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  • Vinicius Monteiro

Anônimo Crítica

Atualizado: 20 de jun.

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Esse texto pode conter possíveis SPOILERS

 

Sinopse: Hutch Mansell é um pacato pai e marido que sempre arca com as injustiças da vida, sem revidar. Quando dois ladrões invadem sua casa, Hutch se recusa a defender a si mesmo e sua família na esperança de evitar qualquer violência, desapontando seus familiares com sua passividade. As consequências do incidente acabam despertando uma raiva latente em Hutch, desencadeando instintos adormecidos e impulsionando-o em um caminho brutal que irá trazer à tona segredos sombrios e habilidades letais.

 

Crítica: Mesmo os filmes de ação mais sádicos costumam se esforçar para apresentar uma alma amável que possamos nos apegar, mas 'Anônimo' desdobra-se na implicação mais imoral do gênero, por igualar inquestionavelmente masculinidade com violência bruta. O filme considera a necessidade desesperada de Hutch de matar sem resignação ou ironia, resultando em uma fantasia de ação repetitiva e inconscientemente superficial.

 

Bob Odenkirk prova ser um pouco mais versátil como ator, aqui esse cara  prova que pode destruir todos os papéis que você atribui a ele. Hutch percebe que levou muito a sério o papel de macho beta longe demais, o personagem é reduzido a apenas mais um assassino inatingível sem conflitos interpessoais memoráveis. Porém Bob Odenkirk oferece uma dramatização verdadeiramente penetrante de frustração e fracasso.

 

O que salva o filme de ser divertido de assistir é a sua ação. Após o filme assumir a alma de homem alfa, ele nos leva a uma cena memorável, uma batalha real em um ônibus público que mistura inquietantemente coreografia estilizada com violência gráfica e corporal. As cenas de luta também são terrivelmente eficazes e animadas, um choque de violência brutal capturado com uma especificidade que nos permite acompanhar cada soco e chute, uma competência de nível básico que tantos filmes de ação não conseguem dominar.   

 

O filme consegue também equilibrar muito bem o humor com a ação. Apesar dos ecos superficiais, o longa equilibra a sátira com a seriedade de certa forma que provoca risos genuínos em algumas das situações, sem nunca perder o controle sobre o que está em jogo na história. 

 

Uma vez que os produtores conseguiram o dinheiro, tudo o que fizeram foi fazer o longa simplesmente existir. “Anônimo” é uma coleção de truques brilhantes de cinema em busca de uma razão para existir. Totalmente sem alma, este filme é apenas raivoso, que parece celebrar o salvamento de um casamento por meio de assassinato em massa.

 

Nota: 6



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