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  • Vinicius Monteiro

Resenha: A Livraria Mágica de Paris


Resenha A Livraria Mágica de Paris
Não pude deixar de sentir uma crescente sensação de decepção ao me aprofundar neste livro.

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Monsieur Perdu se considera um “farmacêutico literário”. De seu barco-livraria ancorado no rio Sena, ele prescreve livros para todas as dificuldades da vida. Fazendo uma análise intuitiva dos clientes, Perdu identifica e recomenda o livro perfeito para cada um. A única pessoa que ele parece não conseguir curar através dos livros é ele mesmo: há anos vem sendo assombrado pela desilusão amorosa que sofreu quando a mulher de sua vida desapareceu e o deixou apenas com uma carta. Que ele não conseguiu abrir.

'A Livraria Mágica de Paris' é uma obra de amor aos livros e que fez muito sucesso entre os leitores, com alguns momentos deliciosos, o livro não se tornou um dos meus favoritos, foi difícil para engajar nessa leitura. O que era para ser uma história sobre o poder redentor, sobre a redescoberta, Nina George escreveu um romance cheio de clichês, descrições desnecessárias e personagens pouco convincentes.

O best-seller internacional de Nina George, 'A Livraria Mágica de Paris', é um daqueles livros cheios de enfeite e brilho: Paris, Provence, livrarias charmosas, senhorias excêntricas, amores perdidos, gatos, frases e citações nerds de livros. Mesmo que a escrita de Nina George seja fácil e fluida, a aparência sofisticada da obra, oferece uma leitura artificial e chata em alguns momentos.

'A Livraria Mágica de Paris' é uma história de autodescoberta para o personagem Perdu, mas é difícil torcer pelo personagem. Além de não ter conseguido criar empatia por ele, suas ações não eram realmente punidas pelo autor, embora, para ser justo, também não fossem toleradas.

A partir do momento em que Perdu desatraca o barco da margem do Sena e começa sua viagem para Bonnieux, 'A Livraria Mágica de Paris' ganha um tom de autoajuda, a trama é dominada por frases feitas e desdobramentos completamente previsíveis, o estilo não se encaixa muito bem dentro da proposta do livro.

Ao longo do caminho, outros personagens se juntam ao livreiro, mas eles pouco agregam à história. Max, o escritor jovem com bloqueio criativo, e Cuneo, o italiano em busca de seu grande amor, são caricaturas de viajantes, com tramas tão pouco elaboradas que suas histórias pecam em credibilidade e, em vez de divertir, aborrecem o leitor.

Não pude deixar de sentir uma crescente sensação de decepção ao me aprofundar neste livro. No final, este livro não acabou sendo a história que eu esperava. Com personagens vazios e trechos carregados de melodrama desnecessário, é compreensível o sucesso de 'A Livraria Mágica de Paris', sua ambientação exagerada e sua atmosfera motivacional podem aquecer corações por aí, com certeza as referências bibliográfica do livro vão cativar de vez o leitor. Se o livro fosse um estilo caderno de viagens, 'A Livraria Mágica de Paris' para mim teria sido melhor.

Nota 5

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