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  • Vinicius Monteiro

Persépolis Resenha

Atualizado: 21 de abr.

Persépolis Resenha

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.


Sinopse: Marjane Satrapi é uma garota iraniana de 8 anos, que sonha em se tornar uma profetisa para poder salvar o mundo. Querida pelos pais e adorada pela avó, Marjane acompanha os acontecimentos que levam à queda do xá em seu país, juntamente com seu regime brutal. Tem início a nova República Islâmica, que controla como as pessoas devem se vestir e agir. Isto faz com que Marjane seja obrigada a usar véu, o que a incentiva a se tornar uma revolucionária.


Resenha: 'Persépolis' faz uma referência a antiga capital do Primeiro Império Persa fundado por Ciro, o Grande. A história em quadrinhos autobiográfica de Marjane Satrapi, conta a história de uma nação outrora rica e poderosa, mas destruída por décadas de guerra e tirania.


Os traços de 'Persépolis' são em preto e branco e foram desenhados em um estilo bastante simples, que de alguma forma transmitem uma grande profundidade de emoção e peso gráfico. Isso significou que mais ênfase nos personagens e no enredo, ao invés de cores brilhantes e imagens realmente detalhadas. O retrato honesto e nervoso das mudanças que varreram o Irã, contado da perspectiva de uma criança é realçado pelo estilo de desenho ousado, mas minimalista de Satrapi.


O romance de Satrapi é dividido em duas partes. O primeiro narra a infância de uma criança de 10 anos em Teerã devastado pela guerra durante a Revolução Islâmica, o último conta a história de seu retorno ao Irã após a Revolução Islâmica, quando ela frequenta a faculdade, se casa, se divorcia e mais tarde, deserta para a França.


A história em quadrinhos de Satrapi é mais do que apenas um livro de memórias, 'Persépolis' traça o crescimento psicológico e moral de Satrapi. Ela é muito inteligente ao combinar trama política com a escrita de memórias para narrar a história de uma nação que agora é estereotipada por seu fanatismo e terrorismo.


Marji não é uma santa. Ela é uma pessoa completa, tão propensa a modismos, conceitos e egocentrismo quanto qualquer outro. Como personagem, ela provoca frustração e indignação no leitor, bem como risos e lágrimas. O resultado é um retrato totalmente sincero de uma pessoa que leva a situação no Irã a um nível humano identificável. Conforme o livro avança, a voz de Satrapi se transforma, de uma criança inocente em uma adolescente emocional, mais tarde, em uma adulta madura e cansada.


O que 'Persépolis' faz além de dar vida a um país que é considerado "mau", é lembrar que as pessoas precisam respirar, sorrir e viver, onde quer que estejam no mundo. Satrapi é capaz de contar a história política e social de uma nação através do humor, sem ridicularizá-la e também sem cair em qualquer tipo de sensacionalismo ou sentimentalismo. 'Persépolis' é uma autobiografia crua e francamente contada que humaniza uma nação estereotipada pelas ações de seus extremistas.


Nota: 10


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