google.com, pub-4979583935785984, DIRECT, f08c47fec0942fa0
top of page
  • Vinicius Monteiro

Carrie, a Estranha (1978) Crítica

Atualizado: 27 de mar.

Carrie, a Estranha (1978) Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Sinopse: Carry White (Sissy Spacek) uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com Margareth (Piper Laurie), sua mãe e uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross (William Katt), seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson (Nancy Allen), uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma terrível armadilha que deixa Carrie ridicularizada em público. Mas ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos sua capacidade de vingança quando está repleta de ódio.

Crítica: Brian De Palma demonstra as desvantagens de uma educação em escola de cinema, explorando demais todos os estilos possíveis: câmera lenta, tela dividida, tomadas longas e foco suave em abundância, tudo sem nenhum objetivo real. Eu tenho que confessar que as composições de muitas técnicas não costumam me agradar muito, e nesse filme me irritou bastante.

Baseado no romance best-seller de Stephen King e habilmente projetado para atingir o público adolescente, 'Carrie, a Estranha' combinam as múltiplas técnicas com um roteiro bastante letrado, que criam um filme interessante e muito mais perturbador do que assustador, que lida com sucesso com a raiva interior que todo adolescente sente. O filme tem um humor surpreendentemente perturbador que aumenta seu poder e dá a ele um impacto que de outra forma faltaria à história.


A performance de Sissy Spacek é muito lembrada e elogiada nesse filme, eu não curti muito a atuação da atriz aqui. Os seus olhos arregalados e a sua maturidade, a atriz tinha 27 anos quando o filme foi rodado, deixa a atuação dela muito exagerada e soa muito fora do lugar, mas Sissy Spacek retrata muito bem a dor de Carrie e seu desejo de aceitação.

Como um filme sobre mulheres escrito e dirigido inteiramente por homens, às vezes parece distanciado e explorador, como se o autor Stephen King e o diretor Brian De Palma estivessem espiando pela janela do vestiário, e inventando adolescentes furtivos como estranhas criaturas que eles veem lá.

A compreensão do diretor Brian De Palma sobre o material de Stephen King é válida, 'Carrie, a Estranha' é uma boa adaptação. Este é um filme de terror muito mais perturbador do que assustador, que não aflora totalmente por conta da sua roupagem adolescente.


Nota: 6




Comments


bottom of page