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  • Vinicius Monteiro

Mortal Kombat: O Filme Crítica

Mortal Kombat: O Filme Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS

 

Sinopse: Após nove combates, sempre vencido por forças malignas, três relutantes lutadores: Johnny Cage, um astro de filmes de ação; Sonya Blade, uma agente especial e Liu Kang, um lutador; são mandados para uma remota ilha, onde enfrentarão mortais adversários em um torneio de kung fu no qual o destino da Terra está em jogo. Lá eles apenas têm a ajuda de Lord Rayden, um mago, para orientá-los nesta difícil missão.

 

Crítica: Os fãs dos videogames que vendeu mais de 10 milhões de cópias, vão adorar o filme por se manter fiel às histórias que servem como desculpa para uma série de duelos devastadores entre lutadores de outro mundo com poderes especiais, mesmo que a taxa de decapitação do filme seja significativamente menor do que a do jogo.

 

Em termos de personagens e enredo, o diretor Paul Anderson e o escritor Kevin Droney se mantêm muito próximos das escrituras projetadas pelos criadores de 'Mortal Kombat', o artista John Tobias e o designer Ed Boon. É bem óbvio do porquê não mexer nesse produto licenciado, mas o filme poderia ter sido melhor adaptado para linguagem cinematográfica, do que ter levado o videogame ao pé da letra.

 

O gigante Shokan Príncipe Goro de quatro braços, é um personagem construído com base dos clássicos monstros stop-motion de Ray Harryhausen dos anos 50 e 60. Parecendo ruim ou não, o estilo deu um charme de baixa tecnologia a um empreendimento bem investido em seus efeitos. Os efeitos especiais impressionam quando vemos um panorama de monges budistas alinhados diante de templos exóticos, mas é tosco quando tenta engrossar mais a fantasia e a ficção científica.

 

Não acontece muita coisa aqui, exceto batalha após batalha. Grande parte da ação está no molde das artes marciais tradicionais e são filmados com vigor. Parte dela acontece nas cavernas iluminadas por velas e nas salas do trono de Outworld, que recria o ambiente do jogo arcade, mascarando as limitações de orçamento do filme; isso também explica o trabalho ocasionalmente frenético da câmera e os exageros sônicos da trilha sonora.

 

O que há de mais convincente aqui é Robin Shou, que interpreta Liu Kang, um artista de kung-fu que deixou a China em busca de melhores oportunidades na América. Ele carrega o peso da culpa por deixar para trás um irmão mais novo que morreu nas mãos de Shang Tsung. Como o filme reduz o diálogo ao mínimo em um esforço para atrair uma audiência global, Shou tem pouco a dizer, mas com sua presença intensa e graciosos saltos e chutes de kung-fu, ele poderia dar a Bruce Lee uma corrida por seu dinheiro no apelo das telas.

 

“Mortal Kombat: O Filme" provavelmente irá satisfazer apenas o público já viciado em videogame, mas pode desapontá-los também. Enquanto as versões do jogo de 'Mortal Kombat' foram adotadas por sua carnificina sangrenta e gratuita, o filme é classificado como PG-13, e sua violência é branda. Claramente, as acomodações foram feitas em um esforço para atingir um público mais amplo.

 

O filme tem tudo que um adolescente poderia desejar: cobras que se projetam das mãos de um vilão, lutas acrobáticas de kung-fu e duas garotas lutando, porém não oferece boas atuações, não tem bons diálogos e os cenários são extravagantes demais, mas no geral consegue atingir notas altas, por não se levar muito a sério. O filme às vezes se salva pelo seu toque de humor maluco, é bobo, mas o mais importante, é muito divertido.

 

Nota: 4



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