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  • Vinicius Monteiro

A Livraria Mágica de Paris Resenha

Atualizado: 15 de abr.

A Livraria Mágica de Paris Resenha

Esse texto pode conter possíveis SPOILERS.

Sinopse: Monsieur Perdu se considera um “farmacêutico literário”. De seu barco-livraria ancorado no rio Sena, ele prescreve livros para todas as dificuldades da vida. Fazendo uma análise intuitiva dos clientes, Perdu identifica e recomenda o livro perfeito para cada um. A única pessoa que ele parece não conseguir curar através dos livros é ele mesmo: há anos vem sendo assombrado pela desilusão amorosa que sofreu quando a mulher de sua vida desapareceu e o deixou apenas com uma carta. Que ele não conseguiu abrir.

Resenha: 'A Livraria Mágica de Paris' é uma obra de amor aos livros e que fez muito sucesso entre os leitores, com alguns momentos deliciosos, o livro não se tornou um dos meus favoritos, foi difícil para engajar nessa leitura. O que era para ser uma história sobre o poder redentor, sobre a redescoberta, Nina George escreveu um romance cheio de clichês, descrições desnecessárias e personagens pouco convincentes.

O best-seller internacional de Nina George, 'A Livraria Mágica de Paris', é um daqueles livros cheios de enfeite e brilho: Paris, Provence, livrarias charmosas, senhorias excêntricas, amores perdidos, gatos, frases e citações nerds de livros. Mesmo que a escrita de Nina George seja fácil e fluida, a aparência sofisticada da obra, oferece uma leitura artificial e chata em alguns momentos.

'A Livraria Mágica de Paris' é uma história de autodescoberta para o personagem Perdu, mas é difícil torcer pelo personagem. Além de não ter conseguido criar empatia por ele, suas ações não eram realmente punidas pelo autor, embora, para ser justo, também não fossem toleradas.

A partir do momento em que Perdu desatraca o barco da margem do Sena e começa sua viagem para Bonnieux, 'A Livraria Mágica de Paris' ganha um tom de autoajuda, a trama é dominada por frases feitas e desdobramentos completamente previsíveis, o estilo não se encaixa muito bem dentro da proposta do livro.

Ao longo do caminho, outros personagens se juntam ao livreiro, mas eles pouco agregam à história. Max, o escritor jovem com bloqueio criativo, e Cuneo, o italiano em busca de seu grande amor, são caricaturas de viajantes, com tramas tão pouco elaboradas que suas histórias pecam em credibilidade e, em vez de divertir, aborrecem o leitor.

Não pude deixar de sentir uma crescente sensação de decepção ao me aprofundar neste livro. No final, este livro não acabou sendo a história que eu esperava. Com personagens vazios e trechos carregados de melodrama desnecessário, é compreensível o sucesso de 'A Livraria Mágica de Paris', sua ambientação exagerada e sua atmosfera motivacional podem aquecer corações por aí, com certeza as referências bibliográfica do livro vão cativar de vez o leitor. Se o livro fosse um estilo caderno de viagens, 'A Livraria Mágica de Paris' para mim teria sido melhor.


Nota: 5


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