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  • Vinicius Monteiro

Resenha: Uma Princesa em Tóquio

Atualizado: 6 de jul. de 2023


Uma Princesa em Tóquio Resenha

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Izumi Tanaka nunca sentiu que pertence ao lugar onde vive. Afinal, ela é uma das únicas garotas com ascendência japonesa em sua cidadezinha natal, no norte da Califórnia. Criada apenas pela mãe, as duas sempre foram muito unidas, até Izzy descobrir que seu misterioso pai é ninguém mais, ninguém menos do que o príncipe herdeiro do Japão.

Um ponto mais que positivo, e necessário, é de que 'Uma Princesa em Tóquio' ganha o selo de diversidade com o seu elenco inteiramente asiático (principalmente japonês), e eu já informo de que isso foi a única coisa que eu gostei do livro. A obra é para os pré-adolescentes, não é para mim, mas isso não quer dizer que Emiko Jean tem que entregar algo tão mal desenvolvido.

O livro vai abordar muitos assuntos como: bullying, doenças crônicas, vergonha do corpo, misoginia, ancestralidade, amor e por aí vai... Nada disso é aprofundado na história ou explorado com respeito pela autora. Tudo é abordado na superficialidade, o que deixou 'Uma Princesa em Tóquio' muito pobre.

Izumi Tanaka é uma personagem cativante, eu gostei dela. A autora tenta entregar uma encantadora história de amadurecimento, com drama familiar e uma adorável história de amor, mas não consegue. A personagem principal fica tão perdida, assim como aqueles que estão lendo a sua história, uma pena, pois eu me peguei realmente torcendo pela Izumi Tanaka.

O grande problema para mim em 'Uma Princesa em Tóquio' é que o livro não foi escrito para ser um livro, mas sim, um roteiro de comédia romântica adolescente. Os plots são bobos demais, e dentro de todas as subtrama mal desenvolvida, eles soam irreais. Primas malvadas, um romance com o segurança, pais super legais, amigos legais e alguns momentos bobos... A obra é o típico clichê adolescente.

O único enredo que realmente fiquei interessado aqui, foi a relação de Izumi Tanaka com seu pai, que ela não conhecia, mas são tantos plots e pequenos enredos que a autora quer trabalhar, que a relação entre pai e filha fica muito em segundo plano e pouco desenvolvido.

Um problema que eu achei de mal gosto de 'Uma Princesa em Tóquio' foi a mãe de Izumi Tanaka não contar a ela sobre seu pai, e a autora justificar essa atitude como uma escolha feita por uma pessoa empoderada e livre, como se a mãe de Izumi Tanaka fosse uma mega feminista a seguir como exemplo. Emiko Jean foi bastante infeliz nesse enredo, não tem como julgar a atitude da personagem, mas a autora poderia ter explorado esse assunto com mais cuidado.

'Uma Princesa em Tóquio' tem um enredo cheio de ação, que provavelmente fará muitos leitores adolescentes ficarem presos às páginas do livro. As inconsistências na voz de Izumi são uma distração e o desenvolvimento de seu personagem carece de coesão. A escrita fluiu bem e é bastante visual. 'Uma Princesa em Tóquio' é cheio de pequenos enredos mal desenvolvidos, com muitos assuntos mal explorados e uma escrita agitada, esse livro não funcionou para mim.

Nota 3


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