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  • Vinicius Monteiro

Jogador N°1 Crítica

Jogador N°1 Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Num futuro distópico, em 2044, Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir. O filme é baseado no romance de 2011 de mesmo nome escrito por Cline.

 

Crítica: 'Jogador N° 1' surge em meio ao que mais pode dar certo no mundo dos filmes e séries, a nostalgia dos 80 e 90. É desanimador que o filme seja um pouco mais do que o equivalente cinematográfico de um mashup de cultura pop, que leva ícones estimados de filme e os reveste em CGI espalhafatosos enquanto os joga desajeitadamente uns contra os outros como uma criança brincando com bonecos de ação.

 

Não diferente da internet real, o OASIS permite que seus usuários sejam alguém ou qualquer coisa que queiram ser, seja um personagem de histórias em quadrinhos (Batman) ou filmes (Buckaroo Banzai) e videogames (Mortal Kombat ), ou apenas uma versão melhor de si. Os personagens do filme só são interessantes quando estão fora do mundo virtual ou em momentos de ação dentro do jogo, tudo além disso é superficial e sem profundidade.

 

Há certos momentos do filme em que alguns personagens secundários morrem e nem mesmo os personagens de seus arcos se importam com as mortes. Depois das mortes, é jogado um pouco de suspense e ação e rapidamente esquecemos que pessoas acabaram de morrer de uma maneira fatal. A construção dos personagens são bem previsíveis, o romance, os avatares que representam aquilo que gostariam de ser na vida real e por aí vai... O filme é cheio de clichês em seu roteiro, o que deixou o filme bem pobre.

 

Steven Spielberg nos apresentou personagens icônicos como ET e Indiana Jones, e nos deu imagens indeléveis e impressionantes de tubarões monstruosos e enormes dinossauros. Como um dos mais prolífico diretor de nosso tempo, Spielberg inspirou várias gerações de fãs de cinema e inúmeros cineastas, muitos dos quais reverenciam seu trabalho. Sua decisão de dirigir 'Jogador N° 1' é questionável, um filme com uma trama quase que inteiramente baseada somente em referências e mais referências culturais pop, nem parece que este filme foi dirigido por Steven Spielberg.

 

O filme é um típico filme de jornada dos heróis. Os efeitos especiais e o mundo virtual é muito bem construído e bem feito, o contraste do virtual e o real é gritante e isso é bonito visualmente quando se assiste ao filme. Mas o filme só se garante nas referências culturais do mundo pop e da nostalgia dos 80 e 90, ele não consegue ser nada além disso, somente um bom filme com ótimas referências.

 

Se você gosta de nostalgia, referência da cultura pop e videogame, você vai gostar muito de 'Jogador N° 1'. Um ótimo filme para entreter e divertir, mas está longe ser o melhor filme, e principalmente, longe ser o melhor filme de Spielberg.

 

Nota: 6




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