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  • Vinicius Monteiro

Mulher Maravilha 1984 Crítica

Atualizado: 15 de jun.

Mulher Maravilha 1984 Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS

 

Sinopse: Mulher-Maravilha 1984 acompanha Diana Prince/Mulher-Maravilha (Gal Gadot) em 1984, durante a Guerra Fria, entrando em conflito com dois grande inimigos - o empresário de mídia Maxwell Lord (Pedro Pascal) e a amiga que virou inimiga Barbara Minerva/Cheetah (Kristen Wiig) - enquanto se reúne com seu interesse amoroso Steve Trevor (Chris Pine).

 

Crítica: 'Mulher Maravilha' de 2017 deu às mulheres um super-herói em seus termos. A diretora Patty Jenkins parece entender o que tornou a Mulher Maravilha importante e poderosa, e o público respondeu com aplausos. Portanto, é mais do que decepcionante que 'Mulher Maravilha 1984', novamente dirigido por Jenkins, mas desta vez escrito por ela e Geoff Johns, sacrificou todo o charme e coração da heroína, quase nada funciona nesse filme.

 

Eu vou começar pela trama que é puro desastre. O filme se passa nos anos 80 e os roteiristas trouxeram uma trama bem anos oitenta, uma pedra que realiza desejos, sério isso?! Depois da Mulher Maravilha vencer a segunda guerra mundial, ela será jogada em uma trama envolvendo uma pedra que realiza desejos?

 

A pedra dos desejos tenha uma regra básica: pode conceder um desejo, mas têm consequências , ela tira algo de você em troca. Simples, mas o filme consegue complicar, só mais tarde é que ficamos sabendo que os desejos tem consequências, isso nem é explicado, é simplesmente jogado na trama com algum personagem chutando a opção, ou deixando no ar para o telespectador entender. Isso gerou uma confusão no filme o que me deixou perplexo, não pela complexidade, mas pela burrice.

 

Não sei se intenção dos produtores e do estúdio foi atrair ou fazer algo específico para as crianças, definitivamente esse é o filme mais colorido do universo da DC, mas mesmo que essa tenha sido a intenção, o filme tem uma trama muito boba e preguiçosa e se focado para um público infantil deveria ter trazido muito mais comédia e humor.

 

'Mulher Maravilha 1984' começa com um flashback empolgante da juventude de Diana, uma competição de habilidades na qual ela naturalmente próspera, construída em torno da ideia de lições difíceis que ela entenderá mais tarde na vida e cheio de bons efeitos especiais. É emocionante, voa alto, dá a você todas as sensações inspiradoras, mas infelizmente o filme começa e logo morre.

 

Um dos grandes erros do filme, foi terem alterado tanto a essência da personagem. Como pode uma Diana sofrer de amor por 66 anos?! Não combina com uma Mulher Maravilha. Claro que ela pode se apaixonar, viver o grande amor e sentir saudades disso, mas corroer essa história por 66 anos não faz sentido. Uma Mulher Maravilha sofrendo de solidão? Não era essas coisas que queríamos ver de uma heroína. O espírito de liderança deixado no primeiro filme é totalmente jogado no lixo nesse segundo.

 

Eu já havia criticado a atuação de Gal Gadot, aqui minha opinião continua a mesma. A atriz não encontra uma maneira de unir a entusiasmada Diana e a forte guerreira. Nos momentos de drama a atriz é exagerada e em todos os outros, falta brilho e vontade, mas ela faz poses de super-heróis muito bem.

 

Steve Trevor morreu em 'Mulher Maravilha', mas ele está de volta! Como é bastante óbvio, dado o artifício da trama, mas a maneira como ele volta é boba e ridícula e pior, não acrescentou nada em  'Mulher Maravilha 1984'. Mas é bom ver Chris Pine se divertir em seu papel nesse filme.

 

A heroína enfrenta um vilão barulhento, insuportável e enlouquecedor. Maxwell Lord, interpretado por Pedro Pascal, tem a velocidade do vento de um furacão. Não é o melhor e mais amedrontador vilão que existe, mas eu confesso que foi mais legal acompanhar o seu arco do que o da própria personagem título.

 

Kristen Wiig como Barbara, uma historiadora desajustada e estúpida, traz esperança desde o início, Wiig assim como Pine, aproveita a oportunidade para se divertir. A amizade entre Barbara e Diana, não convence e não há peso emocional nenhum, como o filme tenta vender. Cheetah é uma vilã totalmente descartável, com uma construção muito clichê, o que é frustrante, pois a vilã é uma das maiores vilãs da Mulher Maravilha.

 

Falando na construção de época, 'Mulher Maravilha 1984' faz um bom trabalho, o figurino remete muito aos anos 80 e a produção soube trazer de volta a vida os bons tempos, ele é deliciosamente e divertidamente nostálgico. O filme também usa o dos anos oitenta para trazer humor, mas não funciona, o pouco de humor que há na trama é bem sem graça.

 

O terceiro ato do filme é a cereja do bolo desastre. O CGI fica ruim e mal feito, e há uma luta no escuro que não dá para ver e nem entender nada. A moral sobre a nobreza e renunciar aos seus maiores desejos em nome de um bem maior, é apresentada no fim do filme, mas honestamente eu não me importei. Depois de ver tantas escolhas erradas para 'Mulher Maravilha 1984', o final vem como um alívio.

 

'Mulher Maravilha 1984' é um decepção, apesar de todas as suas esperanças e sonhos, o filme tem muita ambição, mas não consegue atingir a grandeza que busca. 'Mulher Maravilha 1984' é mal concebido, mal escrito e sem a maioria dos encantos básicos que tornavam a 'Mulher Maravilha' original um deleite. 

 

Nota: 5



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