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  • Vinicius Monteiro

Jovens Bruxas (1996) Crítica

Jovens Bruxas (1996) Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS

 

Sinopse: Uma jovem se muda de São Francisco para Los Angeles para começar uma nova vida. Lá conhece três alunas do colégio onde estuda que se dedicam ao ocultismo e à magia (tanto que têm a fama de bruxas entre seus colegas). Quando as quatro fazem amizade e começam a praticar magia juntas, desencadeiam um poder que foge do controle, gerando trágicas consequências.

 

Crítica: Com uma premissa bem bacana, você pode achar que um filme sobre bruxaria adolescente proporciona pelo menos uma pitada de empolgação, mas 'Jovens Bruxas' tem todas as emoções de um passeio no supermercado. Apesar dos esforços heroicos de quatro jovens atrizes promissoras nos papéis principais, o filme é uma bagunça: tramado de forma tão incoerente que a tensão dramática não tem chance de crescer.

 

O início de 'Jovens Bruxas' é intrigante, mas antes que a confusão possa começar, o co-roteirista e também diretor Andrew Fleming precisa justificar toda a bagunça de seu enredo mostrando, bruxa por bruxa, como suas vidas são péssimas. Rochelle (Rachel True) é uma afro-americana cercada por cruéis garotas brancas; Nancy (Fairuza Balk) vive em um trailer com uma mãe alcoólatra e seu namorado abusivo; Bonnie (Neve Campbell), está coberta de cicatrizes de queimaduras como resultado de um acidente na infância; e Sarah (Robin Tunney) que ainda sofre os efeitos da morte de sua mãe no parto e de sua própria tentativa de suicídio.

 

Bem elas tem a total razão de serem más e fazerem maldade com quem as maltrata, mas os cineastas não têm coragem de injetar um senso de sátira nos procedimentos sombrios. Ou mesmo divertido para esse assunto. No momento em que o confronto inevitável chega entre a boa bruxa Sarah e a bêbada de poder Nancy, o filme já está tedioso.

 

Após o seu começo promissor como uma comédia negra, o filme gradualmente sucumbe à sua maquinaria complicada de efeitos especiais. Os efeitos especiais aqui estragam demais a experiência, mas os efeitos práticos eu curti, a cena dos insetos saindo dos buracos é nojenta, ou mesmo as queimaduras de Bonnie se descascando, são muito bem feitas e produzidas.

 

'Jovens Bruxas' tinha potencial, mas aqui as personagens são lavadas para caminhos duvidosos neste enredo mal montado. O filme não consegue decidir se as jovens bruxas são pessoas más ou apenas vítimas de maus-tratos. Em um momento, elas mostram sentimentos de remorso, logo em seguida estão tentando se matar. Os cineastas mostram hipocrisia ao primeiro retratar essas meninas como heroínas feministas e livres, depois voltando para a fantasia adolescente cafona.

 

'Jovens Bruxas' sofre um pouco por falta de imaginação. O filme se inclina muito na direção do terror e dos efeitos especiais, quando poderia ter sido mais divertido fazer uma comédia satírica sobre adolescentes. Ainda assim, com a suspensão adequada da descrença, 'Jovens Bruxas' torna-se um absurdo agradável. Apesar de todos os seus esforços e problemas, a história nos deixa mais incomodados do que enfeitiçados.

 

Nota: 6



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