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  • Vinicius Monteiro

O Rio do Desejo Crítica

Atualizado: 9 de mai.

O Rio do Desejo Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Ao se apaixonar por Anaíra (Sophie Charlotte), Dalberto (Daniel de Oliveira) abandona seu trabalho na polícia para o casal começar a viver às margens do Rio Negro, na casa que Dalberto divide com os dois irmãos. Mas, quando Dalberto é obrigado a se arriscar em uma longa viagem rio acima, Dalmo (Rômulo Braga), o irmão mais velho, precisa lutar para controlar a atração que sente pela cunhada. Enquanto isso, Anaíra e Armando (Gabriel Leone), o caçula, também se aproximam. E a volta de Dalberto reúne, sob o mesmo teto, três irmãos apaixonados pela mesma mulher.

 

Crítica: "O Rio do Desejo" é um verdadeiro dramalhão novelesco amazônico com imagens bonitas da região. O filme é baseado no conto “O Adeus do Comandante”, do amazonense Milton Hatoum. O filme é lento no começo, deixando que os personagens afloram os desejos que a trama exige que sejam evocados.

 

A lentidão da trama logo é tomada por uma rapidez de exposição do final. O ritmo do filme é conflitante, assim que o confronto é estabelecido o filme acelera demais. Ao terminar "O Rio do Desejo" tive aquela sensação de que ficou faltando algo.

 

O enredo do longa-metragem nacional se apropria de um tema batido que são os dramas fraternais. Os personagens são parentes diretos em confronto por um reconhecimento, um sentimento e uma paixão. O que me fez pensar em já ter visto essa história antes.

 

O grande conflito, que é a traição entre os três personagens, tem seu tom pintado logo no começo e é apontado em todos os lugares. Nas cores na única roupa pertencente à mãe, a visita ao sítio e a foto onipresente do pai deles, tudo aponta para o grande confronto. Eu achei que isso enfraqueceu muito a trama e a deixou repetitiva também. 

 

Os personagens do longa-metragem se perdem no genérico e sem tridimensionalidade. O trio de atores fazem um bom trabalho juntos, a dinâmica do elenco deixa os sentimentos mais vividos na tela. Sophie Charlotte poderia ter uma personagem com mais profundidade, além de uma mulher a ser conquistada, e atriz conseguiria entregar mais se lhe dessem mais. Daniel de Oliveira e Gabriel Leone dominam as atenções.

 

A fotografia de Sergio Teijillo é bonita, ele soube captar a exuberância da geografia amazônica e sua intensa beleza. Sérgio Machado entrega uma produção que mostra as belezas da Amazônia e sentimentos críveis à flor da pele, mas também entrega um melodrama batido composto por personagens rasos e genéricos.

 

Nota: 5



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