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  • Vinicius Monteiro

Jovens privados de liberdade leem mais HQs revela estudo

Atualizado: 22 de fev.

Jovens privados

Censo de Práticas de Leitura no Sistema Socioeducativo mapeou hábitos de 11.933 adolescentes em todo o Brasil. As histórias em quadrinhos são o gênero preferido entre os jovens privados em atendimento nos centros de medidas socioeducativas privativas de liberdade brasileiros (locais responsáveis por receber os jovens em conflito com a lei).


Ao todo, foram mapeados 11.933 adolescentes, sendo a maioria deles (51,24%) na região sudeste. Em todas as regiões, 4,5% são meninas e 95,5%, meninos. Os tipos de atendimento nas unidades são internação (158), internação provisória (63), semiliberdade (111) e mais de um tipo de atendimento (118). Para 38,9% deles, as HQs são o tipo de leitura mais buscado. Os romances (23,3%) são o segundo gênero preferido, e as biografias (1,2%) e cordéis, os menos curtidos.


Entre os 11.933 jovens mapeados, 57,2% são pardos, 24,3% são brancos, 17,8% são pretos, 0,4% são indígenas e 0,3%, amarelos. Não constam informações de quesito raça/cor/etnia de 1.939 adolescentes da amostra total, ou seja, de 16%. Completaram entre o 6º e o 9º anos do Ensino Fundamental um total de 38% dos jovens em restrição ou privação de liberdade, enquanto 2% são não-alfabetizados.


A média nacional de obras literárias disponíveis para leitura por adolescente é de 18,1. O estado com mais obras per capita é o Acre, com 51,6. São Paulo tem 30,4, enquanto Pernambuco apresenta a pior média, com 2,8 livros por jovem atendido.


Para 63% das unidades analisadas no censo, o PIA (Plano Individual de Atendimento) é impactado positivamente pelas atividades de leitura que acontecem lá. Entre estas atividades estão aulas sobre obras literárias (30%), oficinas de leitura (37%), clubes de leitura ou rodas de leitura (42%), leituras compartilhadas (54%) e leituras individuais (96%), entre outras.


Os jovens em privação de liberdade que se interessam pelos livros podem usar espaços próprios para leitura em 90% das unidades, 56% delas têm bibliotecas. Destas que possuem um acervo com livros e revistas para os adolescentes, 86% pensam em projetos que estimulem o interesse e o contato com as publicações. Este número cai para 72% nas unidades sem biblioteca. A pesquisa mostrou que a capacidade média destas bibliotecas é de 5,1 pessoas, enquanto as salas de leitura das unidades socioeducativas têm capacidade para 5,9 pessoas.


O estudo foi realizado por pesquisadoras e pesquisadores vinculados à Universidade Católica de Pelotas, em 450 unidades socioeducativas de meio fechado de todos os estados do país. O Censo de Práticas de Leitura no Sistema Socioeducativo foi feito com uma metodologia de três etapas: foram aplicados questionários online em 450 unidades socioeducativas (99,3% do sistema), depois os pesquisadores conduziram entrevistas online com gestores e colaboradores dos projetos de leitura nas unidades, e por fim foram feitas entrevistas presenciais com adolescentes e jovens em restrição e privação de liberdade.


Fonte da matéria aqui e aqui.

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