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  • Vinicius Monteiro

Intolerância Crítica

Intolerância Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: O filme mostra quatro histórias que contam casos de intolerância: na Babilônia; na França, durante o massacre da noite de São Bartolomeu; na Judéia, na época da crucificação de Cristo; e nos Estados Unidos na época em que o filme foi realizado, sendo que as histórias são interligadas pela dramatização de um poema de Walt Whitman.

 

Crítica: Essencialmente um produto da era vitoriana, D.W. Griffith foi o primeiro grande diretor da América, e 'O Nascimento de uma Nação' (1915) e 'Intolerância' (1916) representaram um salto para a nova arte do século XX. Valendo-se de todas as técnicas à sua disposição, o diretor trouxe um novo escopo e escala ao cinema.

 

A abordagem temática da era vitoriana não funciona mais, isso pode afastar muitos dos cinéfilos de hoje, mas a poesia visual é avassaladora, especialmente nas cenas de multidão. O uso excelente do cross-cutting pode deixar muitos cineastas atuais com inveja. O uso da ação para gerar suspense, cria um clímax que poucos filmes hoje não conseguem obter.

 

Quatro das histórias contadas em 'Intolerância' são: uma citação de Walt Whitman ('Fora do berço, balançando sem parar'). 'O Nazareno' é estrelado por Bessie Love, 'A História Medieval' envolve o massacre dos huguenotes no dia de São Bartolomeu em 1572, 'A Queda da Babilônia' apresenta Constance Talmadge, Elmo Lincoln, Seena Owen, Tully Marshall e cenários impressionantes, e 'A Mãe e a Lei' é uma emocionante história contemporânea estrelada por Mae Marsh e Robert Harron.

 

Enquanto alguns contos são menos substanciais e servem quase exclusivamente a propósitos alegóricos, 'A Queda da Babilônia' narrando padres rejeitados e o drama de um homem tentando evitar a forca, são totalmente emocionantes. Os cenários incríveis e os valores de produção luxuosos falam muito.

 

'Intolerância' mostra a coragem da antiga Hollywood. No conto que passa na Babilônia de 539 a.C., o erotismo é desenfreado, o período é retratado impressionantemente de maneira espetacular, com um cenário absurdamente gigantesco e exuberante. O longa-metragem também mostra o que Hollywood perdeu quando mais tarde se curvou à censura do Código Hays.

 

D.W. Griffith projeta os quatro contos para mostrar que a intolerância, em várias formas, existiu em todas as épocas. Três das exemplificações são baseadas em fatos históricos, a quarta, 'A Mãe e a Lei', é um melodrama de golpe poderoso que ainda pode causar um efeito até hoje.

 

A opinião crítica sobre o valor desse clássico foi dividida por quase um século, com Griffith sendo aclamado como um visionário. Quaisquer que sejam suas glórias e falhas, 'Intolerância' continua sendo um marco na arte e entretenimento cinematográficos. Pode parecer falho de várias maneiras para algumas pessoas, mas este é um cinema monumental e essencial para os verdadeiros entusiastas do cinema.

 

Nota: 9



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