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  • Vinicius Monteiro

Cópias raras de "O Livro Vermelho" de Mao serão vendidas em um leilão

Cópias raras de "O Livro Vermelho" de Mao serão vendidas em um leilão

"O Livro Vermelho", um talismã do maoísmo do século 20, pode ter caído em desuso na China após a Revolução Cultural, mas sua popularidade e história ainda é interessante entre os colecionadores.


Cópias raras de "O Livro Vermelho" de Mao serão vendidas em um leilão

O livro, oficialmente intitulado "Citações do Presidente Mao Tsé-Tung", recebeu o nome "O Livro Vermelho" devido à capa vermelha brilhante de edições produzidas em massa. Uma versão de protótipo raro está prestes a ressurgir em uma venda por uma casa de leilões de artefatos do oeste de Londres onde deve arrecadar mais de £ 30.000 (R$ 188.196,00).


"Citações do Presidente Mao Tsé-Tung" é uma coletânea de citações do presidente da República Popular da China Mao Tsé-Tung, com o intuito de difundir o seu pensamento e educar ideologicamente a sociedade chinesa. Foi organizado por Lin Piao, ministro da Defesa de Mao. O livro possui 33 capítulos. Os seus tópicos abordam a ideologia de Mao, conhecido no Ocidente como Maoismo ou, oficialmente, como "Pensamento de Mao Tsé-Tung". Inicialmente publicado na China, teve distribuição internacional após abril de 1964.





Durante os anos 60, o livro era um ícone importante na cultura da China, tão visto quanto a imagem de Mao. Em cartazes e quadros criados pelos artistas de propaganda do PCC, Mao era muitas vezes visto com uma cópia do livro na mão dele. Depois do fim da Revolução Cultural, em 1976, e a subida ao poder de Deng Xiaoping em 1978, a importância do livro diminuiu consideravelmente.


Cópias raras de "O Livro Vermelho" de Mao serão vendidas em um leilão

As cópias raras serão vendidos pela Chiswick Auctions, em nome de Justin Schiller, um livreiro americano. Apesar do fato de que cerca de um bilhão ou mais de cópias do "O Livro Vermelho" foram impressas, raras edições iniciais muitas vezes obtêm preços altos. No ano passado, uma primeira edição foi vendida por mais de US$ 10 mil (R$ 49.501,00) nos EUA.


Muitos itens de sua coleção - que ocupam 15 cômodos de sua casa no norte do estado de Nova York - foram obtidos quando um comerciante especializado em Pequim lhe vendeu toda a sua loja por US$ 40 mil a conselho de uma cartomante no início dos anos 2000, disse Schiller. Foram necessários três contêineres - enviados de diferentes portos ao longo de várias semanas para evitar o escrutínio das autoridades chinesas - para transportá-los de volta aos EUA. "Agora, o governo chinês nunca permitiria isso", disse Schiller. "Eles entendem muito bem a própria história."



Justin Schiller disse que algumas casas de leilão maiores estavam cautelosas em vender essas coleções por medo de ofender o governo chinês. Em 2009, a Christie's foi criticada por Pequim por leiloar duas esculturas chinesas, originalmente saqueadas de um palácio chinês durante a guerra do ópio, em nome do falecido estilista Yves Saint Laurent. A Chiswick Auctions limitou sua comercialização na China para este leilão, mas disse que alguns compradores baseados lá registraram interesse.



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