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  • Vinicius Monteiro

O Irlandês Crítica

O Irlandês Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Conhecido como "O Irlandês", Frank Sheeran é um veterano de guerra cheio de condecorações que concilia a vida de caminhoneiro com a de assassino de aluguel número um da máfia. Promovido a líder sindical, ele torna-se o principal suspeito quando o mais famoso ex-presidente da associação desaparece misteriosamente. Baseado no livro de 2004, 'I Heard You Paint Houses' de Charles Brandt.

 

Crítica: Muito do DNA de 'O Irlandês' será familiar para qualquer pessoa com um conhecimento ainda superficial do trabalho anterior de Scorsese. É sobre assassinato e a máfia; possui voice-over e melodias retro estimulantes. Há muito em 'O Irlandês' que evoca os primeiros trabalhos de Scorsese, desde a maneira como os personagens falam, agem e se vestem até as ocasionais explosões de violência sangrenta.

 

O filme tem a maturidade da perspectiva de um homem mais velho, um olhar voltado para uma vida plena. É animado, irônico e muito engraçado, mas às vezes também parece uma confissão, um pedido de graça, não apenas de seu protagonista, mas do próprio cineasta.

 

Estimado em mais de R$160 milhões, boa parte desse orçamento foi gasta na redução do envelhecimento da tecnologia gráfica, o que significa que os atores mais velhos envolvidos também poderiam interpretar a si mesmos no passado. Parecia uma ideia extravagante, com ramificações potenciais enervantes para o entretenimento filmado.

 

Na prática, essa magia misteriosa do computador não é tão grotesca quanto poderia ser, nem é tão perceptível. Os rostos de De Niro e Pesci são suavizados até a meia-idade em grande parte do filme e há um certo constrangimento aí, especialmente quando o movimento de seus corpos septuagenários funciona de forma tão incongruente sob suas cabeças de aparência mais jovem.

 

Em seu primeiro ato, o filme pode ser tedioso, porque dá pouca indicação de por que exatamente estamos assistindo esses homens fazerem suas coisas diferentes do que Scorsese acha que deveríamos ser. O longo tempo de execução significa que as cenas têm mais espaço para respirar do que estamos acostumados a ver, eles poderiam ter cortado alguns dos diálogos ou cenas, mas o filme não cai na chatice.

 

Os minutos finais de 'O Irlandês' contrastam fortemente com o início do filme, porque é assim que nossas vidas se desenrolam. O que importa no final é quem amávamos e como os amávamos e se os tratamos como se fossem importantes.

 

Nota: 9




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