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  • Vinicius Monteiro

Assassinos da Lua das Flores Crítica

Assassinos da Lua das Flores Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Estados Unidos, década de 20. Depois da descoberta de petróleo sob o solo de suas reservas, membros da tribo Osage começam a ser assassinados. Quando o número de vítimas ultrapassa a segunda dezena, o recém-fundado FBI assume o caso com uma equipe secreta liderada por um antigo Ranger texano chamado Tom White (Jesse Plemons). A missão é se infiltrar na região lutando para adotar as mais recentes técnicas de investigação e começando a expor uma das conspirações mais frias da história dos Estados Unidos.

 

Crítica: No fundo, "Assassinos da Lua das Flores" é um filme enganosamente simples: homens brancos gananciosos conspiram para roubar os direitos do petróleo dos nativos americanos que consideram indignos de tal riqueza, e recorrem a matá-los para conseguir o que querem. Esse longa-metragem é baseado no livro de mesmo nome escrito por David Grann.

 

"Assassinos da Lua das Flores" é também a história da américa do norte. É uma versão dos EUA que muito tentaram manter fora das escolas, banidas da história, por causa de seu foco na ganância branca e no racismo. Martin Scorsese levanta a poeira daquilo que foi varrido para debaixo do tapete, o diretor mostra uma nação falha moralmente e expõem os seus pilares de construções manchados de sangue.

 

O longa-metragem se estende por dezenas de assassinatos ao longo de vários anos. Nos seus longos 206 minutos, o filem faz o espectador se debruçar sobre sua brutalidade de uma maneira que poucos filmes já fazem. Martin Scorsese e o roteirista Eric Roth pegam os muitos detalhes do romance jornalístico de não-ficção de David Grann e os adaptam em texturas e profundidade, mantendo o foco diretamente em uma história de amor tóxica ambientada em uma visão arrepiante do genocídio dos nativos americanos.

 

Embora se passe na década de 1920, o longa-metragem funciona como um faroeste auto reflexivo, desde a belíssima cinematografia de paisagens de Rodrigo Prieto até as constantes lembranças musicais do gênero de Robbie Robertson.

 

O filme tem uma mistura de estilo gostosa de assistir. Os muitos perpetradores da conspiração são enquadrados dentro das convenções do faroeste clássico, bem como do clássico filme de máfia; são bandidos de chapéu preto e gângsteres intocáveis tramando em código.

 

"Assassinos da Lua das Flores" é um mistério de assassinato contado do ponto de vista dos assassinos, carregando um soco emocional nauseante graças ao quão descarados seus conspiradores podem ser sobre matar um povo que eles consideram abaixo deles.

 

Leonardo DiCaprio da vida ao personagem Ernesto, a princípio barulhento, até que a vida e suas próprias falhas morais começam a derrubá-lo. A ator navega com sucesso nessa transição, embora, como em muitos de seus papéis, ele ocasionalmente exagere e sua careta de Popeye. De Niro é igualmente eficaz por fazer muito menos. Seu Hale simplesmente vive em um universo de sua própria criação, onde ele decide o que é certo e errado.

 

O desempenho de Gladstone é único e surpreendente. Sua Mollie vê o desastre chegando e ainda se inclina para ele. Ela é engraçada, com uma entrega perversa, mas ela também abraça totalmente a agonia da perda ao seu redor. Ela é hipnotizante.

 

"Assassinos da Lua das Flores" é um dos filmes mais brutais de Scorsese, mas um de seus mais pensativos e autorreflexivos, já que ele cria um "mistério" de assassinato subversivo que não deixa nenhuma pergunta persistente a não ser uma. É uma pergunta que define a maré da história americana: até onde as pessoas estão dispostas a ir por ganância? Assassinos da Lua das Flores Crítica

 

Nota: 9



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