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  • Vinicius Monteiro

Graciliano Ramos entra em domínio público

Graciliano Ramos entra em domínio público

Graciliano Ramos tem sua obra inteira disponível em domínio público, inclusive obras inéditas nunca publicadas. Segundo a lei brasileira, os herdeiros de um escritor detêm plenos direitos sobre sua obra apenas nos 70 anos que se seguem à sua morte. O autor responsável pela aclamada obra "Vidas Secas" morreu em 1953, desde o último dia 1º de janeiro qualquer pessoa tem direito de imprimir e vender a sua própria edição.


Graciliano Ramos, que era sucesso de crítica, começou com a editora Martins na década de 1960 e depois se consolidou na Record, que o edita desde 1975 e foi responsável pela comercialização de cerca de 2 milhões de cópias de "Vidas Secas" até aqui.


Com a obra do escritor alagoano oficialmente em domínio público, editoras preparam novas edições de clássicos e textos inéditos. Uma obra inédita do autor será publicada intitulada de "Os Filhos da Coruja", de 1923, que sai pela primeira vez em livro pela infantojuvenil Baião, da editora Todavia. A Companhia das Letras também prepara novas edições, que começam a sair em fevereiro pelo selo Penguin. "Angústia", "Vidas secas" e "São Bernardo" são os primeiros. Ainda este ano, também está previsto "Memórias do Cárcere".


A família de Graciliano Ramos afirma que mantém o contrato com a Record até 2029. Uma das grandes preocupações da entrada em domínio público do conjunto da obra do autor, segundo os familiares, relaciona-se com a manutenção da sua integridade e o respeito à vontade do criador.

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