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  • Vinicius Monteiro

O Homem nas Trevas 2 Crítica

O Homem nas Trevas 2 Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS

 

Sinopse: A sequência se passa anos após a primeira invasão; quando Norman Nordstrom vive isolado na tranquilidade de sua residência até que os pecados do seu passado voltam para cobrar seu preço.

 

Crítica: 'O Homem nas Trevas 2' é uma sequência que não parece entender o que tornou o primeiro filme interessante. No primeiro, alguns jovens ladrões invadiram a casa de um cego pensando que o resultado seria fácil. Infelizmente para eles, o cego era uma espécie de máquina de matar imparável. Ele não pode ver, mas todos os seus outros sentidos estão aguçados e ele os usa para  assassinar pessoas brutalmente.

 

O cego, Norman Nordstrom não é mais um personagem misterioso. O público já conhece seus crimes, Lang é uma presença física efetivamente imponente, mas seu personagem continua sendo um problema que o filme não é capaz de resolver. Um estuprador é menos perverso se cuida de cachorros? Um sequestrador é menos malvado se cuidar de quem sequestrou?

 

A resposta para todas essas perguntas é um óbvio não, mas talvez um filme mais inteligente tivesse sido capaz de peneirar essa obscuridade moral e sair do outro lado com um final menos adequado do que este. O personagem não é somente um cego imperfeito e limitado, mas em 'O Homem nas Trevas 2' ele se torna quase que um super herói, o que tirou toda a graça do filme.

 

Existem alguns truques cinematográficos que funcionam bem aqui, proporcionando uma experiência cinética, desorientadora e taciturna. A câmera segue de perto a ação, girando e girando enquanto as pessoas voam pelas janelas, caem das escadas e perseguem umas às outras por portas e corredores escuros como breu.

 

A cinematografia também é capaz de construir aquela tensão característica que tornou o primeiro filme tão eficaz. A câmera está sempre estrategicamente posicionada para revelar ao espectador quem está na sala e o que está para acontecer, enquanto os próprios personagens não têm ideia do que esperar. Isso funciona em conjunto com o design de som do filme, que é capaz de equilibrar cuidadosamente o uso do silêncio com uma trilha sonora dramática.

 

Ao combinar essas escolhas de estilo com uma narrativa substantiva prova ser um ato de equilíbrio desafiador para o diretor estreante Rodo Sayagues. Ele se esforça para criar um vínculo emocional entre nós e os personagens, mas ele não consegue atingir esse objetivo.

 

Em vez de solidificar os tipos de conexões de que precisa para sustentar seus 90 minutos de duração, 'O Homem nas Trevas 2' depende de diálogos desajeitados, personagens subdesenvolvidos e uma série de escolhas previsíveis. No terceiro ato, as reviravoltas reveladas parecem mais piadas de mau gosto do que pontos de trama que aumentam a tensão.

 

Mesmo que o sangue derramado e a violência seja copiosa, a falta de credibilidade que conduz a decisão de cada personagem deixa as coisas um pouco vazias. 'O Homem nas Trevas 2' não é uma boa sequência, o longa prova que nem sempre precisamos de uma continuação.

 

Nota: 5



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