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  • Vinicius Monteiro

Cidades de Papel Crítica

Atualizado: 30 de dez. de 2023

Cidades de Papel Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Sinopse: A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

Crítica: O bem-intencionado, mas fino e superficial, Cidades de Papel mapeia tematicamente o territ￳rio familiar dos jovens adultos com temas sobre: primeiro amor não correspondido; o final agridoce do ensino médio americano e a política da amizade adolescente. Apesar de sua estrutura romântica com uma atmosfera misteriosa um tanto nova, o filme pega emprestado vários ingredientes de vários outros filmes de viagem, e mistura tudo em seu caldeirão.

Hist￳rias de amadurecimento funcionam melhor quando são preenchidas com personagens relacionáveis. Em Cidades de Papel, o narrador e protagonista, Quentin (Nat Wolff), é fundamentado, mas desinteressante. Ele é definido por um único traço de personalidade: sua conformidade. Margo (Cara Delevingne), uma das garotas mais populares da escola e a obsessão particular de Quentin, não é uma pessoa real, ela é uma confecção de filme fina definida exclusivamente por seu espírito livre, uma personagem compreensível mal desenhada, já que ela são vista pelo ponto de vista de Quentin.


Visto através dos olhos de Quentin, esta é a histó￳ria de como um menino, preso por seus pr￳prios medos e inseguranças, aprende a se libertar como resultado de sua busca obstinada pelo amor. Um ponto de vista diferente, mas não menos válido, pode argumentar que isso é sobre como um menino, movido por uma obsessão doentia por uma menina, age de forma imprudente e irresponsável ao persegui-la. Um filme melhor e mais autoconsciente teria encontrado uma maneira de fundir as duas interpretações, mas esse roteiro mecânico carece do insight necessário.

Quando Cidades de Papel funciona, ele o faz em grande parte por causa da adrenalina agridoce inerente que os últimos meses do ensino médio reservam. A substância da amizade e a essência da ampla abertura do mundo naquela idade elevam o material acima da maioria das entradas do gênero. Embora o relacionamento central nunca se acenda, o maior prazer do filme é ver as noites adolescentes: ficar fora até tarde, tomar decis￵es imprudentes e fazer as coisas pela última e pela primeira vez.

Os espectadores mais jovens podem não ver o final do filme como particularmente feliz. Ainda assim, é quase impossível resistir à mensagem animadora, embora superficial, de Green sobre a importância da amizade, da identidade e da disposição de examinar nossos desejos mais queridos. Cidades de Papel Crítica

Nota 5




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