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  • Vinicius Monteiro

Diga Quem Sou Crítica

Atualizado: 25 de abr.

Diga Quem Sou Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Alex Lewis de 18 anos, acordou de um acidente de motocicleta e descobriu que sua memória havia sumido completamente. Tudo o que Alex sabia era que seu gêmeo Marcus era seu irmão e que ele podia confiar em Marcus enquanto construía sua vida. Mas Marcus estava escondendo algo. 'Diga Quem Sou' da Netflix é um documentário quase inacreditável sobre um segredo obscuro.

 

Crítica: Alex e Marcus escreveram sobre sua experiência em um livro de 2013 com o mesmo nome, mas deixaram muitos detalhes vagos sobre o que realmente aconteceu em suas vidas. 'Diga Quem Sou' vai além do livro, forçando um confronto em seu terceiro ato.

 

O assunto de 'Diga Quem Sou' é duplo: a busca de Alex para descobrir quem ele realmente é, e a luta de Marcus para saber se ele deveria contar ao irmão toda a extensão do trauma que sofreram quando crianças. O filme primeiro apresenta a história do acidente e a recuperação de Alex, permitindo que os dois irmãos contassem o que aconteceu separadamente.

 

Marcus reintroduziu Alex para sua mãe, seus amigos, durante toda a sua vida. Anos mais tarde, depois que Alex teve tempo para se aproximar de sua família novamente, sua mãe morreu. Enquanto vasculhava sua casa, Alex começou a suspeitar que algo estava errado com base nos itens encontrados na casa. Ele perguntou a Marcus se eles haviam sofrido abusos quando crianças, Marcus confirmou, mas não deu detalhes.

 

Por décadas, Alex viveu se perguntando o que teria acontecido, Marcus recusou-se a lhe contar, argumentando que estava protegendo seu irmão. Eles viveram e trabalharam próximos um do outro durante toda a vida, mas a informação retida foi desgastante para ambos.

 

O cineasta Ed Perkins estrutura de forma inteligente 'Diga Quem Sou' para construir um encontro entre os dois irmãos, no qual eles compartilham a tela pela primeira vez e conversam um com o outro sobre o que aconteceu, em uma cena crua que expõe quanto dano foi causado pelo abuso, que envolve estupro e abuso sexual infantil da mãe e de outras pessoas.

 

Perkins conta essa história com uma qualidade sombria que o prepara para as verdades desconfortáveis ​​que estão por vir. Alex e Marcus são as únicas vozes presentes no filme, seus testemunhos foram gravados separadamente e em lados opostos da mesma sala sem cor. Mesmo quando o filme corta entre os irmãos, é como se eles estivessem falando um com o outro, e não conversando.

 

As reconstituições abstratas por meio das quais Perkins ilustra a queda e um punhado de outros eventos importantes são valiosas apenas pela forma como reforçam o clima terrível do documentário; é óbvio que um crime está esperando para ser descoberto por trás de toda essa intriga leve e gentil de Oliver Sacks.

 

O filme não é apenas uma história selvagem e quase inacreditável, ele é uma reflexão sobre os efeitos duradouros do abuso sexual, a complicada questão das “boas” mentiras e o dilema moral que acompanha a retenção de informações dolorosas. Não há uma solução fácil para a situação em que Alex e Marcus se encontram, mas eles começam a dar passos em direção à cura.

 

A verdade quando é revelada, é devastadora. O fato de Perkins ter se concentrado em assuntos tão simpáticos torna quase impossível não se comover, mesmo que 'Diga Quem Sou' muitas vezes, pareça menos uma verdade forense do que um fragmento intrigante de uma história que pode, no final, ser impossível de ser contada por completo.

 

Os irmãos gêmeos contam sua história angustiante em um documentário sobre memória, trauma e silêncio. É complicado contar uma história como a de Alex e Marcus em um documentário, sem ultrapassar uma linha ética que explora a tragédia pessoal para apenas mais uma "reviravolta" de suspense. 'Diga Quem Sou' por pouco, mas com sucesso, deixa os irmãos mergulharem na crueza de seu relacionamento.

 

Nota: 9




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