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  • Vinicius Monteiro

Casablanca Crítica

Casablanca Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS

 

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos fugitivos tentavam escapar dos nazistas por uma rota que passava pela cidade de Casablanca. O exilado americano Rick Blaine (Humphrey Bogart) encontrou refúgio na cidade, dirigindo uma das principais casas noturnas da região. Clandestinamente, tentando despistar o Capitão Renault (Claude Rains), ele ajuda refugiados, possibilitando que eles fujam para os Estados Unidos. Quando um casal pede sua ajuda para deixar o país, ele reencontra uma grande paixão do passado, a bela Ilsa (Ingrid Bergman). Este amor vai encontrar uma nova vida e eles vão lutar para fugir juntos.

 

Crítica: “Casablanca” é uma obra baseada em uma peça teatral. O filme é considerado um clássico por muitos, onde sua perfeição se encontra nos detalhes.

 

O mais exuberante neste filme é o seu roteiro, é ele o responsável por fazer você se prender na história. Os seus diálogos mais escondem do que revelam com suas meias-palavras. Não somente para fugir do código de produção, mas para evitar possíveis escândalos, as falas são cheias de duplo significado. Um roteiro feito pelo trio Julius, Philip Epstein e Howard Koch é cuidadoso.

 

“Casablanca” tem um ponto negativo pra mim. O uso do flashback para contar o romance do passado entre Rick e Ilsa. Isso fez quebrar um pouco a genialidade que o filme tem, sua função didática está lá para evitar o mistério. A grandiosidade do filme está justamente nas palavras não ditas, deixando tudo por conta da nossa imaginação, este flashback estragou um pouco a graça.

 

A direção de Michael Curtiz tem planos médios e americanos simples, sem grande movimentação de câmera o que somou ainda mais para este filme ser perfeito. Ao deixar sua câmera em “modo observação”, o foco fica todo nas atuações, na fotografia e no desenho de produção, permitindo que o espectador mergulhe e perceba os detalhes.

 

Outro ponto muito importante do filme é sua fotografia. Toda vez que é dado close no rosto da atriz Ingrid Bergman, a tela fica um pouco esfumada realçando as luzes refletidas nos olhos da atriz. Tudo isso para aumentar a melancolia da personagem Ilsa.

 

Mesmo assim, “Casablanca” é cinema em sua máxima expressão, um filme que transcende a época em que foi feito, que prende e emociona qualquer espectador, um filme que revela que o clássico está nos detalhes.

 

Nota: 10



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