigantescas em Corleone, uma visita à Havana pré-castrista na véspera da revolução (filmado em Santo Domingo), as ruas de Little Italy em Nova York no início dos anos 1900 e uma audiência sobre as atividades da máfia no Senado Caucus Room, todos são notavelmente evocados pelo trabalho magistral do designer de produção Dean Tavoularis, com o figurinista Theadora Van Runkle, o diretor de arte Angelo Graham e o decorador de cenário George Nelson. O diretor de fotografia Gordon Willis, em outra grande conquista, envolve o mundo de Pacino com trevas. O estilo visual é austero, com lentes rígidas e pouco movimento da câmera. Para o crédito dos editores Peter Zinner, Barry Malkin e Richard Marks, o tempo de execução de 3 horas e 20 minutos, embora exigente, é bem ritmado e justificado. Ao manter seu filme emocionalmente honesto, o diretor sacrifica parte do valor de choque de sua violência, acalma a ambição de seu estilo visual e renuncia à identificação do público com personagens que marcam um filme mais pessoal. A parte dois de Francis Ford Coppola é uma produção admirável, responsável, menos emocionalmente perturbadora do que seu antecessor, mas ainda sim um épico histórico. Nota: 9 Compre o livro capa dura aqui. Compre o livro capa comum aqui. Compre o ebook do Kindle aqui.

  • O Irlandês Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS. Sinopse: Conhecido como "O Irlandês", Frank Sheeran é um veterano de guerra cheio de condecorações que concilia a vida de caminhoneiro com a de assassino de aluguel número um da máfia. Promovido a líder sindical, ele torna-se o principal suspeito quando o mais famoso ex-presidente da associação desaparece misteriosamente. Baseado no livro de 2004, 'I Heard You Paint Houses' de Charles Brandt. Crítica: Muito do DNA de 'O Irlandês' será familiar para qualquer pessoa com um conhecimento ainda superficial do trabalho anterior de Scorsese. É sobre assassinato e a máfia; possui voice-over e melodias retro estimulantes. Há muito em 'O Irlandês' que evoca os primeiros trabalhos de Scorsese, desde a maneira como os personagens falam, agem e se vestem até as ocasionais explosões de violência sangrenta. O filme tem a maturidade da perspectiva de um homem mais velho, um olhar voltado para uma vida plena. É animado, irônico e muito engraçado, mas às vezes também parece uma confissão, um pedido de graça, não apenas de seu protagonista, mas do próprio cineasta. Estimado em mais de R$160 milhões, boa parte desse orçamento foi gasta na redução do envelhecimento da tecnologia gráfica, o que significa que os atores mais velhos envolvidos também poderiam interpretar a si mesmos no passado. Parecia uma ideia extravagante, com ramificações potenciais enervantes para o entretenimento filmado. Na prática, essa magia misteriosa do computador não é tão grotesca quanto poderia ser, nem é tão perceptível. Os rostos de De Niro e Pesci são suavizados até a meia-idade em grande parte do filme e há um certo constrangimento aí, especialmente quando o movimento de seus corpos septuagenários funciona de forma tão incongruente sob suas cabeças de aparência mais jovem. Em seu primeiro ato, o filme pode ser tedioso, porque dá pouca indicação de por que exatamente estamos assistindo esses homens fazerem suas coisas diferentes do que Scorsese acha que deveríamos ser. O longo tempo de execução significa que as cenas têm mais espaço para respirar do que estamos acostumados a ver, eles poderiam ter cortado alguns dos diálogos ou cenas, mas o filme não cai na chatice. Os minutos finais de 'O Irlandês' contrastam fortemente com o início do filme, porque é assim que nossas vidas se desenrolam. O que importa no final é quem amávamos e como os amávamos e se os tratamos como se fossem importantes. Nota: 9 Compre o livro capa comum aqui. Compre o ebook no Kindle aqui.

  • O Poderoso Chefão Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma "família" de Nova York que está feliz, pois Connie (Talia Shire), sua filha, se casou com Carlo (Gianni Russo). Porém, durante a festa, Bonasera (Salvatore Corsitto) é visto no escritório de Don Corleone pedindo "justiça", vingança na verdade contra membros de uma quadrilha, que espancaram barbaramente sua filha por ela ter se recusado a fazer sexo para preservar a honra. Vito discute, mas os argumentos de Bonasera o sensibilizam e ele promete que os homens, que maltrataram a filha de Bonasera não serão mortos, pois ela também não foi, mas serão severamente castigados. Vito porém deixa claro que ele pode chamar Bonasera algum dia para devolver o "favor". Do lado de fora, no meio da festa, está o terceiro filho de Vito, Michael (Al Pacino), um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial. Universitário educado, sensível e perceptivo, ele quase não é notado pela maioria dos presentes, com exceção de uma namorada da faculdade, Kay Adams (Diane Keaton), que não tem descendência italiana mas que ele ama. Em contrapartida há alguém que é bem notado, Johnny Fontane (Al Martino), um cantor de baladas românticas que provoca gritos entre as jovens que beiram a histeria. Don Corleone já o tinha ajudado, quando Johnny ainda estava em começo de carreira e estava preso por um contrato com o líder de uma grande banda, mas a carreira de Johnny deslanchou e ele queria fazer uma carreira solo. Por ser seu padrinho Vito foi procurar o líder da banda e ofereceu 10 mil dólares para deixar Johnny sair, mas teve o pedido recusado. Assim, no dia seguinte Vito voltou acompanhado por Luca Brasi (Lenny Montana), um capanga, e após uma hora ele assinou a liberação por apenas mil dólares, mas havia um detalhe: nas "negociações" Luca colocou uma arma na cabeça do líder da banda. Agora, no meio da alegria da festa, Johnny quer falar algo sério com Vito, pois precisa conseguir o principal papel em um filme para levantar sua carreira, mas o chefe do estúdio, Jack Woltz (John Marley), nem pensa em contratá-lo. Nervoso, Johnny começa a chorar e Vito, irritado, o esbofeteia, mas promete que ele conseguirá o almejado papel. Enquanto a festa continua acontecendo, Don Corleone comunica a Tom Hagen (Robert Duvall), seu filho adotivo que atua como conselheiro, que Carlo terá um emprego mas nada muito importante, e que os "negócios" não devem ser discutidos na sua frente. Os verdadeiros problemas começam para Vito quando Sollozzo (Al Lettieri), um gângster que tem apoio de uma família rival, encabeçada por Phillip Tattaglia (Victor Rendina) e seu filho Bruno (Tony Giorgio). Sollozzo, em uma reunião com Vito, Sonny e outros, conta para a família que ele pretende estabelecer um grande esquema de vendas de narcóticos em Nova York, mas exige permissão e proteção política de Vito para agir. Don Corleone odeia esta ideia, pois está satisfeito em operar com jogo, mulheres e proteção, mas isto será apenas a ponta do iceberg de uma mortal luta entre as "famílias". Crítica: 'O Poderoso Chefão' está cheio de coisas fantásticas e uma delas são seus personagens. Brando surge como o herói dessa produção. Em uma cena maravilhosamente criativa e comovente, Brando passa do padrinho para o avô. Não muito atrás dele está Al Pacino como o jovem Michael Corleone, destinado a herdar o manto do Poderoso Chefão, ele progride de forma convincente de um ingénuo a um assassino cruel e impiedoso. A construção e evolução dos personagens em tela é uma das coisas que há de impressionante neste filme. 'O Poderoso Chefão' sem ênfase indevida, mostra a proximidade, o calor dos laços familiares. As cenas estão cheias de esposas e bebês berrantes, casamentos festivos e funerais igualmente festivos, espaguete preparado na cozinha... Há o sabor da vida doméstica italiana que poucos filmes de gângster tentaram. O diretor Francis Ford Coppola, com uma forte assistência do cinegrafista Gordon Willis, fez um trabalho extraordinário de captura de período e lugar. Muito poucos dos exteriores de Nova York parecem ser fotos de estoque, a maioria foi recriada com uma incrível atenção aos detalhes. Os interiores têm a aparência rica e queimada de fotografias tiradas décadas atrás, enquanto os exteriores - seja representando uma festa no jardim em Nova Jersey ou um interlúdio amoroso na Sicília - estão encharcados de cor e sol. Vinte e cinco anos podem ter reordenado nossas percepções de Coppola e seu elenco, mas o fato básico da grandeza de seu filme não foi diminuído. Em cena após cena - a longa sequência do casamento, a sangrenta descoberta de John Marley em sua cama, Pacino alisando os cabelos nervosamente antes do massacre de um restaurante, o colapso do padrinho em um jardim - Coppola criou uma obra-prima duradoura e incontestável. A brincadeira de Coppola é dominada por várias sequências imaginativas de montagens retrô. Manchetes de jornal passam por cima de tiros de mãos passando a tigela de espaguete em uma daquelas festas improvisadas que nutriam o submundo. Igualmente potente é o corte rápido entre imagens de Michael, no batismo de um afilhado, prometendo a um padre que ele renunciaria a Satanás ao mesmo tempo em que seus inimigos estão sendo gravemente feridos em toda a cidade. 'O Poderoso Chefão' é sim um verdadeiro clássico do cinema, um filme que ainda tem um grau de importância na história cinematográfica. Nota: 10 Compre o livro capa dura aqui. Compre o livro capa comum aqui. Compre o ebook do Kindle aqui.

  • Casablanca Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos fugitivos tentavam escapar dos nazistas por uma rota que passava pela cidade de Casablanca. O exilado americano Rick Blaine (Humphrey Bogart) encontrou refúgio na cidade, dirigindo uma das principais casas noturnas da região. Clandestinamente, tentando despistar o Capitão Renault (Claude Rains), ele ajuda refugiados, possibilitando que eles fujam para os Estados Unidos. Quando um casal pede sua ajuda para deixar o país, ele reencontra uma grande paixão do passado, a bela Ilsa (Ingrid Bergman). Este amor vai encontrar uma nova vida e eles vão lutar para fugir juntos. Crítica: “Casablanca” é uma obra baseada em uma peça teatral. O filme é considerado um clássico por muitos, onde sua perfeição se encontra nos detalhes. O mais exuberante neste filme é o seu roteiro, é ele o responsável por fazer você se prender na história. Os seus diálogos mais escondem do que revelam com suas meias-palavras. Não somente para fugir do código de produção, mas para evitar possíveis escândalos, as falas são cheias de duplo significado. Um roteiro feito pelo trio Julius, Philip Epstein e Howard Koch é cuidadoso. “Casablanca” tem um ponto negativo pra mim. O uso do flashback para contar o romance do passado entre Rick e Ilsa. Isso fez quebrar um pouco a genialidade que o filme tem, sua função didática está lá para evitar o mistério. A grandiosidade do filme está justamente nas palavras não ditas, deixando tudo por conta da nossa imaginação, este flashback estragou um pouco a graça. A direção de Michael Curtiz tem planos médios e americanos simples, sem grande movimentação de câmera o que somou ainda mais para este filme ser perfeito. Ao deixar sua câmera em “modo observação”, o foco fica todo nas atuações, na fotografia e no desenho de produção, permitindo que o espectador mergulhe e perceba os detalhes. Outro ponto muito importante do filme é sua fotografia. Toda vez que é dado close no rosto da atriz Ingrid Bergman, a tela fica um pouco esfumada realçando as luzes refletidas nos olhos da atriz. Tudo isso para aumentar a melancolia da personagem Ilsa. Mesmo assim, “Casablanca” é cinema em sua máxima expressão, um filme que transcende a época em que foi feito, que prende e emociona qualquer espectador, um filme que revela que o clássico está nos detalhes. Nota: 10

  • Matrix Ressurreição Crítica

    Esse texto pode conter possíveis SPOILERS Sinopse: Neo vive uma vida aparentemente comum sob sua identidade original como Thomas A. Anderson em São Francisco, Califórnia, com um terapeuta que lhe prescreve pílulas azuis para neutralizar as coisas estranhas e não naturais que ele ocasionalmente vislumbra em sua mente. Ele também conhece uma mulher que parece ser Trinity, mas nenhum deles se reconhece. No entanto, quando uma nova versão de Morpheus oferece a ele a pílula vermelha e reabre sua mente para o mundo da Matrix, que se tornou mais seguro e perigoso nos anos desde a infecção de Smith, Neo volta a se juntar a um grupo de rebeldes para lutar contra um novo e mais perigoso inimigo e livrar todos da Matrix novamente. Crítica: Lançado 18 anos após “Matrix Revolutions”, há uma certa satisfação de ver Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss retornando como o casal poderoso e apaixonado por óculos de sol Neo e Trinity, “Matrix Ressurreição" é um tédio sem fim, repleto de diálogos chatos e desnecessariamente prolongado. Durante os primeiros 40 minutos de seu tempo de execução de quase duas horas e meia, eu literalmente não tinha certeza do que estava vendo. Havia algum tipo de história acontecendo, a coisa era muito confusa enquanto um personagem chamado Bugs (Jessica Henwick) continuava tentando ir atrás de Neo. “Matrix Ressurreição" é apenas um bombardeio de palavras, o problema da tagarelice começou em “Matrix Reloaded”. O novo filme atrai ainda mais pessoas que tagarelam sobre metafísica e filosofia e tentam apresentar muitos enredos subdesenvolvidos. Muitas das palavras têm o objetivo de fornecer uma análise metatextual sobre a natureza da existência do filme e sequências de forma mais geral. Outros pretendem explicar as várias razões complicadas pelas quais essa história chegou ao lugar que chegou. Morpheus não se parece mais com Laurence Fishburne, vivido por Yahya Abdul-Mateen II, o personagem é mais descolado e cheio de gracinha. Essa mudança é explicada de maneira confusa em uma linguagem tecnológica calma e condescendente, como um líder de seita contando por que é óbvio que alienígenas estão vindo nos pegar. Hugo Weaving's Smith agora é interpretado por Jonathan Groff, que não traz a ameaça de óculos de sol de que nós tínhamos tanto medo nos filmes anteriores, uma pena, pois esse personagem é muito icônico, mas um vilão maior e profundamente insatisfatório é revelado mais tarde, então temos dois vilões chatos. Jada Pinkett Smith, que volta na pela de sua personagem que agora é a sábia enrugada Niobe, aparece para fazer discursos e falar lindos chavões sobre guerra e honra, um lindo fan-service, mas ela parece um professor de história explicando a Neo tudo o que aconteceu e o que o pensar. Neo e Trinity recebem um tratamento que eu também não gostei, o enredo passa quase o filme inteiro tentando fazer os dois se apaixonam, até dá para dizer que esse filme tem bastante romance. Aquela frieza e seriedade dos personagens que tanto encantava, ficou de lado. Novos personagens ficam na beirada e não são desenvolvidos além de sua “função” na busca renovada de Neo. Alguns deles só aparecem para fazer uma piada ou outra, eles se comportam com fãs olhando para Neo e Trinity com adoradores, isso só ajudou a tornar o filme e tudo o que ela representa menos interessantes. Os visuais ainda parecem bons em 'Matrix Ressurreição', mesmo que Wachowski não tenha apresentado um detalhe memorável no mesmo nível do "bullet time" ou qualquer outra impressionante cena de ação. Com Lana Wachowski voltando à direção, esperava pelo menos o deslumbramento visual e a criatividade sem limites das cenas de luta que tornaram os dois primeiros filmes excelentes, mas não. O quarto filme parece barato e as lutas deixam muito a desejar. A maioria das ideias também é velha e as novas parecem mal-acabadas e a história é simples, no entanto, tão complicada que é ainda mais difícil de seguir. “Matrix Ressurreição" está recheado de flashbacks, o roteiro simplesmente se baseou em ser uma resumão para que os espectadores  entendam os filmes anteriores, ou tenham vontade de assisti-los. Os incidentes da trama têm uma aleatoriedade que parece ditada pela estrutura do gênero de filme de ação “Precisamos de uma perseguição / luta / tiroteio aqui”, em vez de qualquer coisa orgânica. A estrutura Marvel também mancha esse filme, os personagens em suas subtramas fazem piadas e brincam com seu próprio mundo e conceito, o que pode ser divertido em filme do Homem-Aranha, em 'Matrix Ressurreição' o tom não combina e soa totalmente fora de órbita. Das sombras escuras sombrias e familiarmente paranóicas e da paleta de cores verdes da trilogia, “Matrix Ressurreição" muda para amarelos supersaturados e brancos brilhantes é uma luz tão brilhante que foi projetada para forçar seus olhos, para fazer você fechá-los, simplesmente irritante. Sou muito fã do primeiro filme e as duas sequências são ótimos filmes de ação. Eles eram novos, inovadores e de tirar o fôlego e os efeitos de arregalar os olhos. “Matrix Ressurreição" é muito longo e sobrecarregado de bugigangas, é um filme mal feito e fora do tom. Os espectadores que conhecem e amam os filmes anteriores de 'Matrix' provavelmente ficarão desanimados, assim como eu fiquei. “Matrix Ressurreição" desconstrói toda a série em todos os seus aspectos, para construir um filme que infelizmente não é um filme Matrix. Não houve uma grande demanda crescendo nos últimos 18 anos por um novo filme Matrix, então para que 'Matrix Ressurreição'? Nota: 4

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