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  • Vinicius Monteiro

Thor: Amor e Trovão Crítica

Thor: Amor e Trovão Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Thor ansiando por um propósito, retorna a Nova Asgard e sua aposentadoria é interrompida por um assassino galáctico conhecido como Gorr (Christian Bale), o Carniceiro de Deus, que busca a extinção dos deuses. Para combater a ameaça, Thor pede a ajuda da Rainha Valquíria (Tessa Thompson), Korg (Taika Waititi) e Jane Foster (Natalie Portman), sua ex-namorada, que - para surpresa de Thor - inexplicavelmente consegue empunhar seu martelo mágico, Mjolnir, o que imbuiu Jane com o poder de Thor. Juntos, eles embarcam em uma aventura cósmica para descobrir o mistério da vingança do God Butcher e detê-lo antes que seja tarde demais.

 

Crítica: "Thor: Amor e Trovão", dirigido por Taika Waititi, está longe de ser o pior dos grandes espetáculos da Marvel nas telonas. É rápido e direto, mas também insustentável e raso. O filme anterior assumiu sua infantilidade e isso foi ótimo, eu acho que tentaram fazer isso nessa sequência também, porém tudo ficou bobo, sem graça e bagunçado.

 

Há uma simplicidade e clareza refrescantes na história, para as crianças acompanharem sem problemas, mas os muito pequenos enredo se perdem em meio aos diversos tons que o filme tem. Começando um drama pesado e mudando para uma tentativa de entregar um romance, "Thor: Amor e Trovão" ainda tenta ter humor e ação, mas falha em tudo.

 

"Thor: Amor e Trovão" é recheado de estrelas, e destaca vários dos atores dramáticos mais talentosos que trabalham atualmente, mas trata-os como recortes de papelão de si mesmos, desprovidos de qualquer senso de presença e da autoridade que entrega.

 

"Thor: Amor e Trovão" enfrenta problemas desde o início, com um prólogo sombrio nos apresentando a Gorr e deixando claro por que ele quer matar deuses. Gorr é interpretado por Christian Bale, com uma infeliz monotonia que reflete a psicologia unifatorial do roteiro e do personagem.

 

A última vez que vimos Thor, em "Vingadores: Ultimato", ele decidiu se juntar aos Guardiões da Galáxia para algumas aventuras espaciais após a derrota de Thanos. O Deus do Trovão volta como uma criança birrenta e mimada, é um personagem de videogame já dominado, a escolha é resetar e começar de novo. Chris Hemsworth sabe brincar com seu personagem bobão, mas eu acho que seria melhor ter se aposentado do que reiniciar a história de Thor.

 

Grande parte da história de fundo gira em torno do retorno de Jane Foster (Natalie Portman), e por que ela se transformou em uma Poderosa Thor, que está mergulhada em pathos. É difícil sentir empatia por uma personagem que nem sequer apareceu no último filme. O roteiro tenta acender a relação de Thor e Jane novamente, mas não funciona, é difícil comprar o amor entre os personagens.

 

Para piorar, Jane está doente e sua doença é um mero pretexto para o reencontro sentimental do casal, e para depois servir com uma lição de vida: "nunca parar de lutar". Quando a personagem morre no final, é difícil se importar, afinal ela já estava morta antes.

 

Com sua infinidade de computação gráfica, o filme muitas vezes parece mais próximo da animação do que de um longa live-action. Algumas das piadas são apenas preguiçosas, e algumas delas perdem a força por esbarrar em um tom sombrio com o filme que insiste em carregar. E "Thor: Amor e Trovão" pode ser o filme mais visivelmente baseado na fé do Universo Cinematográfico Marvel.

 

A melhor coisa que se pode dizer sobre "Thor: Amor e Trovão" é que, por mais difícil que seja a experiência, ela não é nem de longe tão ruim quanto "Thor: O Mundo Sombrio". O longa-metragem não se inclina ao estilo de seu diretor ou maximiza o potencial dramático de seu elenco, parecendo mais um mashup raso e insatisfatório, mas ainda é uma entrada divertida e boba no cânone do MCU.

 

Nota: 4



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