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  • Vinicius Monteiro

Barbie Crítica

Atualizado: 11 de dez. de 2023


Barbie Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Sinopse: Acompanhamos o dia a dia em Barbieland - o mundo mágico das Barbies, onde todas as versões da boneca vivem em completa harmonia e suas únicas preocupações são encontrar as melhores roupas para passear com as amigas e curtir intermináveis festas. Porém, uma das bonecas (interpretada por Margot Robbie) começa a perceber que talvez sua vida não seja tão perfeita assim, questionando-se sobre o sentido de sua existência e alarmando suas companheiras.

Crítica: Eu não gostei de 'Barbie' e não foi por rezar a cartilha woke, por ser feminista ou por mostrar que a masculidade pode ser frágil. Primeiro vou começar falando do que eu gostei. O filme é muito divertido e fofo. Por cerca de uma hora, 'Barbie' faz uma viagem deliciosa a um mundo satírico de tons pastéis e fluorescentes, onde tudo é incrível e rosa. A direção de arte é atraente e inteligente. O longa-metragem é muito divertido, porém o seu visual é melhor que a narrativa.

A diretora e co-roteirista da Arthouse, Greta Gerwig e o co-roteirista Noah Baumbach produziram uma história presunçosa que não possui um único personagem simpático. O filme se passa em sua maior parte em mundo quase que imaginário e ambientar esse mundo com personagens irreais me deixou distante do filme. O roteiro de Gerwig e Baumbach não precisava ser plausível. É sobre Barbies, pelo amor, mas não há nada de real para se relacionar aqui.

Há uma dupla, mãe e filha, interpretada por America Ferrera e Ariana Greenblatt que é concebida de forma plana. O drama, bem mais ou menos, surge quando Ken fica obcecado com o patriarcado e a masculinidade do mundo real e os traz de volta para derrubar a Barbieland. O Ken bobo e frágil de Ryan Gosling começa bem, mas se desgasta quando mostra que é isso que ele vai ser o filme todo. Margot Robbie nasceu para ser a Barbie. Os diálogos são expositivos e didáticos. As músicas são todas chatas.

Até aqui tudo bem, por mais que eu tenha gostado demais da produção de arte e não curtido todo o resto, eu me diverti com o passeio pela Barbieland. O que estragou a minha experiência de fato, é que eu achei que veria um filme, não um comercial.

A Mattel declarou que o filme não era sobre aumentar as vendas (Hum, senta lá Claudia...), talvez seja verdade, mas 'Barbie' é um comercial em forma de longa-metragem, esse filme é sobre a Mattel recolocando o seu famoso produto no mercado, isso é escancarado de óbvio. Isso é sobre vender!

Nos últimos anos, a boneca mais famosa do mundo, ganhou uma mancha negativa em seu produto. A boneca chegou a ganhar estudos afirmando que brincar de Barbie na infância pode, de fato, levar a problemas de autoestima e imagem corporal. A chuva de críticas fez com que a Barbie não chegasse mais nas mãos das crianças, a boneca não conversa mais com o público infantil de hoje.

Quando um produto vai mal no mercado, é preciso se recolocar através de uma nova e boa estratégia de marketing. Os cinemas são um ótimo lugar para isso, tudo do cinema, vai depois direto para o celular, tablet e TV de qualquer criança.

O filme não é woke, não é contra os homens e muito menos feminista, parem de brigar sobre isso. 'Barbie' é sobre fazer você querer uma Barbie. O filme gerou um aumento de 67% nas vendas da boneca no Brasil só na semana de estreia, além de ter arrecadado US$ 1,428 bilhão nas bilheterias pelo mundo. O filme consegue fazer você gastar, e eu tenho certeza que você estava vestindo rosa quando isso aconteceu.

O filme 'Barbie' é divertido e rosa, mas feito de plástico. Daqui alguns anos, os estudantes de marketing estarão falando de 'Barbie' muito mais que os estudantes de cinema. 'Barbie' é o maior movimento de marketing já feito, mas não o maior filme. Barbie Crítica


Nota: 4




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