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  • Vinicius Monteiro

Rivais Crítica

Atualizado: há 6 dias

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Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Rivais acompanha Tashi (Zendaya), uma tenista prodígio que se tornou treinadora, uma força da natureza que nunca pede desculpa pelo seu jogo dentro e fora do campo. Casada com Art (Mike Faist), ela conseguiu transformar a carreira do marido, saindo de um jogador medíocre para um campeão mundialmente famoso. Quando Art esta tentando ultrapassar um momento difícil, onde apenas acumula derrotas, a estratégia de Tashi toma um rumo inesperado: ela convence o marido a jogar em um torneio "Challenger" - o nível mais baixo do circuito profissional - onde terá de enfrentar Patrick (Josh O'Connor), o seu antigo melhor amigo e ex-namorado de Tashi. Patrick, que também já foi um talento promissor, agora se encontra esgotado e lentamente caminha para o fim de sua carreira. O encontro dos três pode ser capaz de reacender velhas rivalidades dentro e fora da quadra e resultar em um rumo diferente para a carreira de todos.

 

Crítica: O filme oferece um mundo de tênis onde o amor não significa nada. "Rivais" usa o esporte como pano de fundo para servir um triângulo psicológico elaborado e não linear que se mostra sinuoso e atraente durante grande parte da partida, antes de cometer uma dupla falta no final.

 

"Rivais" é dirigido por Luca Guadagnino, e estrelado por Zendaya, Josh O'Connor e Mike Faist, com um roteiro de Justin Kuritzkes. A produção seria inicialmente lançada em 2023, servindo como o filme de abertura do 80.º Festival de Cinema de Veneza, mas devido à greve da SAG-AFTRA, toda a distribuição foi adiada.

 

Sedução e sexo estão novamente no centro pelo diretor de "Me Chame Pelo Seu Nome", Luca Guadagnino, que também lança reviravoltas do destino, caminhos não tomados e um desejo ardente de conquistar e exercer controle sobre aqueles ao seu redor, explorando como essa mentalidade de atleta de elite sangra em sua vida pessoal.


Enquanto a tensão sexual desempenha um papel central no filme, "Rivais" é tanto sobre borrar as linhas entre o sexo e o poder de sedução dos grandes esportes, com a vitória e o sucesso como o afrodisíaco final. Trabalhando a partir de um roteiro do dramaturgo Justin Kuritzkes, Luca Guadagnino ocupa um território mais convencional e comercial aqui, enquanto faz tudo o que pode para melhorar a forma como filmar as sequências de tênis.

 

Apesar dos ângulos de zoom e bolas chiando, não há como escapar da abundância dessas cenas, especialmente para quem nunca assistiu a uma final inteira do US Open e Wimbledon. Mesmo usando o esporte como metáfora, "Rivais" pode se tornar um desafio para aqueles que aparecem ansiosos para ver os atores suarem por diferentes motivos.

 

A exuberante cinematografia de Sayombhu Mukdeeprom joga a sensualidade e o atletismo do trio central. Embora as cenas de sexo não sejam especialmente gráficas, há nudez masculina em abundância enquanto Patrick, Art e seus colegas jogadores entram e saem de vestuários ou saunas.

 

Os três excelentes atores, são prejudicados com a passagem de tempo do filme, não a diferença do envelhecimento entre recém-formados no ensino médio a adultos na casa dos 30 anos. Zendaya é uma boa atriz, mas esse filme não era para ela. Sua personagem é muito sensual e de poder controlador imensurável. A atriz tem uma beleza elegante e não sensual. Sua personagem Tashi não é totalmente viva, já que a personagem em todas as passagens de tempo da história parece uma menina de 12 anos.

 

A estrutura temporal de "Rivais" é complexa, mas graças à edição ágil de Marco Costa, nunca é difícil de seguir. Cada flashback sucessivo nos traz um plot twist mais perto de entender as apostas da partida atual. O filme também acerta em dar tempo para os personagens se desenvolverem, e com isso, o triângulo "amoroso" ganha peso emocional plausível.

 

As partidas de tênis são filmadas usando técnicas inventivas, desde uma câmera de bola POV até um efeito de barco com fundo de vidro que faz com que o espectador observe um jogo em andamento por baixo, como se o piso da quadra fosse transparente. O filme não é perfeito, "Rivais" é falante demais sendo chato, mas compensa ao entregar um bom desenvolvimento de personagens, um triângulo amoroso interessante e cenas dinâmicas de partidas de tênis.

 

Nota: 7



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