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  • Vinicius Monteiro

A(o) Menina(o) que Matou os(meus) Pais Crítica


A(o) Menina(o) que Matou os(meus) Pais Crítica

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Sinopse: 'A Menina que Matou os Pais' se passa em 2002, quando um crime cometido em São Paulo chocou o Brasil. A jovem Suzane von Richthofen, junto ao seu namorado Daniel Cravinhos e seu irmão Cristian, assassinaram seu pai Manfred von Richthofen e sua mãe Marísia. 'O Menino que Matou Meus Pais' parte da perspectiva de Suzane Von Richthofen, que em 2002, foi acusada junto ao seu namorado, Daniel Cravinhos, de cometer o brutal assassinato de seus pais, Manfred von Richthofen e Marísia von Richthofen, caso criminal que chocou o país.

Crítica: Os dois filmes partilham da mesma cena de abertura, uma recriação da descoberta dos corpos de Marísia e Manfred pela Polícia Militar de São Paulo, em 2002. A trama salta para 2006 e acompanhamos o depoimento de Daniel (Leonardo Bittencourt), no primeiro filme, e de Suzane (Carla Diaz), no segundo. A história contada por ambos é estruturalmente a mesma, mas seus papéis no destino trágico são diferentes.

É estranho que os dois filmes tenham escolhido resgatar os depoimentos manipulados para basear e contar a história de Daniel e Suzane, é mais estranho ainda que tenham feito isso em tramas separadas. Só para deixá-los avisados, os depoimentos dado ao júri geralmente é manipulado pelos advogados que mandam no que eles devem ou não falar e qual a narrativa eles devem entregar, por esse motivo, os filmes já logo de cara, perdem a graça.

Na narrativa dele, ela é a garota rica com traumas que encontrou nele refúgio, manipulando-o para colocar em prática os seus desejos fatais. Na dela, ele era o garoto pobre, mais próximo de uma realidade de crime, que tornou-se um namorado abusivo e a conduziu a matar sua rica família por ganância.

Os roteiristas Ilana Casoy e Raphael Montes tentam contar essa história evitando qualquer tipo de problema, com isso eles entregam uma história muito distante da realidade que soa praticamente falso. Os longas não funcionam individualmente, ambos semelhantes em tudo, inclusive no desenvolvimento pouco ousado para uma abordagem tão polêmica.

O projeto tinha potencial para ser excepcional, mas desperdiçado por um roteiro fraco, raso e recheado de diálogos medianos. Em seus atributos estéticos, a produção consegue alguns momentos inspirados, em especial, pela direção de fotografia de Jacob Solitrenick e seus enquadramentos e movimentos.

Carla Diaz surpreende interpretando as duas versões da assassina (a maquiavélica e a inocente abusada) com nuances e trejeitos que infelizmente não soam muito naturais em alguns momentos, a atriz é obviamente mais teatral, expansiva, enquanto Leonardo Bittencourt é mais naturalista dando o tom certo em sua atuação, ele é um grande destaque nos dois filmes.

Se tratando de um dos crimes mais chocantes da história do Brasil, os dois filmes são muito centrados e comportado, os “filmes gêmeos” não são chamativos, não ousam, não fazem jus ao fato de serem os primeiros a arriscar de fato no chamado cinema "true crime" brasileiro.


O subgênero de crimes reais é muito raro na ficção brasileira, eu preciso admirar o esforço de 'A Menina Que Matou os Pais' e 'O Menino Que Matou Meus Pais' em contribuir para a mudança desse cenário. Embora tenham boas atuações e com algo relevante a dizer, é difícil encontrar algo nele que não esteja melhor representado em qualquer outro lugar, há algo de frustrante no que pode ser assistido aqui. A(o) Menina(o) que Matou os(meus) Pais Crítica

Nota: 4

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