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  • Vinicius Monteiro

Resenha: Kriança Índia


Resenha Kriança Índia
'Kriança Índia' traz um olhar brincalhão e sátiro sobre um assunto importante.

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Um fantasma ronda a Amazônia profunda. Fantasma de carne, osso e muita vontade de matar, chamado Kriança Índia. Seu nome é sussurrado com medo por todos os milicianos, garimpeiros, madeireiros e capangas do agronegócio que assolam a floresta latino-americana. Não se sabe nada sobre sua origem, nem ao menos sua idade exata. O que se sabe é que Kriança Índia massacrou impiedosamente os brancos que se atrevem a profanar sua terra.

'Kriança Índia' é um quadrinho que carrega muita sátira e a ação tem um bom ritmo. A HQ mostra muita violência gráfica dentro de um enredo bem estilo bandido e mocinho, de lanças atravessando corpo, até avião de papel furando um olho, para os amantes de um estilo mais gore, e uma violência sem noção, é provável que gostem de 'Kriança Índia'.

Nessa HQ os grandes vilões são os empreendedores brancos, aqueles que querem trazer progresso e civilização. Ainda que sejam caricatos, representam bem a ameaça real que existe com sua ganância. Já os "mocinhos" são criaturas fantásticas, entidades da floresta e das crenças indígenas. 'Kriança Índia' mostra que o mínimo de respiro de resistência que tiveres já é uma grande ação.


Rafa Campos roteiriza algo com mais potencial, apesar da sátira deixar tudo divertido, o quadrinho parece mais uma brincadeira de criança sobre um assunto sério. Algumas histórias parecem começar no meio, e o padrão de matar um homem branco em cada história deixa 'Kriança Índia' um pouco empobrecida.

Os traços de Álvaro Maia e Rafa Campos variam a cada capítulo. Os personagens tem uma característica mais cartunesca. Em alguns momentos a HQ tem uma estilo mais hachurado e em outros o estilo é mais limpo, eu não curti muito dessa mistura de estilos. a arte 'Kriança Índia' no geral não me cativou.

'Kriança Índia' traz um olhar brincalhão e sátiro sobre um assunto importante. A HQ ganha um espaço para abordar um tema pouco explorado na literatura, mas perde uma grande oportunidade de entregar um uma heroína que de fato precisamos.

Nota 4

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