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  • Vinicius Monteiro

Resenha: Daisy Jones and the Six

Atualizado: 6 de jul. de 2023


Daisy Jones and the Six Resenha

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Todo mundo conhece Daisy Jones & The Six. Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistaram milhões de fãs. Eram a voz de uma geração, e Daisy, a inspiração de toda garota descolada. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Até agora.

O amor pelos anos 70 parece ter voltado à moda, são inúmeras as referências que a indústria do entretenimento está fazendo a essa década marcante. A autora Taylor Jenkins Reid apresenta uma banda fictícia que vive no mundo real dos anos 70.

A autora escreveu um romance que não parece ambientar a época, apesar de se passar nela. O livro é pouco elegante e propulsivo em questão de cenário, e não mergulha por completo na inseparável cena musical boca de sino daquela década.

Sobre o universo musical, eu acho que o livro sai melhor. Os momentos em estúdio, alguns depoimentos de críticos, composições e turnês me fez sentir mais inserido no universo proposto pela autora e é o que deixa o livro mais divertido.

O livro tem uma narrativa composta apenas por entrevistas transcritas. Antes de ler 'Daisy Jones & The Six' eu tinha terminado de ler 'Guerra Mundial Z' que também é composta por uma narrativa jornalística. Foi impossível não comparar a escrita das duas obras. Taylor Jenkins Reid deixou muito a desejar na escrita em formato oral, e para piorar, entregou muitos trechos repetitivos.

No centro da história está a relação entre o vocalista Billy Dunne, viciado em recuperação e aspirante a homem de família, e a bad girl Daisy Jones, cuja voz comovente e letras complexas acabaram sendo o ingrediente que faltava para The Six.

Taylor Jenkins Reid cria personagens assim como todos imaginam que astros do rock são, drogados, bêbados e meio loucos de cabeça. Além dos personagens habitarem os terrenos mais clichês, o desenvolvimento é mínimo, o que eu não curti muito aqui.

Billy Dunne é o personagem que oferece o arco mais completo e melhor desenvolvido e foi o personagem que eu mais consegui me identificar, eu gostei de seguir sua trajetória. O nome Daisy está no título do livro, eu até achei que ela fosse a personagem principal do livro, mas achei errado. Daisy é uma personagem um pouco mal desenvolvida, apesar de ser uma figura feminina forte, eu achei a personagem bem chata.

'Daisy Jones & The Six' cria um grande suspense em torno do que aconteceu no último show juntos da banda e os motivos que levaram ao término da banda, mas a revelação é simplesmente decepcionante, acho que esse é livro com final mais sem graça que já li.

O livro não tem uma boa representação de época e seus os personagens são bem clichês, (são os típicos clichês imaginários que qualquer um cria na cabeça sobre estrelas do rock). O marketing em cima da personagem Daisy é um pouco estranho, pois ela é a personagem menos cativante do livro. 'Daisy Jones & The Six' é a história de uma banda falsa em um mundo real, que não funcionou para mim.

Nota 5


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