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  • Vinicius Monteiro

Livre Crítica

Livre Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Após a morte de sua mãe, um divórcio e uma fase de autodestruição repleta de heroína, Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) decide mudar e investir em uma nova vida junto à natureza selvagem. Para tanto, ela se aventura em uma trilha de 1100 milhas pela costa do oceano Pacífico.

 

Crítica: 'Livre' é um filme biográfico que é visualmente envolvente e emocionalmente atraente. É difícil livrar-se do sentimento de ambição cuidadosa que mantém tudo avançando de forma tão organizada. Reese Witherspoon assume o papel de Cheryl Strayed, espiritualmente destroçada e caminhando pela Pacific Crest Trail durante o verão de 1995, com as garras de um falcão procurando uma presa abaixo.

 

Reese Witherspoon é uma excelente atriz, isso sem dúvida, mas sua personagem tem muitas camadas e nuances e ela não anda entrega o que sua personagem precisa. Cheryl é viciada em heroína, traidora e procura no sexo uma forma de se sentir amada, Witherspoon não consegue fazer nenhuma dessas coisas de forma persuasiva.

 

Quando Cheryl está na trilha à procura de perdão pelos seus pecados e procurando se curar, ela fumega com o equipamento de acampamento defeituoso ou se atrapalha com sua mochila gigantesca como um pastelão profissional, nesse momento a atriz convence.

 

O roteiro de Nick Hornby e a edição de Vallée unem o passado e o presente em uma trama complexa fácil de acompanhar. Os flashbacks são dominados por Laura Dern, que interpreta Bobbi a mãe sofredora, mas implacavelmente otimista de Cheryl, cuja disposição alegre contrabalança Cheryl. Dern a interpreta de forma tão brilhante que a trágica partida de Bobbi é dolorosa .Infelizmente, Dern não é o personagem principal do filme.

 

Os flashbacks me causaram um certo desconforto, Reese Witherspoon não convence com filha Laura Dern, as duas parecem ter a mesma idade! A produção deveria ter escolhido uma atriz mais jovem para interpretar a jovem Cheryl, ficou muito estranho.

 

Há um outro momento estranho no filme, uma raposa aparece durante o filme, enquanto Cheryl está fazendo sua trilha. O animal tem uma simbologia ele tem um significado figurado, já que o filme nos fez entender que essa raposa está no imaginário de Cheryl. Nenhum problema até agora, a única questão é que o CGI é péssimo, estragando totalmente a experiência do filme, é bizarro.

 

Há uma excelente chance de você sair deste filme e comprar seu próprio par de botas. Vallée e o cinegrafista Yves Bélanger capturam o incrível imediatismo do cenário do livro de maneira tão bela que nunca duvidamos de seus poderes transformadores. Os desertos e montanhas ao longo dos quais Cheryl caminha oferecem vistas deslumbrantes, enquanto o diretor de fotografia Yves Bélanger tira proveito de sua perfeição de cartão-postal.

 

'Livre' é uma história comovente, envolvente e profundamente sincera, ambientada em um dos cenários mais magníficos do planeta, apesar de uma típica história de queda e redenção com algumas escolhas infelizes, o filme cativa e arrebata para dentro da vida de Cheryl.

 

Nota: 8


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