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  • Vinicius Monteiro

O Campeão (1931) Crítica

O Campeão 1931 Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Andy Purcell é um ex-campeão de boxe alcoólatra e decadente que vive viajando com seu filho Dink. Apesar dos problemas, eles se adoram. Eles reencontram Linda, ex-mulher de Andy e mãe de Dink, que abandonou o garoto quando bebê e agora o quer de volta. Andy se recusa a entregá-lo, mas depois de perder dinheiro em corridas de cavalos e ser preso por uma briga de bar, ele conclui que o filho estará melhor com a mãe.

 

Crítica: Desde suas primeiras incursões na narrativa de histórias, o cinema deixou uma coisa bastante clara: os homens têm que ser durões. Há pouco ou nenhum espaço para sensibilidade no mundo masculino. O cinema sempre tratou os melodramas com algo feminino e sempre ignorou a existência do vínculo terno e belo entre pai e filho que raramente é retratado no cinema até hoje.

 

Tonalmente falando, 'O Campeão' é uma bagunça, vacilando entre os gêneros não se firmando por completo. Cada momento que Jackie Cooper compartilha com Wallace Beery é adorável, mas Vidor tem um olho perfeito para o melodrama. É um filme que captura a sensação de tentar encontrar a felicidade mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo que não encontre o equilíbrio tonal perfeito, o filme consegue mexer com seu coração.

 

Não há nada datado em 'O Campeão' e isso é fantástico, já que boa parte dos filmes da mesma época não se encaixam mais hoje em dia. O mundo ainda adora boxe, jogos de azar e corridas de cavalos. Ainda temos problemas de alcoolismo e pobreza. O que faz 'O Campeão' se destacar acima de todos os outros, é o seu foco na relação profunda entre um homem e seu filho.

 

Jackie Cooper, que havia mostrado muito talento em 'Skippy' um ano antes, desempenha o papel de garoto desagradável muito bem, sua atuação faz qualquer telespectador entender o porquê de sua postura. Seu Dink é alegre, amoroso e esperto de uma maneira que as crianças provavelmente nunca mais serão.

 

No entanto, não há como negar o quão absolutamente devastador é o final do filme. Com todos aqueles momentos em que você tem Jackie Cooper admirando seu pai, tudo é muito mais difícil considerando seu ponto de vista ingênuo. Mas como Vidor coloca isso no centro de 'O Campeão', é ainda mais poderoso para isso.

 

Enquanto muitos filmes vieram depois que exploraram o território emocional da relação parental e como a masculinidade tradicional pode realmente fraturar a identidade ou o senso de identidade de um homem em comparação com o que ele sente, 'O Campeão' é um dos primeiros filmes a identificar o valor dessas coisas. Essas são discussões complexas e na maioria das vezes ignoradas.

 

Nota: 9



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