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  • Vinicius Monteiro

A Revolução dos Bichos Resenha

Atualizado: 14 de fev.

A Revolução dos Bichos Resenha

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Sinopse: Uma fazenda é tomada por seus animais maltratados e sobrecarregados. Cheios de idealismo, eles se propõem a criar um paraíso de progresso, justiça e igualdade, administrando o local por conta própria. Os porcos, então, assumem o comando e, com suas habilidades de alfabetização, vão aos poucos mudando as regras que os animais haviam estabelecido previamente. Dessa forma o palco está montado com uma crítica muito bem escrita de como os ideais socialistas são corrompidos por pessoas poderosas, como as massas iletradas são aproveitadas e como os líderes comunistas se transformam em capitalistas.

Resenha: George Orwell é o pseudônimo de Eric Arthur Blair, natural da Índia, nascido em 1903. Jornalista, o escritor inglês é conhecido por sua densa crítica ao sistema socialista, através de suas obras. Em 1950, George morre na Inglaterra, vítima de uma tuberculose.

O livro começa com a história de uma granja conhecida como Granja do Solar, onde os animais que ali viviam estavam em extrema insatisfação com os cuidados do dono com os animais e com a fazenda. Surge entre os bichos a ideia de uma revolução para se construir um novo lugar onde os humanos não pisariam e apenas os animais, trabalhando sem ser explorados, viveriam uma vida melhor.

A obra foi publicada em 1945, no início da Segunda Guerra Mundial, o mundo vivia um clima de tensão, separado entre capitalistas e socialistas. Apesar de socialista, George Orwell faz uma reflexão acerca da igualdade entre os homens; que parece ser algo impossível, tendo em vista o desejo de todo homem de liderar e de ter vantagem.

'A Revolução dos Bichos' é aclamado como sendo um dos melhores romances ingleses, a obra pode ser considerada uma metáfora para narrar a traição soviética, onde princípios iniciais teriam sido esquecidos no decorrer da Revolução. A obra é considerada pela crítica uma fábula satírica, onde a realidade é retratada com um toque cômico.

A obra remete ao egoísmo, autoritarismo, corrupção que há em relações humanas, sejam elas políticas ou sociais, os personagens também lembram características de personagens históricos. Major apresenta semelhanças idealistas com Karl Max, ou então Napoleão que se assemelha com Stalin, a quem o autor paralelamente faz uma crítica, devido à administração corrupta.

Logo após o acontecimento da revolução os animais entram em comum acordo para criar algumas regras que serviriam como base para a “nova” sociedade. Inicialmente as coisas ocorrem bem até que se chega a um ponto onde as opiniões divididas dos líderes da revolução colocam a posição de liderança de cada um em risco e isso força os líderes a tomarem usarem seus artifícios para ganhar apoio dos outros animais.

Mais uma vez metaforizando o povo que possui memória curta, os animais não se lembram das regras, não se lembram como era antes da Revolução, e muito menos conseguem comparar se a vida na granja está pior ou melhor, nem mesmo se lembram se o que foi prometido, foi cumprido.

A história tem em seu desenrolar, como ponto forte, a marcante personalidade de cada animal que retrata muito bem o que se encontra numa sociedade real e o texto recheado de ironias que descrevem um sistema que tem como base a igualdade e o bem estar de todos. A obra é curta, direta e sem rodeios, sendo um livro possível de ler em um único dia. A escrita é quase que didática o que me incomodou um pouco, nada que tenha estragado a experiência, no decorrer da leitura se aprende muito sobre política e poder.

O livro é famoso por terminar com os animais observando a proximidade da relação entre porcos e seres humanos. Nessa confusão toda, já não é possível distinguir porcos e humanos, já que os animais estão andando apoiando apenas nas patas traseiras, usando roupas humanas, dentre outras mudanças.

A obra de Orwell é leitura obrigatória para todas as pessoas. A leitura é fluida, simples e com profundos momentos de reflexão. 'Revolução dos Bichos' é um livro atemporal, apesar de ser uma sátira sobre as experiências soviéticas vividas naquela época, a obra pode ser sentida independente do momento na sociedade em que você vive.


Nota 8


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