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  • Vinicius Monteiro

Rebel Moon Parte 1: A Menina do Fogo Crítica

Rebel Moon Parte 1: A Menina do Fogo Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Quando uma colônia pacífica na orla da galáxia é ameaçada pelos exércitos de um regente tirânico chamado Balisarius, uma jovem sai em busca de guerreiros de outros planetas para enfrentar o exército de invasores que aterrorizam a pacífica colônia onde vive.

 

Crítica: De seu criticado, mas favorito dos fãs, "Sucker Punch" ao seu infame queridinho "Liga da Justiça: Snyder Cut", Zack Snyder não é estranho em bater boca sempre que um de seus filmes se aproxima do lançamento. Seu mais recente trabalho para a Netflix, "Rebel Moon Parte 1: A Menina do Fogo", já gerou discussões sobre um corte de três horas do diretor para dar aos fãs um gostinho alternativo antes da parte 2 chegar à Netflix. Eu acho que não vai precisar.

 

"Rebel Moon Parte 1: A Menina do Fogo" é uma regurgitação manca e sem alma de tropos roubados de filmes muito mais formidáveis. O longa-metragem me levou para um mundo cheio de pesados CGI, personagens clichês, sequências de batalha em câmera lenta (usadas excessivamente) e flashbacks intermináveis projetados para dar clareza a uma história obscura e complicada, que nada mais é, do uma colagem de um monte de outros filmes.

 

Tentar estabelecer um mundo de ficção científica original e envolvente não é tarefa fácil. Zack Snyder erra feio ao se "inspirar" em estéticas de clássicos do gênero como "Star Wars" e "Duna", sem entender a história e as batidas emocionais que tornaram essas franquias mencionadas tão amadas.

 

Embora cada elemento do design de produção e de construção do mundo seja certamente específico, nenhum deles é inspirador ou original. Parece que Zack Snyder simplesmente jogou todos os grandes nomes da ficção científica em um liquidificador e o chamou de "Rebel Moon Parte 1: A Menina do Fogo". Muita atenção é dada à trama e história, mas o diretor se esquece de dar corpo aos personagens que povoam seu universo meticulosamente detalhado.

 

O longa-metragem conta uma história imensamente básica e chata que não é mais profunda ou complexa do que recrutar mocinhos aleatórios para lutar contra bandidos. O filme é monótono e sem inspiração em todos os momentos, "Rebel Moon Parte 1: A Menina do Fogo" não consegue fisgar o espectador cedo, assim, a longa aventura de adicionar novos membros na luta contra o mal é cansativa e excruciantemente entorpecedora.

 

Zack Snyder tem um bom elenco de atores para trabalhar, mas o roteiro do filme os sobrecarrega com uma exposição tão lúgubre que todos acabam soando como um NPC de videogame puramente funcional. O diálogo desajeitado é agravado por edições irregulares que pulam de forma errática os desenvolvimentos narrativos básicos. Tudo isso se agrava quando a história é conduzida por uma personagem muito sem graça e sem carisma.

 

O mundo que Snyder criou é frio, brutal, totalmente desprovido de qualquer tipo de charme, capricho ou excitação. O mais próximo que "Rebel Moon Parte 1: A Menina do Fogo" chega de provocar qualquer tipo de resposta emocional é durante as sequências de combate pesadas e cheias de ação. Embora o filme tenha a promessa de uma sequência no horizonte, é difícil imaginar por que alguém gostaria de se sujeitar a mais duas horas nisso. Rebel Moon Parte 1: A Menina do Fogo Crítica

 

Nota: 4



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