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  • Vinicius Monteiro

Bernardine Evaristo fala sobre "revolta" na Royal Society of Literature

Bernardine Evaristo fala sobre "revolta" na Royal Society of Literature

Bernardine Evaristo, presidente da Royal Society of Literature, lançou uma defesa ferrenha da organização, que diz ter sido alvo de "falsas acusações". Evaristo, que ganhou o prêmio Booker em 2019, escreveu que "as acusações de censura e cancelamento" na instituição de 200 anos eram infundadas, após uma série de artigos sugerindo que havia uma "grande revolta" de membros estabelecidos que ameaçava desestabilizar a organização.


A autora admitiu ter ficado chateada com as alegações de que, desde que se tornou presidente, em 2022, "acenou com uma varinha mágica e insistiu em todos os tipos de novas medidas 'radicais'", o que levou os membros mais velhos a se sentirem marginalizados, inaugurou uma repressão à liberdade de expressão e supervisionou um declínio na qualidade dos novos companheiros.


Evaristo disse que as acusações de idadismo dentro da RSL eram imprecisas. Ela escreveu que a maioria dos papéis-chave dentro da sociedade eram preenchidos por pessoas mais velhas e a grande maioria dos membros tinha mais de 40 anos. "Ainda hoje, apenas 4% da bolsa tem menos de 40 anos, enquanto mais de 55% tem mais de 65 anos – mais de 34% tem mais de 75 anos", escreveu.


A principal discordância decorreu do facto da Royal Society of Literature não se ter manifestado publicamente em apoio a Salman Rushdie, após um ataque em 2022, e a Kate Clanchy, que foi abandonada pela sua editora depois de ter sido acusada de usar estereótipos raciais no seu trabalho. "Não pode tomar partido nas controvérsias e questões dos escritores", escreveu Evaristo, dizendo que a organização "deve permanecer imparcial".


Evaristo acrescentou que a RSL, "não pode agradar a todos (...) tampouco se pode esperar que haja tratamento preferencial a um seleto grupo de bolsistas que fazem exigências que se sobrepõem aos seus próprios protocolos de governança".


Alguns bolsistas da RSL afirmaram publicamente que, ao convidar um novo grupo de bolsistas para a organização, ela se tornou "diluída", enquanto o escritor Philip Hensher disse que a mudança para expandir o quadro de membros significou que alguns dos novos membros "são, um, caro educado e privilegiado, e dois, não muito bons".


Evaristo disse que a acusação de que a RSL estava baixando os padrões ao nomear um novo grupo de bolsistas que estavam fora das "redes literárias de elite de Londres" era uma "tática familiar alavancada por aqueles investidos no status quo", enquanto ela sustentava que a RSL estava "completamente em sintonia com o século 21".


Leia o comunicado da Bernardine Evaristo na integra aqui.


Fonte da matéria aqui.

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