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  • Vinicius Monteiro

Os Livros Favoritos de Tilda Swinton

Atualizado: há 3 dias

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Katherine Mathilda "Tilda" Swinton é uma atriz britânica vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua performance em Michael Clayton. A atriz é mundialmente conhecida por suas atuações como a Feiticeira Branca na série de filmes 'As Crônicas de Narnia' e como o Ancião no filme 'Doutor Estranho'.


Ao longo de carreira no cinema, Tilda gravitou em torno de uma série de papéis literários que refletem seus gostos ecléticos e artísticos. Amiga de longa data do falecido John Berger, ela escreveu, dirigiu e produziu um documentário sobre o escritor em 2016, que apresentou como atração principal do Dhaka Lit Fest em Bangladesh. Abaixo está uma lista dos livros recomendados por Tilda Swinton.


O Médico e o Monstro

por Robert Louis Stevenson


O tema do “Duplo”, tão caro à literatura do século XIX, tem em “O médico e o monstro” sua expressão mais icônica. A obra, que conta a história de um médico acima de qualquer suspeita que se transforma numa criatura odiosa e amoral, propõe discussões que desafiam alguns dos nossos conceitos mais arraigados. Indo muito além da dinâmica entre o bem e o mal, “O médico e o monstro” nos convida a refletir sobre a real natureza do homem, seu papel na sociedade e a ideia de civilização como força coerciva e condicionante. Nesse jogo entre ser e parecer, a multilateralidade se revela como o aspecto mais basilar do indivíduo. Publicada originalmente em 1886, a obra, que se tornou sucesso instantâneo de público, é ainda hoje um verdadeiro símbolo pop. Continuamente adaptada, citada e reinterpretada, a criação de Robert Louis Stevenson está presente nas mais diversas mídias, do cinema ao desenho animado.



Orlando: uma Biografia

por Virginia Woolf


A trama é centrada no jovem Orlando, um aristocrata que desfruta dos prazeres serenos de uma vida abastada na Inglaterra do século XVI. Acompanhamos sua jornada da adolescência aos trinta anos, entre poemas e paix￵es. Certo dia, em uma viagem a Constantinopla, ele acorda com um corpo de mulher. Partindo desta premissa instigante, a autora nos agracia com um dos romances mais fascinantes do século XX. Escrito para emular um registro biográfico, o romance é um verdadeiro tour de force literário. Enquanto nos guia por quase quatro séculos de narrativa, a Woolf corajosamente atravessa as fronteiras de tempo, gênero e identidade.



Um Tempo de Dádivas

por Patrick Leigh Fermor


A narrativa da viagem a pé de Londres a Istambul de Patrick Leigh Fermor é um texto que transcende o caráter descritivo de paisagens e situações. O autor parte em 1934 pelo interior da Europa, sai menino e chega adulto, descobrindo remanescentes de modos de vida que a Primeira Guerra Mundial destruiu - os impérios alemão, austro-húngaro, russo e otomano. Recolhe mem￳rias, vive intensamente e comp￵e com arte os peças de um mosaico tônico-cultural, recolhidas ora num castelo, ora numa casa de campo humilde, numa reunião de nazistas - já tenebrosos -, num bordel ou mesmo num mosteiro. Considerado junto a Robert Byron o maior autor de prosa de viagem do século XX, essa experiência precoce, uma verdadeira viagem iniciativa, o prepara para uma vida surpreendente cujo legado literário é considerado uma das maiores realizações no gênero em língua inglesa. A primeira edição em português que ora apresentamos é o primeiro de três volumes. Trata-se de um trabalho de tradução e pesquisa de envergadura, complementado por notas que a enriquecem em comparações com as edições originais, pois decifram algumas sofisticadas referências do autor e mesmo o caráter charadístico de certas situaçõ￵es por ele descritas que, passadas várias décadas, poderiam escapar ao leitor.



O Curioso Caso de Benjamin Button

por Francis Scott Fitzgerald


O nascimento de um bebê-aberração mancha a reputação de uma família tradicional – e nem o maior dos privilégios sociais é capaz de livrar os Button dessa desonra. “É ultrajante!", gritou o médico. O que se ouvia no hospital em que Benjamin Button nasceu era tudo menos uma história comum. Na maternidade, havia um recém-nascido, sim, mas não um bebê: Benjamin tinha a pele enrugada, cabelos brancos povoavam sua cabeça, e uma longa barba grisalha corria de seu queixo. Não havia dúvidas: tratava-se de um velho, e um velho que, ao contrário do resto de nós, rejuvenesceu com o passar dos anos. Neste cômico e tocante conto publicado em 1922, antes de seu aclamado romance O grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald já provoca inquietação nos leitores. Mais do que retratar uma família incomum do século XIX, esta história fala da passagem do tempo e de como ela afeta a vida privada.


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