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  • Vinicius Monteiro

Vermelho, Branco e Sangue Azul Resenha

Atualizado: 25 de abr.

Vermelho, Branco e Sangue Azul Resenha

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Sinopse: Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo. O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois. Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar.

Resenha: Não vou me estender muito na minha resenha, pois eu não gostei de nada em 'Vermelho, Branco e Sangue Azul' e não indico a leitura. O livro é leve e fácil de ler e é composto por elementos que causam curiosidade: a realeza britânica e a política. Por mais que o livro não tenha funcionado para mim, e eu não seja o público alvo da obra, ainda sim 'Vermelho, Branco e Sangue Azul' é bem qualquer coisa.

O livro é super apressado, a sua história se desenrola rápido demais. Alex e Henry se apaixonam rápido, os problemas surgem rápidos, tudo é resolvido rápido... Tudo é rápido. Não há desenvolvimento de nada nesse livro. Os personagens estão ali para fazer a história andar e nada mais que isso. O romance entre Alex e Henry foi difícil de comprar, tudo entre os dois é extremamente artificial e eles passam a maior parte do relacionamento a distância, conversando via mensagens, o que só intensificou a superficialidade.

'Vermelho, Branco e Sangue Azul' carece de conflito. Nada acontece nesse livro, por mais que tenhamos a cena exagerada do bolo (uma cena bem meh por sinal) e depois um possível vazamento dos e-mails entre Alex e Henry, nada disso ganha peso emocional. Eu nunca li um livro tão morno como esse.

O livro tem uma outra questão, de gosto pessoal, que são as trocas de e-mail. Eu não gosto quando livro é epistolar, onde os personagens só se comunicam por cartas, e-mails ou mensagens, isso deixa a história muito chata. 'Vermelho, Branco e Sangue Azul' depende demais da descrença do leitor para acontecer, tudo aqui é muito "Aham, senta lá Claudia".

A princípio eu achei a ideia do livro muito interessante, mas Casey McQuiston não evoca nenhuma das duas atmosferas que a história propõem. Eu não me senti inserido no universo político estadunidense e muito menos na realeza britânica.

Tudo aqui é artificial demais e sem conflito. 'Vermelho, Branco e Sangue Azul' está inserido dentro de um contexto muito interessante, mas Casey McQuiston entrega pouco com uma história mais do mesmo.

Nota: 2


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