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  • Vinicius Monteiro

Príncipe Caspian Crítica

Atualizado: 13 de out. de 2023


Príncipe Caspian Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Sinopse: Um ano depois os irmãos Lucy (Georgie Henley), Edmund (Skandar Keynes), Susan (Anna Popplewell) e Peter (William Moseley) retornam ao mundo de Nárnia, onde já se passaram 1300 anos desde sua última visita. Durante sua ausência, Nárnia foi conquistada pelo rei Miraz (Sergio Castellitto), que governa o local sem misericórdia. Os irmãos Pevensie então conhecem Caspian (Ben Barnes), o príncipe de direito de Nárnia, que precisa se refugiar para ser procurado por Miraz, seu tio. Decididos a destronar Miraz, o grupo reúne os narnianos restantes para combatê-lo.

Crítica: É difícil de acreditar que as mesmas pessoas que transformaram 'O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa' em um dos melhores filmes de 2005, foram os responsáveis por entregar uma das maiores decepções, essa sequência é exatamente um minuto a mais que seu antecessor, mas é um longa arrastado, sem escala épica e sem espírito.

O filme é baseado em 'O Príncipe Caspian', publicado em 1951, de C. S. Lewis. O longa apresenta alguns toques inspirados da obra original, os quatro principais atores infantis, alguns deles agora jovens adultos, reprisam seus papéis, no entanto, os personagens humanos aparecem como reflexões tardias, que se movem desajeitadamente no emaranhado de narrativas do filme.

Um dos pontos mais fortes das obras literárias, são o desenvolvimento de personagens e suas personalidades muito bem definidas. 'O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa' não fez um bom trabalho referente a isso, mas a sequência 'O Príncipe Caspian' não fez questão alguma de apresentar qualquer profundidade em seus personagens.

'O Príncipe Caspian' tem pouco interesse no personagem e não retrata nenhum conflito moral tremendo. A alegoria cristã, inconfundível da série de livros 'As Crônicas de Nárnia', não pode ser encontrada nesta sequência, no primeiro filme a alegoria foi bem disfarçada, mas ainda era possível enxergá-la. Infelizmente, C. S. Lewis sem o cristianismo simplesmente não é C. S. Lewis.

O diretor Andrew Adamson aparentemente acredita que devemos ficar excitados por multidões de soldados CGI em armaduras brilhantes, mas a ação não é convincente, elas são projetadas para serem elaboradas e deslumbrantes, mas parecem simplesmente sobrecarregadas, barulhentas e exageradas.

Os cineastas pegam uma história de fantasia e a simplificam a ponto de ser apenas um filme de guerra. Não é uma batalha entre o mal absoluto contra o bem absoluto. Pelo contrário, é uma batalha entre o pragmatismo implacável versus o idealismo ineficaz. Há pouca magia real em 'O Príncipe Caspian', este é um filme sobre crianças que vão para outro mundo e passam o tempo todo matando pessoas. Príncipe Caspian Crítica

Nota: 5

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