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  • Vinicius Monteiro

Blade Runner 2049 Crítica

Atualizado: 1 de mar.

Blade Runner 2049 Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Sinopse: Em Blade Runner 2049, após os problemas enfrentados com os Nexus 8, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de forma que seja mais obediente aos humanos. Um deles é K (Ryan Gosling), um blade runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles. Após encontrar Sapper Morton (Dave Bautista), K descobre um fascinante segredo: a replicante Rachel (Sean Young) teve um filho, mantido em sigilo até então. A possibilidade de que replicantes se reproduzam pode desencadear uma guerra deles com os humanos, o que faz com que a tenente Joshi (Robin Wright), chefe de K, o envie para encontrar e eliminar a criança.

Crítica: O filme merece tanto respeito quanto o original. Abusando da nostalgia, ele não só usa a célebre conceituação visual de Los Angeles do filme anterior como ponto de partida, mas traz de volta a estrela Harrison Ford e tem tantas referências ao seu antecessor, incluindo uma versão atualizada do carro voador giratório, que é vertiginoso tentando manter o controle de todos eles.

O clima de 'Blade Runner 2049' é selvagem, a poluição tão densa da luz do dia é quase inexistente, os prédios mais parecidos com fortalezas, as multidões poliglotas nas ruas parecem mais hostis. O mundo de 'Blade Runner' que conhecíamos, ficou pior e por isso, mais interessante e curioso de ver.

O filme é um tipo estranho (no bom sentido) de sequência, que usa informações e personagens que conhecemos do primeiro longa, mas de maneiras muitas vezes surpreendentes. Você não precisa necessariamente ter visto o primeiro para entender este, graças em parte a um breve resumo da história no início.

Tal como acontece com o original, são os visuais impressionantes que nos prendem até que os sentimentos inerentes à história surjam. O designer de produção Dennis Gassner e sua equipe aproveitam ao máximo isso, incluindo o uso de cenários práticos em vez de CGI sempre que possível.


O longa dura quase três horas com um enredo pequeno e enrolado, envolvendo uma criança desaparecida. O filme não parece lento, mas suas pistas são minúsculas e as sequências de ação explodem em um pano de fundo de inação e um medo existencial de ficar preso.

A dança entre a nostalgia e trazer algo original e novo, é formada de traços que dão certo. 'Blade Runner 2049' nunca parece que não é seu próprio filme. Ele expande inteligentemente as questões sobre o que é humano e o que não é que estavam originalmente contidas no romance de Philip K. Dick 'Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?' e estende seu alcance geográfico ao sul de San Diego e ao leste até uma misteriosa Las Vegas sufocada em poeira vermelha.

Dado todos os altos e baixos do primeiro filme, o que é notável em 'Blade Runner 2049' é o quão bom ele é. O seu resultado final é indiscutível: por Villeneuve e sua magistral equipe criativa, especialmente o designer de produção, Dennis Gassner e o diretor de fotografia, Roger Deakins, este filme coloca você de forma firme, brilhante e inatacável em outro mundo de sua própria criação.


Nota 8



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