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  • Vinicius Monteiro

A Porta ao Lado Crítica

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Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

 

Sinopse: Rafa e Mari vivem um relacionamento tranquilo e estável, monogâmico, dentro dos moldes mais tradicionais. Juntos há mais de cinco anos, os dois se acostumaram com a rotina e a monotonia da vida de casados, sem muitas aventuras. Mas quando Fred e Isis, um casal que vive um relacionamento aberto, se muda para o apartamento ao lado, Mari acaba sendo levada a questionar seu casamento e considerar outras formas de se relacionar. O encontro entre os dois casais provoca desejos, dúvidas e inseguranças, transformando completamente a vida dos quatro.

 

Crítica: "A Porta ao Lado" é um filme dirigido por Júlia Rezende e com roteiro de L.G. Bayão, Patrícia Corso e Leonardo Moreira. O longa-metragem nacional é estrelado por Letícia Colin, Bárbara Paz, Dan Ferreira e Tulio Starling. O filme foi gravado inteiramente durante a pandemia de COVID-19.

 

A diretora Julia Rezende soube fazer um bom convite ao público, para refletir sobre relacionamento e suas diferentes formas e suas definições. "A Porta ao Lado" acompanha a personagem Mari em um momento em que ela é impulsionada por diversos desejos, sejam eles eróticos, de mudança ou de ressignificação.

 

O tema central de monogamia versus poligamia é clichê e batido, mas ao menos o longa-metragem foge de alguns estereótipos que geralmente caracterizam esses modelos pré-concebidos. Por exemplo, a personagem Mari não parece frustrada no seu relacionamento com Rafa, nem ao menos sexualmente falando. O outro ponto positivo, não há espaço para que o filme entregue soluções fáceis para problemas complexos.

 

Os seus personagens são contraditórios, possuem camadas e não atendem especificamente àquilo que deveriam ou não fazer de acordo com suas características principais. Há um bom desenvolvimento dos personagens "A Porta ao Lado" não é mérito apenas do roteiro. Os quatro protagonistas entregam atuações precisas e adequadas.

 

Embora o filme seja sobre as tensões geradas pelo choque entre modos de casamento fundamentalmente distintos. "A Porta ao Lado" peca em querer explorar outros temas mais profundos, que acabam sendo um mero enfeite para a narrativa e deixando o filme mais aceitável de um público mais mainstreaming. O racismo e machismo, por exemplo, são temas jogados na trama com muita superficialidade que deixou o longa-metragem empobrecido.

 

É importante ressaltar que "A Porta ao Lado" abusa de cenas de intimidade, mas todas são conduzidas com muita delicadeza e atenção por Julia Rezende. Sem expor os atores à nudez desnecessária ou vulgar.

 

Julia Rezende acerta ao construir uma trama clichê com delicadeza, sem forçar estereótipos dando espaço para os personagens desenvolverem, apesar da diretora atolar o enredo com outros temas mal desenvolvidos, "A Porta ao Lado" não julga, e isso causa uma reflexão profunda no espectador. O longa-metragem é imersivo, porém morno demais.

 

Nota: 6



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