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  • Vinicius Monteiro

Kong: A Ilha da Caveira Crítica

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Esse texto pode conter possíveis SPOILERS

 

Sinopse: Dois aviões, um americano e outro japonês, são abatidos em pleno combate aéreo. Os pilotos sobrevivem, chegando a uma ilha desconhecida no Pacífico Sul. Lá eles dão continuidade à batalha, sendo surpreendidos pela aparição de um macaco gigante: Kong. Em 1973, Bill Randa tenta obter junto a um político norte-americano a verba necessária para bancar uma expedição à tal ilha perdida. Ele acredita que lá existam monstros, mas precisa de provas concretas. Após obter a quantia, ele coordena uma expedição que reúne militares, liderados pelo coronel Preston Packard, o rastreador James Conrad e a fotógrafa Mason Weaver.

 

Crítica: 'Kong: A Ilha da Caveira' aparenta ser um mashup sem entusiasmo de “Jurassic Park” e “Apocalypse Now” e alguns empréstimos visuais de “Miss Saigon”. Não chega nem perto do poder do King Kong original ou mesmo do remake de Peter Jackson. Pelo título do filme você já pode perceber uma certa confusão, sem saber se é o macaco que é a estrela ou talvez a própria ilha, fervilhando de animais enormes, assustando os humanos do tamanho de um devedor que precipitadamente ousou entrar neste domínio.

 

O filme revela a aparência física do macaco muito cedo, explodindo o suspense, o macaco é repetidamente revelado e anti-clímax. A presença dramática do próprio Kong é também um pouco confusa. O filme tenta torná-lo a divindade nobre e selvagem da ilha, o mocinho peludo, em oposição aos enormes lagartos vilões que correm pelo local, mas são controlados pelo poderoso Kong. 

 

A relação bela e fera que sempre é questionável nos filmes de Kong, aqui Brie Larson é a nova queridinha do macaco, mas a relação entre eles não é tão profunda como em 'King Kong' de 2005 e é muito mais respeitosa que todas as versões, adestraram o macaco Kong a não cruzar a linha com as garotas nessa nova versão.

 

O foco da narrativa está em todos os lugares, o roteiro aqui parece que foi reescrito, com quase todo o humor e nuances lançados para garantir que funcione em todos os territórios possíveis. Quase que imediatamente, nossa atenção se divide para diversos lados e caminhos na trama.

 

O elenco é grandioso e talentoso, mas não há muito o que fazer aqui, o roteiro e a direção oferecem personagens muito rígidos e sem muita personalidade. 'Kong: A Ilha da Caveira' também é algo bastante previsível. Um terço do filme, até um macaco é capaz de adivinhar quais personagens viverão e quais se transformarão em comida de monstro, mas isso não diminui muito a diversão de tudo.

 

O filme começa bastante promissor, com uma premissa animada, visuais vivos, autores como Samuel L. Jackson e John C. Reilly, que sabem entreter, e um Kong envolvente. No final, porém, ele evoluiu para um formato de "todos os monstros o tempo todo", que privilegia o grotesco, sobretudo o mais, incluindo o próprio macaco grande. História e alma nunca serão reis na Ilha da Caveira, mas poderiam ter se saído melhor do que isso.

 

Nota: 6



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