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  • Vinicius Monteiro

Enola Holmes Crítica

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Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Enola Holmes é uma menina adolescente cujo irmão, 20 anos mais velho, é o renomado detetive Sherlock Holmes. Quando sua mãe desapareceu, a menina inicia uma investigação para descobrir o paradeiro dela, ao mesmo tempo em que precisa ir contra os desejos de seu irmão, Mycroft, que quer mandá-la para um colégio interno só de meninas. A caminho de Londres, ela conhece um lorde fugitivo e passa a desvendar quem pode estar atrás do garoto e que quer impedir que uma importante reforma política inglesa aconteça.

 

Crítica: “Enola Holmes” sofre de um enfoque dividido e de uma falta de urgência nos objetivos de sua heroína. Enola está em uma missão para encontrar sua mãe, mas não importa muito se ela a encontrará hoje ou amanhã. No trem para Londres, ela conhece um jovem lorde (Louis Partridge), e quando os dois se separam, ela começa a procurá-lo. Agora ela está procurando por duas pessoas e não importa se ela encontrar alguma.

 

Seria divertido se Enola fosse tão brilhante quanto Sherlock, na verdade eu queria ela muito mais inteligente que Holmes, mas o filme não oferece oportunidades para a personagem principal demonstrar seu brilho. Nessa versão da Netflix, as deduções de Enola são indiferentes, a única razão pela qual sabemos que Enola é talentosa é porque o filme insiste com anagramas decodificadores que a personagem tem conhecimento.

 

Que tal se o filme mostrasse um lado diferente de Sherlock? Eles encontram a estrela de cinema Henry Cavill para interpretar Sherlock e não dão a ele absolutamente nada com que trabalhar. Ele se senta passivamente na cadeira, ocasionalmente levantando uma sobrancelha apenas para nos avisar que ele não está morto.

 

Millie Bobby Brown interpreta Enola com energia animada e genericamente corajosa, contrastando com o maçante Sherlock de Cavill. As emoções de Enola são claramente telegrafadas em linguagem corporal e expressões exageradas, fazendo com que a performance de Brown pareça mais adequada para um palco.

 

Sem muito mistério para resolver, a jovem Holmes parece mais uma Mulher Maravilha de nível júnior do que uma detetive. O mais legal do universo de Sherlock Holmes são os mistério e a resolução insanamente inteligente de resolvê-los, essa versão da Netflix não captou essa essência. As cenas de ação são legais, mas faltou mistério, o que me deixou desapontado.

 

O filme claramente posiciona Enola como uma “mulher selvagem e perigosa”, como sua mãe é caracterizada desde o início. Um problema é que a própria Eudoria quase não existe além dessa descrição, aqui o filme sofre com o discurso feminista forçado entrelaçado na construção de suas personagens.

 

O roteiro visa um apelo radiante, mas muitas vezes, a moral alegre te atinge a cabeça como uma tonelada de tijolos, com cada frase de efeito e olhar provocador para a câmera. A trilha sonora é exuberante e excessivamente séria. O filme é distintamente inglês, com sua atmosfera de Londres vitoriana e sua ideia da Inglaterra como uma terra de encantamento. É realista nos detalhes e ainda assim tem um ar fantástico.

 

Bem intencionado, embora às vezes carente de sutileza, “Enola Holmes” oferece um lembrete fino e animado de que uma história tradicional sempre pode ser recontada. “Enola Holmes” é superficial, pouco inteligente, cínico e lá no fundo é um pouco sentimental.

 

Nota: 5


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