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  • Vinicius Monteiro

O Silêncio da Cidade Branca Crítica

O Silêncio da Cidade Branca Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: O filme é uma adaptação do best-seller de Eva García Sáenz e conta a história do serial killer conhecido como O Assassino do Sono, que assombrou a população de Álva, província que compõe a região do País Basco, na Espanha, há 20 anos. Ele se tornou notório por cometer crimes macabros contra duplas, sempre formadas por um menino e uma menina. As mortes aterrorizaram as pessoas até a prisão e condenação do responsável, um homem chamado Tasio, que se tornou ainda mais conhecido nos anos seguintes por se tornar escritor e ganhar diversos seguidores nas redes sociais. Quando sua saída da prisão está prestes a acontecer, novos assassinatos são cometidos em Álva, repetindo o mesmo padrão do Assassino do Sono, mas desta vez vitimando um casal em torno dos 20 anos. A polícia, suspeitando de um imitador, recruta o detetive Unai Ayala (Javier Rey), que estava afastado do cargo, para resolver o caso.

 

Crítica: ‘O Silêncio da Cidade Branca’ é uma superprodução. O longa também tem muitos planos abertos, câmeras passeando sobre telhados, perseguições por ruas inteiras, enfim, todos os enfeites que um filme de ação possui para encarecer sua produção.

 

O que surpreende mesmo é a direção de fotografia que ressalta os belos cenários de Vitória, no país do Basco. A fotografia fria, esteticamente funciona bem, para criar um ar de suspense e o filme também usa as boas paisagens do cenário em prol da perseguição. A catedral, as procissões e até mesmo ambientações normais, são usadas e funcionam bem na tela. O diretor Daniel Calparsoro encontrou na arquitetura e na claustrofobia um espaço, para criar um filme realmente tenso e angustiante!

 

Para construir a motivação e a assinatura do serial killer, o argumento do filme apresenta fatos históricos bastante particulares de uma Espanha desconhecida ao turista, mesclando eventos culturais marcantes com a religião católica, tão importante para aquele país. 'O Silêncio da Cidade Branca' justifica a escolha de suas vítimas com base na combinação desses elementos e as dispõe em poses que parecem uma pintura renascentista.

 

A base desse longa, é um livro de quase 500 páginas, o que é compreensível entender o motivo pela confusão feita no roteiro, já que deve ter muitas informações e não é uma tarefa fácil escolher o que vai entrar e o que não vai entrar na adaptação. A trama é transformada em um “tour” apressado e acaba perdendo a possibilidade de ser desenvolvido com mais cuidado.

 

Porém o roteiro é um bocado preguiçoso, dando a impressão de perder a paciência consigo mesmo, em vez de construir os personagens e os elementos que insere na história, ele simplesmente os joga na trama, forçando o espectador a aceitar o desenrolar de tudo. A quantidade de subtramas mal desenvolvidas e os personagens com histórias rasas fazem da história mais confusa e cansativa.

 

É o trabalho de direção de Daniel Calparsoro que tem experiência na produção de filmes desse tipo e entrega bons enquadramentos. Mas peca nas cenas de ação que são repetitivas, mal cortadas e sem criatividade. Não é interessante ver um policial correndo atrás de um bandido por diversas vezes só que em ambientes diferentes.

 

O uso de flashbacks para explicar a trama empobrecem muito a história fazendo com que esse vai e volta, passado e presente, entregue um desfecho incoerente. Muita informação que não se conecta e que não faz sentido.

 

Você se amarra num filmezinho de suspense, com policiais investigando o passo a passo, um assassino serial killer à espreita? Então você vai curtir ‘O Silêncio da Cidade Branca’. O filme é fórmula genérica e sem personalidade conduzida por Calparsoro. Mesmo com a premissa interessante, a trama não consegue se desenvolver é difícil se envolver com o protagonista é mais difícil ainda se envolver com a solução dos crimes apresentados no longa.

 

Nota: 5




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